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  • Catedral de Sevilha, a gigante medieval

    Catedral de Sevilha, a gigante medieval

    Diz-se com algum orgulho que alguém entre o clero tenha proferido: “Façamos uma igreja tal, que os que a veêm nos tenham por loucos”.. Verdade ou não, a catedral de Sevilha, ou de Santa Maria da Sé, é tida como a maior catedral gótica do mundo.

    A sua construção começou em 1401, sobre a antiga mesquita de Almohad, e prolongou-se por mais de 100 anos. Não é o tamanho que lhe faz perder a elegância.

    Catedral de Sevilha
    Catedral de Sevilha

    Da antiga mesquita preservou-se “La Giralda”, a torre transformada em campanário que hoje é o símbolo mais conhecido da cidade.

    La Giralda (Wiki Commons)
    La Giralda (Wiki Commons)

    No seu interior, para além da sua imensidão, destaca-se a decoração em ouro, diferente dos templos medievais que se caracterizam pela simplicidade. Aqui está sepultado, entre outras figuras importantes de Espanha (como o rei Fernando III de Leão e Castela), o navegador Cristóvão Colombo.

    Túmulo de Colombo (Wiki Commons)
    Túmulo de Colombo (Wiki Commons)

    Outro pormenor que se destaca é a Puerta del Perdon, que dá acesso ao Pateo de los Naranjos, embora tenha sofrido inúmeras intervenções ao longo dos tempos, é um dos espaços que sobreviveram da mesquita. Aqui se podem ver os arcos em forma de ferradura característicos das construções árabes. Entrando nesta porta acedemos a um vasto pátio com laranjeiras.

    Puerta del Perdon
    Puerta del Perdon

    Os elementos árabes misturam-se com o estilo gótico em muitas partes do templo de forma harmoniosa. Foi integrado, juntamente com o Arquivo Geral das Índias, mesmo ao lado, como património da UNESCO.

    Giraldillo numa das portas
    Giraldillo na porta do príncipe

     

    Arquidiocesede de Sevilha junto à Catedral
    Arquidiocese de Sevilha junto à Catedral

    Para informações de visitas: site da Catedral.

  • Il Duomo de Florença, catedral de Santa Maria del Fiore

    Il Duomo de Florença, catedral de Santa Maria del Fiore

    A catedral de Santa Maria del Fiore ou o Duomo de Florença é uma das maiores obras-primas góticas e do início do renascimento.

    A sua cúpula, com mais de 100 metros de altura, é uma obra colossal e ainda há bem pouco tempo a sua construção era um mistério.

    Para fazer a visita ao interior da basílica tivemos de seguir uma fila, não muito demorada. Logo à partida ficamos desiludidos com o interior. O exterior da igreja contrasta com o aspecto despido e escuro do interior mas logo se muda de ideias quando se está por baixo da cúpula e nos começamos a aperceber dos pormenores.

    Cupula
    Cúpula

    Nós não o fizemos, mas poderá subir à cúpula e contemplar a vista sobre Florença.

    Altar
    Altar-mor da basílica

    Um pouco de história

    O início da sua construção data de 1296, com a supervisão de Giotto, sobre as antigas fundações da catedral de Santa Reparada. Para que a basílica chegasse ao que conhecemos hoje passaram cerca de seis séculos, tendo começado no século XII e finalizada apenas no século XIX com a conclusão da sua fachada.

    Basílica de Santa Maria del Fiore
    Basílica de Santa Maria del Fiore

    Uma das fazes mais complexas na sua construção foi a da enorme cúpula. Foi projectada pelo relojoeiro Filippo Brunelleschi que num golpe de génio conseguiu encaixar o duomo na enorme base octogonal irregular (pois as dimensões não estavam uniformes).

    Fora da basílica pode ainda visitar-se o campanário de Giotto e o batistério de São João.

    Batistério de São João
    Batistério de São João