Nem só de vinhas se “faz” Bordéus, uma das regiões vitivinículas mais famosas e antigas do mundo alberga uma enorme riqueza histórica e cultural.
O centro histórico de Bordéus, classificado como Património Mundial da UNESCO, é um tesouro arquitetónico. A Praça da Bolsa, com seu espelho d’água, é um cartão de visita da cidade. Bem perto, a porta medieval de Cailhau, parte das antigas muralhas da cidade, assinala o início do centro histórico, ligando-o ao rio Garona. Numa das muitas praças a catedral de São André conta histórias fascinantes do passado. Aqui se realizaram casamentos e funerais reais e é considerada o mais belo monumento religioso da cidade. À sua frente, separado do edifício principal, está o seu campanário, a Torre Pey Berland, um excelente miradouro de Bordéus.
Torre Pey Berland
Porta Cailhau
Vale a pena um passeio pelo bairro de Chartrons onde antigos armazéns foram recuperados para albergar bares e restaurantes dando uma atmosfera boémia ao local.
São também de visita obrigatória o Museu de Arte Contemporânea (CAPC), o Museu de Belas Artes e a Ópera Nacional de Bordéus e, claro está, o museu do vinho, denominado de “La cité du vin“, e no verão, o Festival de Vinho, Dança e Música anima as ruas com representações de rua.
Berço de alguns dos vinhos mais prestigiados do mundo, a região não dispensa um passeio pelas vinhas ou vinhedos de Saint-Émilion, Médoc e Pessac-Léognan onde se desfrutam experiências sensoriais únicas, desde a vista sobre das vinhas até ao aroma dos barris de carvalho nas caves, aqui apelidadas de chateaux. Degustações em châteaux renomados oferecem uma amostra do savoir-faire vinícola local.
Saint-Émilion
Bordéus, com sua aura romântica e sofisticada, é uma cidade que transcende as expectativas. Seja degustando vinhos excepcionais, explorando sua arquitetura elegante ou imergindo-se na sua rica cultura, Bordéus é uma jornada inesquecível pelo coração da França.
Símbolo da identidade nacional francesa, o Mont Saint-Michele é a perfeita transformação de um culto num conjunto monumental único que ainda hoje nos transporta à sua origem.
Mont Saint-Michele, a abaria no topo
Localizado na Normandia, no departamento de Manche, deve o seu nome à ilhota rochosa dedicada a São Miguel Arcanjo onde, no século X, monges beneditinos começaram a construir a abadia.
Reza a lenda que no século VIII, São Miguel Arcanjo apareceu em sonho a Aubert, bispo de Avranches, pedindo-lhe que erguesse um santuário em sua homenagem. Após a terceira aparição, e depois do Anjo lhe tocar na cabeça, Aubert decide mandar construir um santuário em seu nome.
Rua no Mont Saint-Michele
A pedido do duque da Normandia, a abadia começou a ser construída mais tarde, no século X, por monges beneditinos, e com ela floresceram a fortaleza e o casario que harmoniosamente se aninharam no rochedo a seus pés.
Durante a Guerra dos Cem Anos a ilha foi utilizada como forte contra as forças inglesas que, apesar das diversas tentativas de invasão, nunca a conseguiram dominar, elevando-a a símbolo da resistência francesa.
Claustros da Abadia
Igreja da abadia do Mont Saint-Michele
Séculos mais tarde, e depois dos monges terem deixado a ilha (em 1790) o Mont Saint-Michele foi classificado Património Mundial da UNESCO em 1979 e hoje é um dos locais mais visitados de França.
O acesso à ilha é feito a pé ou de autocarro, as “navetes”, por uma ponte que em alguns dias do ano fica inacessível devido às marés altas (águas grandes) que a submergem. A chegada à porta de entrada transmite-nos uma sensação de chegada a um cenário de filme medieval. Para chegar à abadia basta subir por qualquer uma das ruas e escadarias que serpenteiam por entre casas. Lá do alto, na majestosa abadia avista-se até ao infinito.
Casario no Mont Saint-Michele
Na abadia visitam-se quase todos os aposentos onde os monges viveram durante séculos. As cozinhas, refeitório, oratórios, claustros e a igreja mantêm-se praticamente inalterados. De uma destas salas sairam muitos manuscritos reproduzidos pelos monges que lhe davam o nome de “cidade dos livros”.
Visitar o Mont Saint-Michele é uma experiência única de história, beleza e misticismo.
Para evitar filas demoradas convém fazer a visita logo pela manhã e comprar as entradas para a abadia com antecedência.
A caminho de Lyon, vindos de Genebra, somos chamados à atenção por um vilarejo no cimo de uma pequena colina. Desviamos caminho e subimos até Péruges, uma pequena vila medieval do século XV. Se quiséssemos gravar um filme de época não seria necessário adaptar nada, tudo se mantém intacto.
Entramos por um pórtico (porta de Haut) que outrora fechava esta antiga vila de tecelões dentro das suas muralhas, e viajamos no tempo. Desta porta, e suas muralhas, faz parte a belíssima igreja-fortaleza, consagrada a Santa Maria Madalena, construída muito provavelmente na fundação desta vila.
Torre da igreja de Santa Maria Madalena
Vamos dar a um largo que se ramifica por ruas estreitas de pedra. O conjunto arquitectónico envolve-nos.
Daqui podemos visitar a igreja-fortaleza, onde existem algumas peças de arte interessantes em madeira, e podemos penetrar pelas ruas que serpenteiam o aglomerado de casas tão bem conservadas.
No meio do aglomerado das casas existe o largo ou praça central, a Place du Tilleul, marcada no seu centro por uma imponente árvore. Em volta o cenário medieval das genuínas casas, e até um antigo lagar agora desactivado.
Place du Tilleul, Péruges
Um pouco por toda a vila vêm-se lojas, restaurantes e albergues. Se puder prove a Galette de Pérouges, uma pizza doce coberta de açúcar. Ao passar nas ruas não se admire desta especialidade estar exposta à janela de um restaurante…
Rua de Péruges
Na Casa dos Príncipes, uma mansão dos séculos XIV e XV, muito provavelmente a antiga residência dos Duques de Sabóia, fica o museu e arquivos históricos da vila.
A vila é muito pequena e visita-se bem numa tarde. Vale a pena.
Como chegar lá
Péruges fica a apenas 40 Kms de Lyon, na direcção Lyon – Genebra. Se for pela A 42 deve desviar em direcção a Meximieux e nessa mesma localidade virar para Péruges.
O Grand Palais des Beaux-Arts em Paris, ou apenas Grand Palais, com a ponte Alexandre III em primeiro plano, foram construidos, juntamente com o Petit Palais para a Exposição Universal de 1900.
A multiculturalidade em Paris vai muito para além das pessoas. As ruas, os hábitos e a arte demonstram-no muito. A cidade luz e da moda está hoje muito mais voltada para quem a visita do que no passado (assim o contam os franceses). A simpatia e disponibilidade dos franceses é cativante.
Começamos a nossa visita no histórico bairro Quartier Latin, na margem esquerda do rio Sena. Neste bairro, onde na Idade Média se falava latim (daí o nome), existem as universidades mais antigas do país. Caminhando no sentido da foz do rio (para oeste) visitamos o Panteão, monumento em estilo neoclássico, construído no século XVIII, onde estão sepultadas as figuras maiores de França: Voltaire, Dumas, Rousseau e Marie Curie. Na altura da sua construção, deste local, avistava-se toda a cidade.
Panteão de Paris
Basta descer a avenida em frente ao Panteão para chegarmos aos magníficos Jardins do Luxemburgo. O palácio e jardins foram mandados construir em 1615 por Maria de Médicis, esposa de Henrique IV, segundo as memórias de infância da sua casa em Florença.
Palácio dos jardins do Luxemburgo
Nestes jardins está o Museu do Luxemburgo, o mais antigo de Paris, inaugurado em 1715. Espalhados pelo parque estão estátuas de rainhas, artistas e escritores franceses.
Entre os Jardins e o rio passa a boulevard de Saint-Germain, uma avenida ícone da vida parisience, onde se situa a igreja mais antiga da cidade, Saint-Germain de Prés. Uma antiga abadia medieval da qual hoje apenas resta a igreja.
Já nas margens do Sena está o Museu D’Orsay, uma antiga estação ferroviária de 1900. Continuando a seguir o rio chegamos aos jardins e Palácio de les Invalides, construído para albergar inválidos. As principais figuras do exército francês, incluindo Napoleão, estão aqui sepultados na Igreja du Dôme.
Mais a sul está o símbolo da cidade e do país, a Torre Eiffel.
Torre Eifel vista das margens do Sena
Na Ile de la Cité está a espetacular catedral gótica de Notre-Dame de Paris cuja construção começou em 1163 e só terminou quase 200 anos depois, em 1345, e que infelizmente esta semana ardeu.
Notre-Dame de Paris
Atravessando a ponte para a margem direita do Sena estamos no Hotel de Ville (câmara de Paris), um magnífico palácio renascentista que alberga o governo municipal.
Hotel de Ville de Paris
O Museu do Louvre, outro símbolo de Paris e do mundo da arte, fica a poucos quarteirões de distância. Começado a construir em 1546, sob as fundações da antiga fortaleza, para residência real, hoje é um dos museus mais visitados do mundo. Alberga peças que vão desde a pré-história até aos nossos dias.
Museu do Louvre
Um dos edifícios emblemáticos de Paris é também o Grand Palais, construído para a Exposição Universal de 1900. Fazem parte do mesmo complexo o Petit Palais (mesmo em frente) e pela ponte Alexandre III, considerada por muitos a mais bela da capital francesa.
Grand Palais e ponte Alexandre III
Mesmo ao lado dos Grand e Petit Palais estão os Campos Elísios (Champs Elisé), a grande avenida que vai desde a Praça da Concórdia, com o seu obelisco de Luxor, até ao Arco do Triunfo. Aqui pulsa o estilo de vida parisience.
Arco do Triunfo visto dos Campos Elísios
A norte de Paris, o Sacré Coeur (basílica do Sagrado Coração) impõe-se no monte de Martre ou Montmartre de onde é possível ter uma panorâmica de Paris (infelizmente no dia que a visitamos estava nublado).
Sacré Coeur
Onde comer
Espalhados um pouco por toda a cidade os restaurantes Paul são uma excelente opção em conta para fazer algumas refeições. Desde as famosas baguetes até aos pratos típicos franceses.
Como ir do aeroporto de Orly para o centro da cidade
Pode apanhar o Orly Bus, com um custo de 8,70 €, que o levará até ao centro de Paris. Em alternativa pode ir pelo Tramway 7 que o levará até à estação terminal de Villejuif Louis Aragon onde poderá apanhar o Metro (linha 7) para qualquer parte do centro de Paris, com um custo total de cerca de 5 euros.
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