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  • Visitar Mérida, uma herança viva da Lusitânia romana

    Visitar Mérida, uma herança viva da Lusitânia romana

    Visitar Mérida é entrar num pedaço de história do império romano. Antiga capital da Lusitânia, Emérita Augusta como era chamada, foi fundada em 25 a.C. e é hoje cidade Património da UNESCO.

    Para conhecer bem a cidade o melhor é mesmo percorre-la a pé (até porque o estacionamento não é fácil de encontrar) e um dia serve perfeitamente para conhecer tudo. Não se esqueça de adquirir bilhete para visitar as principais atracções romanas que poderá fazê-lo em qualquer bilheteira de um dos pontos de interesse.

    Loba Capitolina
    Loba Capitolina oferecida pela cidade de Roma

    Um pouco por toda a cidade vamos descobrindo monumentos e vestígios da época romana. Um dos melhores exemplo é o Teatro Romano, mandado construir por Agripa no ano 16 a.C. (o mesmo que mandou construir o Panteão de Roma). É grandioso, não só pela sua capacidade em acolher 3000 pessoas, mas também pela sua harmoniosa construção. Ainda hoje, e após o seu restauro (em 1933), continua a ser utilizado para o fim que foi construído, e o melhor exemplo é o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida que aqui é realizado todos os anos.

    Teatro Romano de Mérida
    Teatro Romano de Mérida

    Mesmo ao lado, parte do mesmo complexo arqueológico faz parte o Anfiteatro Romano, construído para os espetáculos de lutas de gladiadores tal como acontecia no Coliseu de Roma (e em outros espalhados pelo império romano).

    Anfiteatro Romano
    Anfiteatro Romano

    Em frente à entrada deste complexo está o Museu Nacional de Arte Romana onde se podem ver algumas peças retiradas de escavações inclusivamente do teatro e anfiteatro.

    Museu de Arte Romana de Mérida
    Museu de Arte Romana de Mérida

    Embora menos imponente a Casa do Mitreo é um conjunto arqueológico do qual faz parte uma grande casa pertencente a uma família senhorial importante da época na qual se podem ainda ver vestígios relacionados com o culto a Mitra. Muito perto fica também o centro funerário de Columbários.

    Ruínas da casa de Mitreo
    Ruínas da casa de Mitreo

    Ao percorrer as ruas do centro de Mérida temos oportunidade de ver o Arco de Trajano e o Templo de Diana, construído em finais do século I a.C., e atrás deste o palácio do Conde de los Corbos (do século XVI).

    Arco de Trajano
    Arco de Trajano
    Templo de Diana
    Templo de Diana

    Dos tempos da ocupação moura ainda resiste a Alcáçova. Construída em 835 pelo emir de Córdoba, é considerada a primeira alcáçova islâmica da Península Ibérica.

    Interior da Alcáçova de Mérida
    Interior da Alcáçova de Mérida

    Não precisamos andar muito para chegar ao rio Guadiana onde podemos atravessar uma das maiores (com 792 metros) pontes romanas de Espanha, a ponte romana de Mérida.

    Ponte Romana
    Ponte Romana

    Na periferia norte do centro de Mérida visitamos ainda a Basílica de Santa Eulália, construída sob as fundações da antiga basílica do século IV destruída pelos almoadas.

    Basílica de Santa Eulália
    Basílica de Santa Eulália

    Pode ver-se ainda o Circo Romano de Mérida, que também faz parte do Conjunto Arqueológico de Mérida, mandado construir pelo imperador Tibério no início do século I, era a maior edificação da altura. O Aqueduto de São Lázaro, um dos três aquedutos que forneciam água a Mérida.

     

  • O Panteão de Roma

    O Panteão de Roma

    Quem visita Roma deve conhecer, obrigatoriamente, o Panteão, uma das maiores e mais incríveis maravilhas da arquitectura romana. É um dos edifícios romanos (há quem diga “o”) mais bem preservados, devendo-se este facto à sua prolongada utilização como basílica católica, ajudando por isso na sua manutenção e evitando a deteriorização.

    A sua importância arquitectónica é tal que é um dos edifícios que mais tem influenciado na história, tendo sido imitado em diversas épocas e lugares. Especialistas em arquitectura acreditam que este edifício é uma das obras-prima mais impressionantes que o mundo alguma vez viu.

    O atual Panteão foi mandado construir/reconstruir pelo imperador Adriano, em 126 d.C., no local do edifício original construído por Marco Vispâncio Agripa durante o reinado do imperador Augusto (27 a.C.-14 d.C.).

    Este monumento, dedicado inicialmente a todos os Deuses (pan – de todos, theon – deuses), foi convertido em 609, pelo papa Bonifácio IV, na primeira igreja cristã do mundo. É consagrada a Santa Maria dos Mártires.

    Panteão de Roma

    O Panteão é magnífico. Um edifício circular em que a altura e o diâmetro da circunferência interior (esfera) são uns impressionantes  43,3 metros.

    Representação esférica
    Representação esférica (imagem Wikimedia Commons)

    No centro da cúpula está um óculo, uma abertura circular de 9 metros de diâmetro por onde entra a luz do sol que vai iluminar todo o espaço interior e onde se concentra o peso de 5000 toneladas de cimento romano (opus caementicium) que, dependendo da força exercida sobre a estrutura, continha um determinado tipo de rocha para tornar o seu peso menor. Por exemplo na cúpula era utilizada pedra vulcânica (pedra pomes) que por um lado fazia volume e por outro tornava a mistura mais leve.

    Ainda hoje é a maior cúpula, em betão não-armado, do mundo.

    Em volta, ladeados por colunas de mármore, destacando-se o que fica de frente para a entrada, o altar-mor.

    Existem várias estátuas e pinturas alusivas a Santo Anastácio, Santa Ana e a Virgem, a Assunção, entre outros.

    Panteão
    Pormenor do tecto no Panteão

    Estão também aqui sepultadas várias figuras importantes da história de Roma e Itália e destacando-se os túmulos do rei Vitorio Emanuele II e o artista Rafael, mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento.

    Na nossa opinião é um dos monumentos mais impressionantes de Roma.