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  • Arouca, onde a história e a natureza se encontram

    Arouca, onde a história e a natureza se encontram

    Em plena Serra da Freita, Arouca combina harmoniosamente os seus legados histórico e natural. Deste perfeito “casamento” nasceu o Arouca Geopark que muito tem feito pela protecção, promoção e divulgação de todo este património.

    Embora tenhamos visitado pouco mais que a vila, há muito para ver no concelho. As místicas pedras parideiras, um fenómeno geológico único no mundo, aldeias que pararam no tempo, minasde volfrâmio abandonadas , uma rede de percursos pedestres, quedas de água, os Passadiços do Paiva e muito mais.

    Passadiços
    Passadiços do Paiva

    Mesmo no centro da vila, na alameda Dom Domingos de Pinho Brandão está o posto de turismo do Arouca Geopark onde, muito atenciosamente nos deram informação acerca de todos os pontos turísticos mais interessantes para visitar.

    Uma visita à vila tem de ter passagem obrigatória pelo Mosteiro de Arouca ou Mosteiro de Santa Maria de Arouca. A origem deste mosteiro começa no século X como mosteiro beneditino e no século XII passa para a ordem de Cister como mosteiro exclusivamente feminino até à extinção das ordens religiosas em 1759 por D. José I.

    Mosteiro de Arouca
    Mosteiro de Arouca

    O mosteiro sofreu alguns trabalhos de restauro e conservação após alguns anos de abandono e ocupação que resultou na danificação e perda de muito património.

    Vale a pena fazer uma visita ao Museu de Arte Sacra onde podemos percorrer algumas áreas do mosteiro como a cozinha, o salão do cadeiral, os claustros, as celas entre outros espaços.

    Claustros do Mosteiro de Arouca
    Claustros do Mosteiro de Arouca

     

    Salão do Cadeiral
    Salão do Cadeiral

    Na igreja do Mosteiro podemos ver o corpo de Santa Mafalda, conservado em cera, que aquando da exumação do seu corpo para ser trasladado para Arouca, descobriram que estava incorrupto, este facto gerou uma onda de fervor religioso.

    Mesmo em frente da Igreja, do outro lado da rua, está a Igreja da Misericórdia. Partindo daqui visitamos ainda as ruas do centro histórico da vila onde existem casas brasonadas que fazem parte da história da vila.

    Igreja da Misericordia de Arouca
    Igreja da Misericordia de Arouca

     

    Rua em Arouca
    Rua em Arouca

    Se nos colocarmos na rua que nos leva à Câmara Municipal e olharmos para cima vemos o monte da Senhora da Mó, onde tem uma capela da mesma santa.

    Num dos cruzamento de Santa Eulália está o memorial de Santo António. Existem vários por esta região, surgem com frequência junto às antigas estradas e conta a lenda que à passagem da urna da Rainha Santa Mafalda, que ía em cima de um burro, onde este parava exausto foi erigido um destes memoriais.

    Memorial de Santo António
    Memorial de Santo António

    Muito perto de Arouca, em Canelas visitamos o Centro de Interpretação Geológico de Canelas onde se podem ver fósseis de alguns dos maiores trilobites do mundo.

     


    O quê e onde comer

    Parte do património gastronómico de Arouca, vale a pena provar a Vitela Arouquesa. Nós fizemo-lo no restaurante Parlamento (na Travessa da Ribeira) onde fomos atendidos com muita simpatia e atenção.
    Comemos vitela Arouquesa no forno que estava divinal e provamos posta de vitela Arouquesa grelhada.

    Vitela Arouquesa no forno
    Vitela Arouquesa no forno e doce da casa

    Os doces conventuais típicos de Arouca, eram confeccionados no Mosteiro e as suas receitas foram passando de geração em geração. Nós quisemos prová-los, e mesmo em frente ao Mosteiro, fizemo-lo na loja Doces Conventuais de Arouca. Escolher um doce para recomendar é difícil, se puder prove um de cada. 🙂

  • Um dia nos Passadiços do Paiva

    Um dia nos Passadiços do Paiva

    Os Passadiços do Paiva, localizados na margem esquerda do rio Paiva (afluente do Douro), entre Espiunca e Areinho no concelho de Arouca, são uma magnífica referência de turismo de natureza, não só para a região de Arouca mas também a nível nacional. Nós fomos comprovar.

    Ao longo do percurso de cerca de 8 Km, entramos num território antes quase inacessível, com paisagens de cortar o fôlego.

    Passadiços
    Início dos Passadiços

    Comprados os bilhetes online (as entradas são limitadas), inicíamos o percurso por volta das 9 horas, pela Espiunca. Há quem diga que é melhor começar por Areinho, mas, independentemente das opiniões, neste dia o percurso estava interdito desse lado uma vez que decorriam trabalhos de manutenção. Neste momento está a decorrer também a construção de uma nova ponte de vidro suspensa (diz-se que será uma das maiores do mundo).

    O dia estava fresco, sem muitos caminhantes, (pelo menos até às 11 horas da manhã). O percurso foi feito sem grandes dificuldades, para nós e para os miúdos.

    Este trajecto acompanha o rio Paiva por vales de muita beleza.

    Rio Paiva
    Rio Paiva

    Se por um lado deixamos de ter passadiços em algumas zonas e andamos por trilhos de terra, por outro, se não existisse a estrutura suspensa de madeira não seria possível continuar o percurso.

    Passadiços
    Estrutura suspensa dos passadiços

    O extraordinário desta obra, e quanto a nós é de louvar, é a integração dos passadiços no local. Além do impacto visual ser discreto, podemos andar no meio da natureza sem afectar muito a biodiversidade.

    Ao longo do percurso existem alguns miradouros e escadas que nos podem levar até ao rio.

    Passamos pela Gola do Salto onde no inverno as águas estão revoltas e a prática de desportos como o canyoning são geralmente praticados.

    Gola do Salto
    Gola do Salto

    Mais ou menos a meio do percurso encontramos a praia fluvial do Vau, onde almoçamos e aproveitamos para dar um mergulho no rio. Neste local existem casas de banho, algumas mesas e um pequeno bar de apoio. Caso não queira continuar,  pode pedir um taxi que o virá buscar.

    Praia do Vau
    Praia fluvial do Vau

    Continuando o percurso, pouco depois da praia tem uma ponte suspensa que nos leva à outra margem e por onde se pode seguir um trilho até Alvarenga.  A paisagem vista da ponte é lindíssima.

    Ponte suspensa
    Ponte suspensa

    Como uma parte do trajecto estava encerrada, fizemos o retorno até Espiunca.

    Já no regresso a Arouca, em Canelas, visitamos o Centro de Interpretação Geológica de Canelas onde podemos ver fósseis dos maiores trilobites encontrados no mundo (entre outros). Vale a pena visitar.

     

    Algumas dicas

    • Compre bilhete online com antecedência, o parque tem um limite de entradas
    • No verão inicie logo pela manhã, quanto mais cedo melhor (confirme os horários de abertura)
    • Leve água, calçado e vestuário confortável
    • Leve um farnel e aproveite a praia do Vau para almoçar e recuperar forças para o resto do percurso
    • Respeite a natureza
    • Se fizer os passadiços com crianças aconselhamos a começar pela Espiunca, o percurso é menos exigente. Se a meio do percurso (Vau) estiverem cansados peça um táxi e regresse.

     

    Reino Unido  Trilho

    Tipo: Linear
    Estensão: 8,7 Km
    Dificuldade: Média
    Informações: Passadiços do Paiva

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