Categoria: França

Artigos e dicas de viagens sobre destinos em França (Europa)

  • Bordéus, vinhos, história e charme francês

    Bordéus, vinhos, história e charme francês

    Nem só de vinhas se “faz” Bordéus, uma das regiões vitivinículas mais famosas e antigas do mundo alberga uma enorme riqueza histórica e cultural.

    O centro histórico de Bordéus, classificado como Património Mundial da UNESCO, é um tesouro arquitetónico. A Praça da Bolsa, com seu espelho d’água, é um cartão de visita da cidade. Bem perto, a porta medieval de Cailhau, parte das antigas muralhas da cidade, assinala o início do centro histórico, ligando-o ao rio Garona. Numa das muitas praças a catedral de São André conta histórias fascinantes do passado. Aqui se realizaram casamentos e funerais reais e é considerada o mais belo monumento religioso da cidade. À sua frente, separado do edifício principal, está o seu campanário, a Torre Pey Berland, um excelente miradouro de Bordéus.

    Torre Pey Berland em Bordéus
    Torre Pey Berland

     

    Porta Cailhau em Bordéus
    Porta Cailhau

    Vale a pena um passeio pelo bairro de Chartrons onde antigos armazéns foram recuperados para albergar bares e restaurantes dando uma atmosfera boémia ao local.

    Praça em Bordéus

    São também de visita obrigatória o Museu de Arte Contemporânea (CAPC), o Museu de Belas Artes e a Ópera Nacional de Bordéus e, claro está, o museu do vinho, denominado de “La cité du vin“, e no verão, o Festival de Vinho, Dança e Música anima as ruas com representações de rua.

    Berço de alguns dos vinhos mais prestigiados do mundo, a região não dispensa um passeio pelas vinhas ou vinhedos de Saint-Émilion, Médoc e Pessac-Léognan onde se desfrutam experiências sensoriais únicas, desde a vista sobre das vinhas até ao aroma dos barris de carvalho nas caves, aqui apelidadas de chateaux. Degustações em châteaux renomados oferecem uma amostra do savoir-faire vinícola local.

    Saint-Émilion
    Saint-Émilion

    Bordéus, com sua aura romântica e sofisticada, é uma cidade que transcende as expectativas. Seja degustando vinhos excepcionais, explorando sua arquitetura elegante ou imergindo-se na sua rica cultura, Bordéus é uma jornada inesquecível pelo coração da França.

  • Mont Saint-Michele, Normandia

    Mont Saint-Michele, Normandia

    Símbolo da identidade nacional francesa, o Mont Saint-Michele é a perfeita transformação de um culto num conjunto monumental único que ainda hoje nos transporta à sua origem.

    Mont Saint-Michele
    Mont Saint-Michele, a abaria no topo

    Localizado na Normandia, no departamento de Manche, deve o seu nome à ilhota rochosa dedicada a São Miguel Arcanjo onde, no século X, monges beneditinos começaram a construir a abadia.

    Reza a lenda que no século VIII, São Miguel Arcanjo  apareceu em sonho a Aubert, bispo de Avranches, pedindo-lhe que erguesse um santuário em sua homenagem. Após a terceira aparição, e depois do Anjo lhe tocar na cabeça, Aubert decide mandar construir um santuário em seu nome.

    Rua no Mont Saint-Michele
    Rua no Mont Saint-Michele

    A pedido do duque da Normandia, a abadia começou a ser construída mais tarde, no século X, por monges beneditinos, e com ela floresceram a fortaleza e o casario que harmoniosamente se aninharam no rochedo a seus pés.

    Durante a Guerra dos Cem Anos a ilha foi utilizada como forte contra as forças inglesas que, apesar das diversas tentativas de invasão,  nunca a conseguiram dominar, elevando-a a símbolo da resistência francesa.

    Claustros da Abadia
    Claustros da Abadia

     

    Igreja da abadia do Mont Saint-Michele
    Igreja da abadia do Mont Saint-Michele

    Séculos mais tarde, e depois dos monges terem deixado a ilha (em 1790) o Mont Saint-Michele foi classificado Património Mundial da UNESCO em 1979 e hoje é um dos locais mais visitados de França.

    O acesso à ilha é feito a pé ou de autocarro, as “navetes”, por uma ponte que em alguns dias do ano fica inacessível devido às marés altas (águas grandes) que a submergem. A chegada à porta de entrada transmite-nos uma sensação de chegada a um cenário de filme medieval. Para chegar à abadia basta subir por qualquer uma das ruas e escadarias que serpenteiam por entre casas. Lá do alto, na majestosa abadia avista-se até ao infinito.

    Casario no Mont Saint-Michele
    Casario no Mont Saint-Michele

    Na abadia visitam-se quase todos os aposentos onde os monges viveram durante séculos. As cozinhas, refeitório, oratórios, claustros e a igreja mantêm-se praticamente inalterados. De uma destas salas sairam muitos manuscritos reproduzidos pelos monges que lhe davam o nome de “cidade dos livros”.

    Visitar o Mont Saint-Michele é uma experiência única de história, beleza e misticismo.

    Para evitar filas demoradas convém fazer a visita logo pela manhã e comprar as entradas para a abadia com antecedência.

     

  • Péruges, viajar até à época medieval

    Péruges, viajar até à época medieval

    A caminho de Lyon, vindos de Genebra, somos chamados à atenção por um vilarejo no cimo de uma pequena colina. Desviamos caminho e subimos até Péruges, uma pequena vila medieval do século XV. Se quiséssemos gravar um filme de época não seria necessário adaptar nada, tudo se mantém intacto.

    Entrada de Péruges
    Entrada de Péruges

    A vila/aldeia faz parte das “Mais Belas Aldeias da França.

    Entramos por um pórtico (porta de Haut) que outrora fechava esta antiga vila de tecelões dentro das suas muralhas, e viajamos no tempo. Desta porta, e suas muralhas, faz parte a belíssima igreja-fortaleza, consagrada a Santa Maria Madalena, construída muito provavelmente na fundação desta vila.

    Torre da igreja de Santa Maria Madalena
    Torre da igreja de Santa Maria Madalena

    Vamos dar a um largo que se ramifica por ruas estreitas de pedra. O conjunto arquitectónico envolve-nos.

    Daqui podemos visitar a igreja-fortaleza, onde existem algumas peças de arte interessantes em madeira, e podemos penetrar pelas ruas que serpenteiam o aglomerado de casas tão bem conservadas.

    No meio do aglomerado das casas existe o largo ou praça central, a Place du Tilleul, marcada no seu centro por uma imponente árvore. Em volta o cenário medieval das genuínas casas, e até um antigo lagar agora desactivado.

    Place du Tilleul, Péruges
    Place du Tilleul, Péruges

    Um pouco por toda a vila vêm-se lojas, restaurantes e albergues. Se puder prove a Galette de Pérouges, uma pizza doce coberta de açúcar. Ao passar nas ruas não se admire desta especialidade estar exposta à janela de um restaurante…

    Rua de Péruges
    Rua de Péruges

    Na Casa dos Príncipes, uma mansão dos séculos XIV e XV, muito provavelmente a antiga residência dos Duques de Sabóia, fica o museu e arquivos históricos da vila.

    A vila é muito pequena e visita-se bem numa tarde. Vale a pena.

     


    Como chegar lá

    Péruges fica a apenas 40 Kms de Lyon, na direcção Lyon – Genebra. Se for pela A 42 deve desviar em direcção a Meximieux e nessa mesma localidade virar para Péruges.

  • Visitar o museu do Louvre em Paris

    Visitar o museu do Louvre em Paris

    O Museu do Louvre em Paris é hoje considerado o maior museu de arte do mundo, e a sua grandiosidade vai para além do tamanho, o museu é realmente magnífico, não só pelas peças de arte que alberga mas por toda a magnificência do edifício.

    O Palácio do Louvre foi construído sob as fundações do Castelo do Louvre, edificado nas margens do rio Sena, em finais do século XII (hoje é possível visitar as fundações no piso -1 do museu) para servir de residência real. Mais tarde, em 1682, o rei mudou-se para o Palácio de Versalhes para dar lugar ao museu,  inaugurado em 1793. Possui mais de 38000 peças em exposição.

    Palácio e pirâmide do Louvre
    Palácio e pirâmide do Louvre

    É conveniente comprar o bilhete no site do museu, por forma a evitar filas. Assim bastará dirigir-se para a entrada (na pirâmide do pátio central ou pela rua de Rivoli). Reserve pelo menos 2 a 3 horas (que poderá ser pouco tempo, dependendo do que quer ver) para visitar o museu.

    Entradas do Louvre
    Entradas do Louvre

    O Louvre tem  4 andares  com 3 alas ( Sully a leste, Richelieu a norte e Denon a Sul) para visitar, cada um deles dividido em várias colecções classificadas por épocas e tipos de obra. 

    Galerias do Louvre
    Galerias do Louvre

    Ao entrar no Museu, pela pirâmide, temos logo acesso ao piso -1 onde se situam as fundações do antigo castelo/fortaleza do Louvre e que podem ser visitados. São nestes pisos que também estão localizadas, para além de exposições temporárias, colecções de arte egípcia.

    No piso zero (térreo) podemos também ver arte egípcia onde se destacam os tesouros de Tutankamon, o caminho das Esfinges (várias esfinges) e a estátua de Ramsés II.

    Nas escadarias que nos levam ao primeiro andar do museu está em destaque a Vitória de Samotrácia, uma escultura (sem cabeça) que representa a deusa grega Nice, descoberta em 1863 nas ruínas do Santuário dos grandes deuses de Samotrácia e que fazia parte de uma fonte com a forma de proa de um navio, construída por volta de 190 a.C..

    Vitória de Samotrácia
    Vitória de Samotrácia

    Já no primeiro piso, na ala dos pintores italianos encontra-se o ex-libris do Louvre, a Mona Lisa ou Gioconda, de Leonardo da Vinci. Um misterioso retrato pintado pelo grande mestre entre os anos de 1503 e 1506. Devido à sua fama, aos atentados perpetrados, e ao elevado número de curiosos, este quadro está isolado numa sala, com algumas medidas de segurança (vidro à prova de bala), normalmente apinhada de gente que quer tirar uma fotografia (ou uma selfie) à pintura.

    Mona Lisa de Leonardo da Vinci
    Mona Lisa de Leonardo da Vinci

    Outra grande obra do mesmo pintor que pode ser vista nesta ala é a Madonna das Rochas.

    No mesmo piso (1) está a área de pintores franceses. Entre outros magníficos quadros pode ver-se a “Liberdade guiando o povo”, pintada por Eugéne Delacroix em 1830, e a Coroação de Napoleão de Jacques Louis David.

    “Liberdade guiando o povo”, de Eugéne Delacroix
    “Liberdade guiando o povo”, de Eugéne Delacroix

    No último andar, na ala Richelieu, pode visitar os aposentos de Napoleão III (sobrinho de Napoleão Bonaparte), presidente (primeiro presidente francês eleito por voto direto) e posteriormente  imperador da França.

     


    Outros museus a visitar em Paris

    Musée D’Orsay – nesta antiga estação ferroviária, as colecções são compostas principalmente por pinturas e esculturas de arte ocidental de entre 1848 e 1914 onde é possível ver obras míticas de Van Gogh (o seu auto-retrado), Gustave Courbet (A Origem do Mundo) e Cézanne, entre outros.

    Centro Georges Pompidou – Composto pelo Musée National d’Art Moderne e a Bibliothèque publique d’information

    Museu do Grand Palais – Não tem uma exposição permanente mas temporárias e temáticas, acontecimentos, desfiles de moda, concertos de música clássica e eletrónica.

    Museu Marmottan Monet – como o nome indica alberga obras de Monet.

    Museu Carnavalet – este museu retrata a história da cidade, onde podem ser vistos documentos, objectos, quadros e salas de época.

    Museu Picasso – aqui pode ser visitada a maior colecção do mundo de obras de Picasso.

    Museu Rodin – este museu alberga a colecção deixada por Rodin.

     

     

  • Descobrir Paris, uma capital multicultural

    Descobrir Paris, uma capital multicultural

    A multiculturalidade em Paris vai muito para além das pessoas. As ruas, os hábitos e a arte demonstram-no muito. A cidade luz e da moda está hoje muito mais voltada para quem a visita do que no passado (assim o contam os franceses). A simpatia e disponibilidade dos franceses é cativante.

    Começamos a nossa visita no histórico bairro Quartier Latin, na margem esquerda do rio Sena. Neste bairro, onde na Idade Média se falava latim (daí o nome), existem as universidades mais antigas do país. Caminhando no sentido da foz do rio (para oeste) visitamos o Panteão, monumento em estilo neoclássico, construído no século XVIII, onde estão sepultadas as figuras maiores de França: Voltaire, Dumas, Rousseau e Marie Curie. Na altura da sua construção, deste local, avistava-se toda a cidade.

    Panteão de Paris
    Panteão de Paris

    Basta descer a avenida em frente ao Panteão para chegarmos aos magníficos Jardins do Luxemburgo. O palácio e jardins foram mandados construir em 1615 por Maria de Médicis, esposa de Henrique IV, segundo as memórias de infância da sua casa em Florença.

    Palácio dos jardins do Luxemburgo em Paris
    Palácio dos jardins do Luxemburgo

    Nestes jardins está o Museu do Luxemburgo, o mais antigo de Paris, inaugurado em 1715. Espalhados pelo parque estão estátuas de rainhas, artistas e escritores franceses.

    Entre os Jardins e o rio passa a boulevard de Saint-Germain, uma avenida ícone da vida parisience, onde se situa a igreja mais antiga da cidade, Saint-Germain de Prés. Uma antiga abadia medieval da qual hoje apenas resta a igreja.

    Já nas margens do Sena está o Museu D’Orsay, uma antiga estação ferroviária de 1900. Continuando a seguir o rio chegamos aos jardins e Palácio de les Invalides, construído para albergar inválidos. As principais figuras do exército francês, incluindo Napoleão, estão aqui sepultados na Igreja du Dôme.

    Mais a sul está o símbolo da cidade e do país, a Torre Eiffel.

    Torre Eifel vista das margens do Sena
    Torre Eifel vista das margens do Sena

    Na Ile de la Cité está a espetacular catedral gótica de Notre-Dame de Paris cuja construção começou em 1163 e só terminou quase 200 anos depois, em 1345, e que infelizmente esta semana ardeu.

    Notre-Dame de Paris
    Notre-Dame de Paris

    Atravessando a ponte para a margem direita do Sena estamos no Hotel de Ville (câmara de Paris), um magnífico palácio renascentista que alberga o governo municipal.

    Hotel de Ville de Paris
    Hotel de Ville de Paris

    O Museu do Louvre, outro símbolo de Paris e do mundo da arte, fica a poucos quarteirões de distância. Começado a construir em 1546, sob as fundações da antiga fortaleza, para residência real, hoje é um dos museus mais visitados do mundo. Alberga peças que vão desde a pré-história até aos nossos dias.

    Museu do Louvre
    Museu do Louvre

    Um dos edifícios emblemáticos de Paris é também o Grand Palais, construído para a Exposição Universal de 1900. Fazem parte do mesmo complexo o Petit Palais (mesmo em frente) e pela ponte Alexandre III, considerada por muitos a mais bela da capital francesa.

    Grand Palais
    Grand Palais e ponte Alexandre III

    Mesmo ao lado dos Grand e Petit Palais estão os Campos Elísios (Champs Elisé), a grande avenida que vai desde a Praça da Concórdia, com o seu obelisco de Luxor, até ao Arco do Triunfo. Aqui pulsa o estilo de vida parisience.

    Arco do Triunfo
    Arco do Triunfo visto dos Campos Elísios

    A norte de Paris, o Sacré Coeur (basílica do Sagrado Coração) impõe-se no monte de Martre ou Montmartre de onde é possível ter uma panorâmica de Paris (infelizmente no dia que a visitamos estava nublado).

    Sacré Coeur
    Sacré Coeur

     


    Onde comer

    Espalhados um pouco por toda a cidade os restaurantes Paul são uma excelente opção em conta para fazer algumas refeições. Desde as famosas baguetes até aos pratos típicos franceses.

    Como ir do aeroporto de Orly para o centro da cidade

    Pode apanhar o Orly Bus, com um custo de 8,70 €, que o levará até ao centro de Paris. Em alternativa pode ir pelo Tramway 7 que o levará até à estação terminal de Villejuif Louis Aragon onde poderá apanhar o Metro (linha 7) para qualquer parte do centro de Paris, com um custo total de cerca de 5 euros.

    Utilizamos o cartão Revolut nas compras e levantamentos e não pagamos nenhuma taxa.