Categoria: Vaticano

  • Museus do Vaticano

    Museus do Vaticano

    É um autêntico repositório da história da humanidade. Acumula, há mais de 500 anos, antiguidades, tesouros e coleções de arte de várias épocas e civilizações, de praticamente todos os continentes, guardando testemunhos preciosos da história.

    Os Museus do Vaticano nasceram em 1506, com a coleção privada do Papa Julius II, cresceram e hoje são dos mais importantes do mundo. Já no século XX foi aberta a porta a norte das muralhas do Vaticano, onde está a escada em espiral, de Antonio Maraini (imagem de capa) que tanto fascina os visitantes.

    Fazem parte deste complexo vários museus, entre eles, o de Pio Clementino, Gregoriano Etrusco, Chiaramonti ou a Pinacoteca Vaticana. Percorrer as salas e os corredores é como uma viagem por séculos de história.

    Sala de Constantino
    Sala de Constantino dedicada ao primeiro imperador a reconhecer o Cristianismo

     

    Estátuas egípcias
    Estátuas egípcias

     

    Do Antigo Egito ao Império Otomano, de África à América. Aqui se pode ver a grande estátua de Ramessés II no seu trono ou a monumental estátua de Osíris-Ápis nascendo de Lótus. Magníficos pisos em mosaico, provenientes de termas romanas, o sarcófago de Santa Helena (mãe do Imperador Constantino I) ou a estátua de Perseu com a cabeça da Medusa.

    Perseu com a cabeça da Medusa
    Perseu com a cabeça da Medusa

    A meio da visita abre-se o pátio della Pigna (pátio da Pinha) onde repousa a contemporânea esfera dourada “Sfera con Sfera” do artista Arnaldo Pomodoro. Os visitantes nem imaginam que por baixo deste pátio existe um labirinto de corredores com estantes cheias dos mais importantes registos da história da igreja e do mundo, os Arquivos Secretos do Vaticano.

    Jardim da Pinha
    Pátio della Pigna

    Entrar na Pinoteca Vaticana é penetrar no que melhor existe de pintura do período que vai desde o gótico até o século XIX com obras de Giotto, Melozzo da Forli, Perugino, Rafael, Leonardo da Vinci, Ticiano, Veronese, Poussin, Botticelli, Caravaggio e Crespi entre outros.

    Palazzetto del Belvedere
    Palazzetto del Belvedere

    A visita culmina com a Capela Sistina. Erguida entre 1475 e 1483, durante o pontificado de Sisto IV, é um marco da pintura de Michelangelo. Mundialmente conhecidas as pinturas do tecto e paredes foram inspiradas em cenas do Velho e do Novo Testamento e causam um impacto tremendo para quem as vislumbra.

    Nos Museus do Vaticano também é possível visitar alguns lugares “secretos”, normalmente fechados ao público, como a Capela Nicolina, a Escadaria de Bramante e o Gabinete das Máscaras. Estas visitas só são possíveis quando solicitadas e com um guia privado.

    Se for visitar os Museus do Vaticano compre antecipadamente o bilhete no site oficial do Vaticano.

  • Visitar a Cidade do Vaticano

    Visitar a Cidade do Vaticano

    O Vaticano é uma cidade-estado, isto é, um país independente de Itália. Embora nas suas fronteiras não haja um controlo de documentos existe uma verificação de segurança quanto ao que levamos.

    A entrada no Vaticano, a não ser que visitemos os seus museus, leva-nos à Praça de São Pedro.

    Praça de São Pedro

    Assim que se entra na Praça de São Pedro, atravessando a colunata de Bernini, de forma circular (representando os braços abertos da igreja) e encimada pelas 140 estátuas do mesmo autor, somos apanhados com surpresa pela imponência da basílica, não fosse ela a maior igreja católica do mundo. A escadaria, as colunas, a majestosa fachada e sobretudo a cúpula de grandes dimensões desenhada por Miguel Ângelo.

    No centro da praça podemos ver o obelisco egípcio, ladeado por duas fontes, que um pouco mais distantes parecem estar-lhe de guarda.

    Fonte e obelisco da Praça de São Pedro

     

    Basílica de São Pedro

    A imponência da basílica é proporcional à dimensão e número de artistas e arquitectos envolvidos na sua construção: Bernini, Rafael, Bramante, Michelângelo, Peruzzi entre outros.
    Assim que entramos na basílica, logo na primeira capela do lado direito, somos oferendados pela Pietá de Michelangelo, de 1498. Atrás de um grande vidro à prova de bala (foi atacada em 1972) encontra-se a mais conhecida Pietá (escultura que representa Jesus morto nos braços da Virgem Maria) do mundo e uma das esculturas mais famosas do artista.

    Basílica de São Pedro

    Seguindo a nave central da basílica em direcção ao altar-mor “guardado” pelo imponente Baldaquino de Bernini, em bronze, concebido para preencher o vazio por baixo da grandiosa cúpula, sente-se a grandiosidade do templo. Os mármores, as grandes colunas, os relevos, a dimensão das estátuas, os túmulos, o esplendor dos altares e a magnificente cúpula central de Michelângelo.

    Baldaquino de Bernini

    Em alguns locais da basílica vêm-se no chão tampas metálicas com um gradeamento trabalhado onde, com mais atenção, podemos ver que dá para a parte inferior do templo, onde se localizam as catacumbas.

    À saída da basílica podemos ver alguns elementos da Guarda Suiça, a guarda pessoal do Papa, responsável pela segurança do sumo-pontífice.

    Elementos da Guarda Suiça