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  • Percorrer a Costa Vicentina

    Percorrer a Costa Vicentina

    A Costa Vicentina, juntamente com parte do litoral Alentejano (Sudoeste Alentejano), integra o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, e vai desde Odeceixe até ao Burgau na costa Sul algarvia. É sobretudo caracterizado por imponentes arribas que escondem muitas praias, que geralmente se apelidam de “secretas” pois o caminho para lá chegar é muitas vezes desconhecido e de difícil acesso.

    Começamos por Odeceixe, na margem direita da ribeira de Seixe, a pequena e pitoresca aldeia cresceu ao longo de uma encosta sobranceira à ribeira e tornou-se famosa pela sua praia ali bem perto. Sobressaem-se no casario a Igreja e o Moinho de vento. A praia, a pouco mais de 3 Kms da aldeia, fica na foz da ribeira de Seixe que envolve o areal de tal forma que permite ter uma praia de água salgada (virada para o oceano) e outra de água doce (virada para o rio).

    Rumando a Sul passamos pelas praias da Baía dos Tiros, da Amoreira e do Monte Clérigo até chegarmos à praia da Arrifana já próximo de Aljezur.

    Praia da Arrifana
    Praia da Arrifana

    A Praia da Arrifana, é muito procurada por surfistas.

    Muito perto, a Praia da Bordeira fica na foz da ribeira da Carrapateira e marca o início das arribas calcárias que dão cores mais quentes à paisagem costeira. Esta praia é extensa e acaba (a Sul) num grande areal formando uma laguna com as águas da ribeira.

    Em direcção à Vila do Bispo, fazendo um desvio de apenas uns minutos, resolvemos fazer uma visita à aldeia de Pedralva.

    Pedralva

    A aldeia de Pedralva fica aninhada num pequeno vale do interior algarvio. Esta pequena aldeia, com apenas três ruas, depois de ter entrado num processo de abandono natural de uma localidade interior, viu nascer um projecto turístico que a fez renascer. Cerca de metade das casas foram compradas por uma empresa turística que as reconstruiu e deu vida à aldeia.
    Vale a pena visita-la pois conserva a arquitectura típica regional e mais do que isso a essência e sossego de uma aldeia interior.

    A Vila do Bispo é uma pequena povoação muito pacata onde podemos desfrutar da calmaria e arquitectura tradicional algarvia. Sobressai na vila a Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

    Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
    Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição em Vila do Bispo

    Na ponta mais a Sudoeste de Portugal, e da Europa, fica o Cabo de São Vicente, batizado pelos romanos como o Fim do Mundo até o Infante D. Henrique desfazer o mito. Penhascos, com uma altura de cerca de 60 metros, varridos pelos ventos agrestes e frios que transformam a paisagem.

    Farol do Cabo de São Vicente
    Farol do Cabo de São Vicente

     

    Cabo de São Vicente
    Vista do Cabo de São Vicente

    Ali perto, depois da praia do Beliche, fica Sagres, a vila que deve a sua fama muito à custa dos descobrimentos portugueses e do Infante D.Henrique. Aqui é quase obrigatória a visita à Fortaleza de Sagres e o vislumbre das esplêndidas arribas sobre o mar.

    Fortaleza de Sagres
    Fortaleza de Sagres

     

    Fortaleza de Sagres
    Fortaleza de Sagres e o cabo de São Vicente (ao fundo)

    Daqui rumamos até ao limite Este da Costa Vicentina, passando pela praia da pequena aldeia de Salema chegamos ao Burgau, uma aldeia de pescadores, encravada no meio de falésias, com uma enseada onde fica a pequena praia da aldeia. Por força do turismo a localidade foi crescendo e no verão transfigura-se numa estância muito movimentada.

    Burgau
    Burgau

     

     

  • Uma viagem pelo Sudoeste Alentejano

    Uma viagem pelo Sudoeste Alentejano

    Aqui o Alentejo transforma-se. A calmaria dos campos de cultivo dá lugar à bravura do oceano, as planícies transformam-se em arribas que abruptamente mergulham no Atlântico.

    Zambujeira do Mar
    Zambujeira do Mar

    O Sudoeste Alentejano, parte integrante do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (considerada a faixa costeira melhor conservada da Europa), vai de São Torpes (Sines) até à ribeira de Seixe, que na outra margem abraça o Algarve.

    Os longos areais que juntam as praias entre Tróia e Sines, e fazem destas a maior praia de Portugal, ficaram para trás. A partir daqui “nascem” as escarpas que transformam a paisagem costeira.

    Viajando de Norte para Sul encontramos a povoação de Porto Covo, uma pequena aldeia de pescadores que acolhe de braços abertos os muitos surfistas que aqui chegam para surfar as ondas do Atlântico.

    Vale a pena visitar a aldeia e o pequeno porto piscatório num pequeno braço de mar encravado entre duas pequenas ravinas.

    Porto de Pescadores em Porto Covo
    Porto de Pescadores em Porto Covo

    A pouco mais de 4km a Sul, fica o lugar que se tornou famoso depois da música de Rui Veloso, e que talvez seja a imagem mais conhecida de Porto Covo, a Ilha do Pessegueiro. Mesmo em frente à pequena ilha fica a praia com o mesmo nome e o Forte de Nossa Senhora da Queimada (do século XVI), que juntamente com o forte da ilha (hoje em ruínas), fazia parte de uma linha defensiva da costa de Portugal.

    Ilha do Pessegueiro
    Ilha do Pessegueiro

    Continuando, a meia hora de Porto Covo encontramos Vila Nova de Milfontes. Na foz do rio Mira, é uma vila virada para o turismo de veraneio. O movimento nas ruas, cheias de restaurantes e casas para alugar, é grande, mas ali bem perto pode-se desfrutar da calmaria das praias mais recatadas: Porto das Barcas e a praia do Malhão.

    Vila Nova de Millfontes
    Foz do rio Mira, Vila Nova de Milfontes

    Na outra margem do rio, a sul, começam as praias mais selvagens. São disso exemplo as “secretas” praias da Foz dos Ouriços, a praia da Barca Grande ou as praias do Tonel, Baía da Arquinha e a de Nossa Senhora até chegarmos à Praia do Almograve (depois da praia dos Ouriços) onde na maré alta a rebentação e agitação do mar fazem jus à característica costa alentejana, na maré baixa o areal estende-se mar a dentro formando pequenas piscinas naturais deliciando as crianças (e adultos).

    A viagem continua e vale a pena fazer um pequeno desvio até ao Cabo Sardão (fotografia da capa). Chegar no final do dia ao Cabo Sardão tem outro encanto. O sol a desaparecer no horizonte e a refletir a sua luz no mar, faz-nos esquecer a força com que o mar fustiga, lá baixo, os despenhadeiros.

    Por do sol no Cabo Sardão
    Por do sol no Cabo Sardão

    Do alto dos seus 17 metros, está de vigia ao cabo o farol (com visitas às quartas-feiras). Este é o local privilegiado para a observação de aves, é o único sítio do mundo onde as cegonhas brancas nidificam nas rochas, mesmo junto ao mar.

    Mais a Sul fica Zambujeira do Mar, uma pequena vila que cresceu em cima das altas falésias, esconderijo dos areais das tão afamadas praias desta zona. Aos pés da vila fica a praia da Zambujeira de onde se avista a capela de Nossa Senhora do Mar, no cimo de uma arriba. No verão, realiza-se o festival de música Sudoeste que tira o sossego desta pacata vila.

    Zambujeira do Mar
    Zambujeira do Mar

    Até Odeceixe vamos encontrando muitas pequenas praias. Vale a pena visitar as praias da Amália e Azenha do Mar.