Luanda, terra de contrastes

by Nós por aí | 2018-08-15 | Angola

Luanda, uma cidade de contrastes, por um lado condomínios e mais condomínios privados e grandes empreendimentos por outro lado os musseques (espécie de favelas).

Trânsito infernal, sem qualquer tipo de regras, veículos topo de gama (até porque o combustível é barato, a gasolina custa cerca de 136 Kz, cerca de 0,36 € ao câmbio da rua) e “candongueiros” que poderão ser furgões de passageiros (de cor branca e azul) apinhados de gente, ou até  motorizadas.

Candongueiros

Candongueiros

Tudo se vende e tudo se compra nas ruas, fruta, artesanato, roupa e até dinheiro. É muito frequente ver kinguilas, senhoras que estão nas bermas das estradas e que trocam dinheiro. Para dizer a verdade é a melhor forma de ter kwanzas a um câmbio melhor (quase o dobro do que nos bancos). Convém confirmar o câmbio de rua no site Kinguila hoje.

Para quem não quer recorrer aos mercados de rua onde os preços até podem, e devem, ser regateados, existem centros comerciais um pouco espalhados por toda a cidade.

A comida típica é o mufete, que consiste em peixe grelhado, acompanhado por batata doce cozida, banana, feijão com óleo de palma e farinha de mandioca e funge (farinha de milho ou de mandioca) e a muamba que é um guisado de galinha com óleo de palma, quiabos e beringela.

Pontos a visitar

O Forte de São Miguel, junto da baía de Luanda, alberga o Museu Nacional de História Militar. Este forte conserva em todo o seu interior painéis de azulejos portugueses que representam episódios de vida selvagem e das navegações portuguesas na costa de Angola, e artefactos utilizados quer na guerra quer na caça.

No recinto exterior estão expostas estátuas dos primeiros governadores da Província Portuguesa de Angola, o fundador da cidade, Paulo Dias de Novais, assim como alguns veículos militares da época colonial.

Tivemos também a oportunidade de visitar a capela de São Miguel onde a funcionária do museu estava a dar uma “aula” da história do monumento a crianças de escolas, que também visitavam o forte.

Capela São Miguel - Fortaleza

Capela São Miguel – Fortaleza

 

Entrada do Forte de São Miguel

Entrada do Forte de São Miguel

 

Ilha de Luanda

Ilha de Luanda

Continuando a marginal de Luanda para Sul passamos pelo monumento a Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola. Ao longe vê-se a cúpula da Assembleia Nacional.

Monumento a Agostinho Neto

Monumento a Agostinho Neto

 

Assembleia de Angola

Assembleia Nacional de Angola

À saída de Luanda, quando nos dirigimos para Sul, o Museu Nacional da Escravatura, localizado no Morro da Cruz, foi criado com o objectivo de dar a conhecer a historia da escravatura em Angola. O Museu está na Capela da Casa Grande, onde no séc. XVII os escravos eram baptizados antes de embarcarem nos navios negreiros.

No exterior existe um mercado de rua onde se podem comprar artesanato em madeira, tecidos (capolanas, tecidos típicos) e telas. Não nos podemos esquecer de negociar e de colocar em cada peça o selo de artesanato (os comerciantes cobram este selo como sendo um extra) para no aeroporto não termos chatices.

No outro lado do rio vemos o Mussulo. Há transporte para visitar a ilha, que pode ser negociado.

Se seguirmos a estrada para Sul, saindo de Luanda passamos no miradouro da Lua, onde a vista sobre o mar é muito bonita e onde se pode ver a erosão provocada pelo vento e pela chuva na falésia, daí à sua designação.

Miradouro da Lua

Miradouro da Lua

Continuando caminho para Sul chegamos à Barra do Kwanza (onde o rio desagua no mar), é o maior rio angolano que delimita as províncias de Luanda e Bengo. Aqui começa o Parque Natural do Quiçama. Para passar na ponte existe uma portagem, custa cerca de 315 AKZ. Logo após a passagem da ponte avistamos ao longo da berma da estrada macacos. A paisagem é muito bonita.

Macacos na barra do rio Kwanza

Macacos na barra do rio Kwanza

 

angola  Luanda

País: Angola
Idioma: Português
Moeda: Kuanza (Kz)
Cód.Telefónico: +244
Fuso horário: 0 horas

 


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