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  • Rota do vale Glaciário, Manteigas

    Rota do vale Glaciário, Manteigas

    O vale glaciário do Zêzere , na Serra da Estrela, é único e a sua grandiosidade e beleza merecem ser contemplados com todo tempo e calma ao longo de uma caminhada. Fazer a Rota do Glaciar é a melhor maneira de desfrutar a paisagem de um dos maiores vales glaciários em forma de “U” da Europa.

    O trilho começa na vila de Manteigas, percorre o vale do Zêzere e termina no Covão d’Ametade (tem continuidade para a Nave de Santo António). Tem cerca de 10,5 Kms mas para quem não quer fazer toda a distância pode ser feito em trechos mais pequenos, começando-o em um dos dois locais: ponte das Caldas (ponto 1 no mapa – perto das Termas de Manteigas ou INATEL) ou a meio do percurso em pleno vale do Zêzere (ponto 2 no mapa – na corte da ASE, sensívelmente a meio do vale).

    Começando na vila irá percorrer a área urbana de Manteigas, passando pela Senhora dos Verdes (aqui poderá também visitar umas das fábricas de burel) e pelas termas do INATEL até chegar à ponte das Caldas. Daqui (ou começando daqui) faz-se uma subida íngreme seguida de curva e uma ponte. Logo a seguir passamos pelas Lameiras, uma antiga comunidade pastoril e agrícola onde, até há poucos anos atrás, viviam alguns pastores e, em suas casas, as esposas faziam o genuíno Queijo da Serra artesanal.

    Um pouco mais acima passa-se pelo Poio da Oliveira, um aprazível local de piqueniques e onde pode aproveitar para dar um mergulho no rio.

    Vale do Zêzere
    Vale do Zêzere

    Chegando à “corte da ASE”, onde existe uma pequena ponte de cimento, pode usufruir de um dos melhores locais para se fotografar o vale em todo o seu esplendor, tanto para poente como para nascente.

    A rota continua pelo caminho de terra batida que nos trouxe até aqui, mas do lado oposto do rio. Ao longo de todo o percurso vamos passando por casas de granito com telhados de zinco, antigas cortes de pastores. Mais adiante o trilho começa a ficar mais irregular e com pedras e, dependendo da época do ano, poderá ter de atravessar alguns pequenos riachos que se atravessam no caminho.

    Trilho do Glaciar
    Trilho do Glaciar

    Já perto da estrada, que dará acesso ao Covão d’Ametade, vislumbram-se as grandes formações rochosas, que formam o planalto superior, a que se dá o nome de Cântaros.

    Cântaro Magro
    Cântaro Magro

    Finalmente chegamos ao Covão d’Ametade, local onde se pensa ter existido uma lagoa glaciária, e onde nasce o rio Zêzere. É hoje um magnífico parque de merendas, talvez o local mais fotografado da Serra da Estrela, onde se pode usufruir da natureza e de onde partem vários trilhos.

    Covão d'Ametade
    Covão d’Ametade

    Qualquer época do ano é boa para fazer este trilho, desde que não seja em época de neve ou com chuva, no entanto recomendamos faze-lo no verão.

     

      Trilho

    Tipo: Linear
    Extensão: 10,5 Km
    Dificuldade: Média
    Informações: Manteigas Trilhos Verdes

    Normas de conduta

  • Vale Glaciário do Zêzere, Serra da Estrela

    Vale Glaciário do Zêzere, Serra da Estrela

    Durante os períodos frios do Pleistoceno (entre 2,588 milhões e 11,7 mil anos) e principalmente no Último Glaciar, o planalto superior da Serra da Estrela esteve coberto por um enorme campo de gelo. Este campo de gelo, no Último Máximo Glaciário, abrangia uma área de 66 Kms2, incluindo grande parte do planalto superior da serra. Esta massa de gelo alimentava um conjuto de sete glaciares de vale principais cujos gelos deslizavam em direcção à base da montanha arrastando com ele tudo o que se encontrava no seu caminho, moldando a paisagem e formando estes vales. Um deles é o vale do Zêzere, aquele que é o maior vale glaciário da serra da Estrela e um dos mais bem preservados desta tipologia (em “U”) a nível internacional/europeu.

    Vale Glaciário do Zêzere
    Vale Glaciário do Zêzere

    Com uma extensão de cerca de 13Kms, estende-se desde o Covão Cimeiro, a montante do Covão d’Ametade, até à vila de Manteigas.

    Em todo o vale é possível ver vestígios da última glaciação que criou impressionantes formas e depósitos glaciares, especialmente se tivermos em consideração a baixa altitude da Estrela e a sua localização geográfica no oeste da Península Ibérica. No extremo Sudoeste, no cimo da encosta, junto à Nave de Santo António, pode ver-se o “Poio do Judeu”, um bloco de granito com cerca de 150m3, o maior bloco errático da Estrela, trazido para aquele local pela força do glaciar.

    A cabeceira do Zêzere surge enquadrada pelos imponentes Cãntaros Magro, Gordo e Raso (com 1928 metros de altitude) e no seu sopé o Covão d’Ametade onde, após a fusão do gelo, poderá ter existido uma lagoa de génese de origem glaciária que foi sendo depósito de sedimentos ao longo do tempo formando o local de incrível beleza que representa um dos mais visitados e fotografados locais da serra.

    Cântaros
    Cântaros

    Hoje a presença humana funde-se na paisagem, é local de pastoreio e alguma agricultura no verão. Aqui vêm-se antigas “cortes”, casas de granito com telhados de colmo (que na maior parte foi substituída por chapas de zinco) onde os pastores guardavam o gado, que entretanto foram recuperadas e transformadas em casas de férias. No Inverno é normal verem-se fortes riachos e cascatas que rompem das vertiginosas encostas, fruto da fusão da neve no cimo das montanhas.

    Cortes no Vale do Zêzere
    Cortes no Vale do Zêzere

     

    Encosta do Zêzere
    Encosta do Zêzere

    No fundo deste vale corre o rio Zêzere que ali nasce, aos pés dos imponentes Cântaros, no belíssimo Covão d’Ametade. Vai desaguar no Tejo, já longe da Serra, em Constância.

     

    Agradecimentos a José Conde (CISE) e Gonçalo Vieira (IGOT)

     

  • Viajar pela história de Budapeste

    Viajar pela história de Budapeste

    Buda, Obuda na margem direita do Danúbio, e Peste na margem oposta, são as três cidades que se uniram e deram origem à magnífica Budapeste.

    O rio Danúbio, um dos maiores da Europa, separa o lado de Buda e de Peste e inconscientemente é esta a separação que se faz nas visitas à cidade. Começamos pelo lado de Buda e depois passamos para Peste.

    O Castelo de Buda é sem dúvida o ponto central  da visita a Buda e do alto da colina onde se ergue, temos uma vista magnífica sobre a cidade, principalmente da margem de Peste onde se vislumbra o magnífico edifício do Parlamento Húngaro. Caminhando em direcção à Igreja de São Matias passamos pela residência oficial do primeiro-ministro da Hungria, um antigo convento das Carmelitas, construído em 1736 no mesmo local de uma antiga mesquita destruída em 1686.

    Castelo de Buda
    Castelo de Buda

     

    Convento das Carmelitas
    Convento das Carmelitas

    A Igreja de São Matias fica logo à frente. Esta igreja foi construída entre os séculos XIII e XV e foi durante muitos anos o templo principal da cidade onde se coroavam reis e realizavam os casamentos da corte. A última coroação foi de dom Carlos IV o último Habsburgo que governou também a Áustria. A característica que salta à atenção é o seu telhado colorido.

    Igreja de São Matias
    Igreja de São Matias

    Logo atrás desta igreja fica o Bastião do Pescador, cujas suas sete torres homenageiam as tribos fundadoras do país. Aqui, existe um magnífico miradouro de onde se podem avistar as pontes sobre o Danúbio, entre elas a Ponte das correntes (Széchenyi Lánchíd), que infelizmente estava tapada em restauro. A sua escadaria leva-nos até à zona mais baixa da cidade.

    Bastião do pescador
    Bastião do pescador

     

    Ponte das Correntes
    Ponte das Correntes e o Parlamento ao fundo

    Na outra margem fica o Parlamento da Hungria. A melhor imagem deste imponente edifício talvez seja a partir da margem oposta. É talvez um dos edifícios legislativos mais antigos da Europa. Foi inaugurado em 1896 quando a Hungria celebrou o seu 1000º aniversário.

    Parlamento da Hungria
    Parlamento da Hungria

    O Bairro Judeu também é um local que merece a pena ser visitado. Foi para aqui que muitos judeus, vindos de outros locais da Europa durante as Grandes Guerras, se refugiaram. Aqui construíram a maior Sinagoga da Europa, só a de Nova Iorque a consegue superar.

    Sinagoga
    Sinagoga

    A sul da cidade, próximo da ponte de ferro (uma das pontes mais conhecidas da cidade) está o Mercado Central, construído em 1897, é o maior mercado coberto da Hungria. Aqui, podem-se encontrar vários quiosques de venda de produtos e no 1º piso zona de restaurantes e lojas de souveniers.

    Ponte de Ferro
    Ponte de Ferro

    A Basílica de Santo Estevão na margem de Peste, é uma das maiores do país e homenageia Estevão I, o primeiro rei da Hungria e difusor do cristianismo neste país. No seu interior, para além da mão direita de Estevão I, podem admirar-se os belíssimos afrescos que retratam a vida do santo.

    Basílica de Santo Estevão
    Basílica de Santo Estevão

    Outro ex-libris de Budapeste são as Termas. Conta com mais de 30 espalhadas por toda a cidade.

    A vida noturna é bastante agitada e apesar do ambiente pandémico, à noite vêem se imensas pessoas nas ruas, nos bares, restaurantes e esplanadas. Como não poderia deixar de acontecer, visitamos o “Ruins Bar”, nada mais nada menos de um aglomerado de bares, com uma decoração ….algo peculiar.

    A simpatia dos húngaros não é a melhor (ou não estamos habituados a este tipo amistoso de tratamento) mas a cidade é bonita e vale a pena conhecer.

  • Conhecer o bairro de Trastevere em Roma

    Conhecer o bairro de Trastevere em Roma

    O bairro de Trastevere é muitas vezes associado à vida boémia de Roma. Realmente, é onde os mais jovens se concentram à noite, principalmente no fim-de-semana, mas o bairro tem muito mais do que diversão nocturna, está cheio de história e muito para descobrir.

    Rio Tibre
    Rio Tibre

    Do outro lado do rio Tibre, ou Tevere em italiano (do latim Tiberim), fica o bairro Trastevere, um dos bairros mais típicos e históricos da cidade, onde ainda se pode ouvir o sotaque romano.

    Vai desde a Porta Portese a Sul até ao Vaticano a Norte e desde o rio a Oeste ao monte Gianícolo a Este. Ao longo do rio, do lado do bairro, existe uma via onde se pode caminhar, andar de bicicleta e desfrutar do Tibre. Durante o fim-de-semana é frequente ver muita gente a aproveitar da calmaria mesmo ali, uns metros abaixo do centro da cidade.

    Rua em Trastevere
    Rua em Trastevere

    No meio do bairro as ruas estreitas, que quase formam um labirinto, com prédios antigos, em tons de ocre, caracterizam este bairro onde é fácil perder-nos. A vida corre nestas ruas a um ritmo quase normal, não fossem os muitos turistas que nelas se aglomeram. Diz-se que este é uma dos melhores sítios para se comer em Roma, e em parte é verdade. Realmente há muitas trattorias (típicos restaurantes do tipo taberna com comida genuinamente italiana), fornos (onde se comem deliciosas sandes com mozzarela e presunto) e pizzerias onde se pode degustar o melhor da gastronomia italiana (que não tem só pizzas ou massas).

    Santa Maria in Trastevere
    Igreja de Santa Maria in Trastevere

    Mesmo no centro do bairro está a basílica de Santa Maria in Trastevere é a principal de Trastevere e foi à volta dela e da praça à sua frente que o bairro foi crescendo. Esta igreja é um aglomerado de estilos de várias épocas. A sua fachada é decorada com mosaicos dourados, no seu interior destaca-se a abside também decorada com mosaicos dourados e as naves laterais suportadas por colunas dóricas provenientes das termas de Caracalla (na outra margem do Tibre). À esquerda do altar-mor está a capela Altemps em estilo barroco com a Madonna de la Clemenza.

    Santa Cecília in Trastevere
    Basílica de Santa Cecília in Trastevere

    Neste bairro existe também a basílica de Santa Cecília, construída sob a casa onde Cecília vivia, uma mártir cristã do século III. O seu corpo foi inicialmente sepultado na catacumba de são Calisto e mais tarde, em 1599, trazido para esta basílica. Hoje podemos ver a impressionante escultura (de Stefano Maderno) da santa, reproduzida na posição que se diz que o corpo foi encontrado quando abriram o túmulo.

    Rua em Trastevere
    Rua em Trastevere

     

    Beco em Trastevere
    Trastevere

     

    Na extermidade Sul do bairro fica a Porta Portese onde todos os domingos se realiza um mercado de rua com artigos novos e usados e sobretudo velharias e antiguidades.

    A Este do bairro podemos subir até uma das sete colinas de Roma, a de Gianícolo, e apreciar a vista sobre a “cidade eterna”.

    Vista de Roma
    Vista de Roma a partir de Gianícolo

    A vida do bairro cativa e vale a pena perder-se nas ruas e vielas para melhor conhecer.

     


    Onde comer

    O restaurante La Villetta in Trastevere da Gino é excelente. Ambiente familiar com comida caseira e muitos pratos feitos no forno a lenha. Com um pouco de sorte, é possível assistir ao vivo a algumas cantorias típicas.

  • Visitar a histórica cidade de Évora

    Visitar a histórica cidade de Évora

    Évora foi fundada oficialmente na época romana (denominada Ébora) e desde aí atravessou toda a história da Península Ibérica e de Portugal até aos nossos dias. Foi lugar escolhido por  várias ordens religiosas para instalação de conventos e até foi residência da corte no século XV. Évora, hoje Património da Humanidade, é um livro de história onde podemos descobrir em cada rua uma época e estória diferente.

    O centro histórico da cidade está cercado pelas muralhas, do século XIV, e é lá que fica a Praça do Giraldo (fotografia de capa), sem dúvida o ponto central de Évora e o melhor sítio para começar uma visita. Numa das extremidades da praça está a Igreja de Santo Antão e à sua frente o Chafariz de 8 bicas que, segundo se conta, representam as 8 ruas que desaguam na praça.

    Muralha de Évora
    Muralha de Évora

    A Sé Catedral é um dos ex-libris da cidade, a maior catedral medieval do país, é facilmente reconhecida pela torre-lanterna e seu zimbório.

    Sé Catedral de Évora
    Sé Catedral de Évora

     

    Torre da Sé Catedral ao Fundo e Templo romano
    Torre da Sé Catedral ao fundo e Templo romano

     

    A poucos metros está o Templo Romano de Évora, símbolo do culto imperial, conhecido como Templo de Diana, pois durante séculos pensou-se ser dedicado à deusa da caça, na verdade é uma homenagem ao Imperador Augusto. O templo está rodeado pela Biblioteca Pública, o Centro de Arte e Cultura Eugénio de Almeida, o Museu de Évora, o magnífico Convento dos Lóios, hoje transformado em Pousada, a igreja de São João Evangelista e o Jardim de Diana mesmo em frente (de onde se pode avistar o casario típico da parte Norte da cidade).

    O notável Museu de Évora, instalado no antigo Paço Episcopal, merece uma visita. Este museu tem a sua origem na coleção de antiguidades do arcebispo de Évora, o frei Manuel do Cenáculo, e nele estão expostas pinturas portuguesas e flamengas e muitas esculturas que foram sendo recolhidas nas igrejas.

    Templo de Diana
    Templo de Diana

     

    Duas igrejas que não pode deixar de visitar é a Igreja e Convento da Graça, o primeiro monumento renascentista da cidade e a Igreja de São Francisco onde está a famosa Capela dos Ossos. Visitando a Capela dos Ossos vale sempre a pena visitar o museu e exposição dos presépios.

    Igreja da Graça
    Igreja da Graça

     

    Igreja de São Francisco
    Igreja de São Francisco

    Já fora de Évora, na estrada para Arraiolos, também é possível visitar o Convento da Cartuxa, o primeiro da Ordem dos Cartuxos, ou os Cromeleque dos Almendres, a pouco mais de 25 Kms, na estrada para Montemor-o-Novo.

  • Cartão Revolut para quem viaja

    Cartão Revolut para quem viaja

    Muito se fala de cartões de crédito/débito e contas com vantagens, mas o certo é que muitos poucos produtos têm o que realmente queremos.

    Cartão Revolut
    Cartão Revolut

    O cartão Revolut é um cartão/conta gerido através de uma aplicação móvel utilizada (e com muitas vantagens) sobretudo por quem viaja, mas não só, pode ser usado também para pagamentos online e levantamentos Multibanco.

    É importante salientar que o cartão Revolut não substitui a nossa conta bancária.

    A criação da conta demora apenas alguns minutos e sem as “habituais” burocracias dos bancos. Tudo é gerido a partir da aplicação e não paga taxas.

    Vantagens

    • Pode levantar dinheiro na rede ATM;
    • Não são cobradas taxas (nas transferências e até 200 euros de levantamentos mensais) (*);
    • Pode utilizar o cartão em qualquer lugar;
    • Pode utilizar o cartão para compras online;
    • Pode ver a taxa de câmbio actual a ser aplicada em cada transacção;
    • Permite bloquear pagamentos com o cartão (físico) se estiver longe do seu telemóvel.

     

    Desvantagens

    • Até 200 euros mensais não tem taxas, a partir deste montante tem um custo de 2%;
    • Durante o fim de semana poderão ser cobradas taxas (por causa da variação das taxas de câmbio).

     

    O que pode fazer através da aplicação?

    • Alterar o PIN;
    • Bloquear e desbloquear o cartão;
    • Bloquear e desbloquear pagamentos na internet;
    • Fazer câmbios em qualquer moeda;
    • Apoio 24 horas por dia (em inglês);

     

    Como pedir o cartão Revolut

    Basta instalar aplicação no telemóvel, associar conta ao número de telefone e já está.
    Para pedir o cartão físico terá de carregar a conta Revolut com 10 € e depois seguir os passos.

     

    Como carregar o cartão Revolut

    • Carregamento Top-up: pode carregar o seu cartão a partir de um cartão de crédito (de débito não dá) e pode ter um custo de 1%.
    • Transferência bancária: pode fazer transferência bancária para o IBAN da sua conta Revolut
    • Transferência de outra conta Revolut: pode transferir dinheiro de outra conta Revolut (de um amigo ou familiar, por exemplo).

     

    Parece-nos que, de uma forma resumida, isto é o mais importante a saber sobre o cartão Revolut. Se quiser saber mais detalhes o melhor será mesmo ir ao site do cartão.

     

    • Algumas caixas de Multibanco cobram uma taxa, esta taxa não é do Revolut.
  • Descobrir a bela cidade imperial de Viena

    Descobrir a bela cidade imperial de Viena

    Conhecida por muitos por ser uma cidade de charme de onde fazem parte nomes sonantes como os músicos Mozart, Beethoven e a Princesa Sissi, Viena tem muito mais para mostrar.

    Começando pelo coração de Viena, é visita obrigatória a catedral gótica de Santo Estevão, símbolo e ponto central da cidade. Uma bela igreja construída sob as ruínas do antigo templo romano. É possível subir à torre com 137 metros de altura através de uma escada em caracol e desfrutar do mirante da vista do centro da cidade, infelizmente estava fechada neste dia.

    O seu telhado de Azulejos com cerca de 250 mil azulejos  e a Porta dos Cantores, que não podia ser utilizada pelas mulheres, são duas das características desta catedral. No seu interior é possível ver as catacumbas, o sino feito do ferro fundido dos canhões e a imagem de Cristo crucificado, que segundo a lenda, a barba continua a crescer.

    Numa rua mesmo atrás da catedral fica a casa onde viveu Mozart, hoje transformada num museu dedicado ao músico e compositor.

    Catedral de Santo Estevão
    Catedral de Santo Estevão

    Dali continuamos a percorrer as ruas do centro e fomos dar a uma pequena praça, com uma fonte central, que convidava a sentar numa das esplanadas. Aqui encontra-se uma bela igreja renascentista Franciscana. O interior é muito bonito.

    Igreja franciscana
    Igreja franciscana

    Continuando pelas inúmeras ruas vamos dar à praça de Pestsäule onde está a coluna da Santíssima Trindade (finais do século XVII), construída para homenagear as vítimas da peste. Ali perto está a Igreja de São Pedro, inspirada na Basílica de São Pedro em Roma, vale a pena entrar.

    Nesta praça, no final do dia, é habitual verem-se vários artistas de rua a actuarem com música clássica e ópera.

    Praça e coluna da Santissima Trindade
    Praça e coluna da Santíssima Trindade

    Continuando a andar para Sul vamos dar à Ópera de Viena, considerada uma das melhores e mais famosas do mundo, foi inaugurada em 1869 com a ópera de Mozart “Don Juan”.

    Ópera de Viena
    Ópera de Viena

    Muito próximo,  fica a Galeria Albertina onde se podem ver obras de Renoir, Monet, Matisse, Miró, Cezanne e Picasso.

    Não precisamos andar muito para chegar ao quarteirão dos museus. Dois grandes edifícios, com um jardim no centro, onde estão o Museu de História Natural e o Museu da História da Arte. Em frente a estes está o Palácio Imperial de Hofburg, o centro do poder dos Habsburgo que o utilizavam também como residência de Inverno. O palácio é parte de um vasto complexo composto também pela Biblioteca Nacional Austríaca, a Escola Espanhola de Equitação, gabinetes do presidente da Áustria e alguns museus.

    Kunsthistorisches Museum
    Kunsthistorisches Museum

     

    Palácio de Hofburg
    Neue Burg do Palácio de Hofburg

    O edifício da Câmara municipal de Viena (Rathaus), governo e Assembleia do Estado de Viena, é magnífico. É um edifício de 1872 com uma torre gótica muito ao estilo da Europa do Norte. No interior do Rathause também existe o restaurante histórico “Wiener Rathauskeller”.

    Em frente, um grande jardim e do outro lado da estrada o Burgtheater, ou Teatro Nacional da Áustria,  mandado construir em 1741 pela imperatriz Maria Teresa da Áustria.

    Câmara de Viena
    Câmara de Viena

    Ali perto está a Igreja Votiva de Viena (Votivkirche), com as suas torres gémeas de 99 metros de altura. Esta igreja foi mandada construir, em 1853, pelo irmão do imperador Francisco José, o arquiduque Ferdinand Maximilian, imperador do México, como agradecimento a Deus por salvar a vida do seu irmão. Este templo tem enormes vitrais que o enchem cheio de luz. No seu interior, o altar da Virgem de Guadalupe, onde se destaca a “Vela Barbara” com 4 metros de altura e 3 de largura.

     

    Igreja Votiva
    Igreja Votiva

    Continuando a caminhar na direcção Sudeste encontramos a igreja de São Carlos ou Karlskiriche, uma igreja do século XVIII consagrada ao padroeiro do imperador Habsburgo. São características principais desta igreja as duas colunas frontais que fazem lembrar a coluna de Trajano em Roma.Aqui estão representadas as cenas da vida de São Carlos Borromeu.

    Karlskiriche
    Igreja de São Carlos ou Karlskiriche

    Um pouco mais afastado do centro fica o palácio de Belvedere  – Scholoss Belvedere (fotografia de capa), mandado construir pelo príncipe  Eugénio Francisco de Sabóia, que mais tarde passou para as mãos da imperatriz Maria Teresa. É hoje um museu e galeria onde são exibidas temporariamente várias exposições. A bela sala de mármore central é um ex-libris do palácio. Os jardins podem ser visitados livremente.

    Um pouco distante do centro da cidade ficam o palácio e jardins de Schönbrunn, muito comparados com o palácio de Versalhes em Paris, era o palácio de verão da família real da Áustria.

    Ali bem perto, a cerca de 70 Kms, fica Bratislava a capital da Eslováquia, aproveite e faça uma escapadinha até lá.

  • Visitar a surpreendente Bratislava

    Visitar a surpreendente Bratislava

    Bratislava surpreendeu-nos muito! Estávamos à espera de uma pequena cidade, que poderíamos visitar de passagem e em poucas horas. Enganamo-nos.

    As pessoas fazem os locais e no caso da Eslováquia isso é uma verdade absoluta. A simpatia com que as pessoas nos recebem fazem-nos sentir bem e com vontade para apreciar cada rua, praça ou esplanada com mais tempo.

    Começamos por visitar a famosa igreja azul ou igreja de Santa Isabel. Fica fora do centro histórico. A sua cor dá-lhe uma imagem simpática e fora do normal nas igrejas católicas.

    Igreja Azul
    Igreja Azul

    Daqui seguimos para o centro histórico e chegamos à praça Hviezdoslavovi,  local central da cidade. Aqui fica, numa das extremidades, o Teatro Nacional da Eslováquia, um dos teatros mais antigos deste país, fundado em 1920. A praça está cheia de esplanadas onde podemos desfrutar do acolhedor ambiente de Bratislava.

    Teatro Nacional da Eslováquia
    Teatro Nacional da Eslováquia

    Já que estamos no centro, é só começar a andar. Num cruzamento de ruas fica a Praça Hlavné onde está a Fonte de Maximiliano, um chafariz construído de 1572, mandado erguer pelo rei Maximiliano II (retratado na fonte como um cavaleiro, o protetor do povo) para fornecer água potável à população.

    Numa das ruas está a porta de São Miguel (infelizmente estava tapada com andaimes de obras de restauro/manutenção), uma torre com as portas da antiga muralha que protegia a cidade por volta do século XIV.

     

    A igreja de São Martin ou São Martinho também fica perto. É a maior e uma das mais antigas igrejas da cidade.

    Igreja de São Martin
    Igreja de São Martin

    No alto de uma pequena montanha, junto à cidade, vê-se o Castelo de Bratislava. É um castelo do século X (início de construção) que foi sofrendo transformações ao longo dos tempos e em 1809  um incêndio deixou-o em ruínas. Alguns anos mais tarde foi reconstruído e hoje é um dos símbolos da cidade e do país.

    Castelo de Bratislava
    Castelo de Bratislava

    Lá do alto, vislumbra-se o rio Danúbio, e as suas pontes. Entre elas, a ponte UFO (um dos símbolos de Bratislava) ou ponte Nova, como é conhecida, com um ovni no topo da torre onde funciona um restaurante e miradouro da cidade.

    Porte UFO
    Porte UFO

     

    Rua de Bratislava
    Rua de Bratislava

    À noite, as esplanadas enchem-se de gente.

    Uma cidade, não muito grande, mas com um ambiente bastante acolhedor. Vale a pena visitar sem pressas.

    Bem perto, a cerca de 70 Kms, fica Viena a capital da Áustria, aproveite e faça uma escapadinha até lá.

  • Percorrer a Costa Vicentina

    Percorrer a Costa Vicentina

    A Costa Vicentina, juntamente com parte do litoral Alentejano (Sudoeste Alentejano), integra o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, e vai desde Odeceixe até ao Burgau na costa Sul algarvia. É sobretudo caracterizado por imponentes arribas que escondem muitas praias, que geralmente se apelidam de “secretas” pois o caminho para lá chegar é muitas vezes desconhecido e de difícil acesso.

    Começamos por Odeceixe, na margem direita da ribeira de Seixe, a pequena e pitoresca aldeia cresceu ao longo de uma encosta sobranceira à ribeira e tornou-se famosa pela sua praia ali bem perto. Sobressaem-se no casario a Igreja e o Moinho de vento. A praia, a pouco mais de 3 Kms da aldeia, fica na foz da ribeira de Seixe que envolve o areal de tal forma que permite ter uma praia de água salgada (virada para o oceano) e outra de água doce (virada para o rio).

    Rumando a Sul passamos pelas praias da Baía dos Tiros, da Amoreira e do Monte Clérigo até chegarmos à praia da Arrifana já próximo de Aljezur.

    Praia da Arrifana
    Praia da Arrifana

    A Praia da Arrifana, é muito procurada por surfistas.

    Muito perto, a Praia da Bordeira fica na foz da ribeira da Carrapateira e marca o início das arribas calcárias que dão cores mais quentes à paisagem costeira. Esta praia é extensa e acaba (a Sul) num grande areal formando uma laguna com as águas da ribeira.

    Em direcção à Vila do Bispo, fazendo um desvio de apenas uns minutos, resolvemos fazer uma visita à aldeia de Pedralva.

    Pedralva

    A aldeia de Pedralva fica aninhada num pequeno vale do interior algarvio. Esta pequena aldeia, com apenas três ruas, depois de ter entrado num processo de abandono natural de uma localidade interior, viu nascer um projecto turístico que a fez renascer. Cerca de metade das casas foram compradas por uma empresa turística que as reconstruiu e deu vida à aldeia.
    Vale a pena visita-la pois conserva a arquitectura típica regional e mais do que isso a essência e sossego de uma aldeia interior.

    A Vila do Bispo é uma pequena povoação muito pacata onde podemos desfrutar da calmaria e arquitectura tradicional algarvia. Sobressai na vila a Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

    Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
    Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição em Vila do Bispo

    Na ponta mais a Sudoeste de Portugal, e da Europa, fica o Cabo de São Vicente, batizado pelos romanos como o Fim do Mundo até o Infante D. Henrique desfazer o mito. Penhascos, com uma altura de cerca de 60 metros, varridos pelos ventos agrestes e frios que transformam a paisagem.

    Farol do Cabo de São Vicente
    Farol do Cabo de São Vicente

     

    Cabo de São Vicente
    Vista do Cabo de São Vicente

    Ali perto, depois da praia do Beliche, fica Sagres, a vila que deve a sua fama muito à custa dos descobrimentos portugueses e do Infante D.Henrique. Aqui é quase obrigatória a visita à Fortaleza de Sagres e o vislumbre das esplêndidas arribas sobre o mar.

    Fortaleza de Sagres
    Fortaleza de Sagres

     

    Fortaleza de Sagres
    Fortaleza de Sagres e o cabo de São Vicente (ao fundo)

    Daqui rumamos até ao limite Este da Costa Vicentina, passando pela praia da pequena aldeia de Salema chegamos ao Burgau, uma aldeia de pescadores, encravada no meio de falésias, com uma enseada onde fica a pequena praia da aldeia. Por força do turismo a localidade foi crescendo e no verão transfigura-se numa estância muito movimentada.

    Burgau
    Burgau

     

     

  • Uma viagem pelo Sudoeste Alentejano

    Uma viagem pelo Sudoeste Alentejano

    Aqui o Alentejo transforma-se. A calmaria dos campos de cultivo dá lugar à bravura do oceano, as planícies transformam-se em arribas que abruptamente mergulham no Atlântico.

    Zambujeira do Mar
    Zambujeira do Mar

    O Sudoeste Alentejano, parte integrante do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (considerada a faixa costeira melhor conservada da Europa), vai de São Torpes (Sines) até à ribeira de Seixe, que na outra margem abraça o Algarve.

    Os longos areais que juntam as praias entre Tróia e Sines, e fazem destas a maior praia de Portugal, ficaram para trás. A partir daqui “nascem” as escarpas que transformam a paisagem costeira.

    Viajando de Norte para Sul encontramos a povoação de Porto Covo, uma pequena aldeia de pescadores que acolhe de braços abertos os muitos surfistas que aqui chegam para surfar as ondas do Atlântico.

    Vale a pena visitar a aldeia e o pequeno porto piscatório num pequeno braço de mar encravado entre duas pequenas ravinas.

    Porto de Pescadores em Porto Covo
    Porto de Pescadores em Porto Covo

    A pouco mais de 4km a Sul, fica o lugar que se tornou famoso depois da música de Rui Veloso, e que talvez seja a imagem mais conhecida de Porto Covo, a Ilha do Pessegueiro. Mesmo em frente à pequena ilha fica a praia com o mesmo nome e o Forte de Nossa Senhora da Queimada (do século XVI), que juntamente com o forte da ilha (hoje em ruínas), fazia parte de uma linha defensiva da costa de Portugal.

    Ilha do Pessegueiro
    Ilha do Pessegueiro

    Continuando, a meia hora de Porto Covo encontramos Vila Nova de Milfontes. Na foz do rio Mira, é uma vila virada para o turismo de veraneio. O movimento nas ruas, cheias de restaurantes e casas para alugar, é grande, mas ali bem perto pode-se desfrutar da calmaria das praias mais recatadas: Porto das Barcas e a praia do Malhão.

    Vila Nova de Millfontes
    Foz do rio Mira, Vila Nova de Milfontes

    Na outra margem do rio, a sul, começam as praias mais selvagens. São disso exemplo as “secretas” praias da Foz dos Ouriços, a praia da Barca Grande ou as praias do Tonel, Baía da Arquinha e a de Nossa Senhora até chegarmos à Praia do Almograve (depois da praia dos Ouriços) onde na maré alta a rebentação e agitação do mar fazem jus à característica costa alentejana, na maré baixa o areal estende-se mar a dentro formando pequenas piscinas naturais deliciando as crianças (e adultos).

    A viagem continua e vale a pena fazer um pequeno desvio até ao Cabo Sardão (fotografia da capa). Chegar no final do dia ao Cabo Sardão tem outro encanto. O sol a desaparecer no horizonte e a refletir a sua luz no mar, faz-nos esquecer a força com que o mar fustiga, lá baixo, os despenhadeiros.

    Por do sol no Cabo Sardão
    Por do sol no Cabo Sardão

    Do alto dos seus 17 metros, está de vigia ao cabo o farol (com visitas às quartas-feiras). Este é o local privilegiado para a observação de aves, é o único sítio do mundo onde as cegonhas brancas nidificam nas rochas, mesmo junto ao mar.

    Mais a Sul fica Zambujeira do Mar, uma pequena vila que cresceu em cima das altas falésias, esconderijo dos areais das tão afamadas praias desta zona. Aos pés da vila fica a praia da Zambujeira de onde se avista a capela de Nossa Senhora do Mar, no cimo de uma arriba. No verão, realiza-se o festival de música Sudoeste que tira o sossego desta pacata vila.

    Zambujeira do Mar
    Zambujeira do Mar

    Até Odeceixe vamos encontrando muitas pequenas praias. Vale a pena visitar as praias da Amália e Azenha do Mar.