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  • Florença, berço do renascimento

    Florença, berço do renascimento

    Por mais que se queira contornar o facto, Florença é o berço do renascimento e isso sente-se em toda a cidade. Assim como se sente Da Vinci, Michelangelo, Dante, Giotto, Boticelli, Américo Vespúcio (explorador), Donatello, e a indissociável família Medici.

    O melhor meio para se deslocar para Florença é de comboio (ou avião), conselho: nunca o faça de carro!! experimentamos e a experiência não foi muito boa.

    Pormenores à parte, a cidade é magnífica.

    Na margem Sul do rio Arno pode visitar o Palácio Pitti, um palácio originalmente construído no ano de 1458 que entretanto sofreu algumas alterações ao longo dos anos. Hoje apresenta uma traça renascentista. Atrás deste palácio é possível ver também os jardins de Boboli. As visitas, tanto ao palácio como aos jardins são pagas.

    Palácio Pitti
    Palácio Pitti

    Continuando na mesma margem do rio visitamos a basílica do Espírito Santo. Mesmo à sua frente realiza-se um mercado de rua com produtos agrícolas que alguns produtores vendem (directamente).

    Embora por fora seja uma igreja simples, vale a pena entrar. Desenhada por Filippo Brunelleschi, tem no seu interior muitas obras de arte de vários artistas da Toscana.

    Basílica do Espírito Santo
    Basílica do Espírito Santo, Florença

    Caminhando para a margem Norte vamos passando pelas bonitas ruas medievais/renascentistas. Atravessamos pela Ponte Vecchio, a ponte medieval (na foto de capa), símbolo de Florença, repleta de lojas de joalharia, artistas de rua e muita gente.

    Seguindo sempre em frente vamos dar ao mercado do Porcellino. Um mercado de rua, debaixo de um conjunto de arcadas onde se encontra uma estátua de bronze (o Porcellino) de um javali que, segundo reza a lenda se lhe esfregar-mos o focinho darnos-à sorte.

    Porcellino
    Porcellino

    Um pouco antes de chegar ao mercado do Porcellino, virando na rua anterior à direita vamos dar ao Palácio Vecchio (Palazzo Vecchio) na praça de La Signoria.

    Palacio Vecchio
    Palacio Vecchio

    Neste palácio funcionou durante quase toda a renascença a Sinhoria, nome dado ao governo da República de Florença. É possível visitar o esplendoroso palácio, destacando-se o salão dos Quinhentos , a sala dos Mapas ou a Sala dos Lírios entre outros espaços.

    Em frente à porta principal do palácio estão as esculturas de Hércules e Caco (de Baccio Bandinelli) e a de David (de Michelangelo).

    Estátua de David
    Estátua de David

    Andar nas ruas de Florença é como andar na mesma cidade nos séculos XV e XVI. Tudo é antigo. Em cada rua, esquina ou beco há motivos para parar e vislumbrar.

    Um pouco mais a Norte fica a basílica de Santa Maria del Fiore com o seu impressionante Duomo (cúpula).

    Basílica de Santa Maria del Fiore
    Basílica de Santa Maria del Fiore

    Continuando na mesma direcção não deixe de visitar a basílica de S.Lourenço onde se situa a capela dos Medici. Aproveite e saboreie as muitas especialidades gastronómicas no mercado de S.Lourenço.

    Florença

     

  • Hola Madrid

    Hola Madrid

    Cada região de Espanha tem características próprias e Madrid não foge à regra, principalmente as pessoas, muito simpáticas e sempre disponíveis (ao contrário dos espanhóis no geral) para ajudar nas indicações.

    A rede de transportes da cidade é muito boa, tanto de autocarro como de metro as deslocações fazem-se de forma muito rápida e cómoda. A partir do aeroporto, para o centro da cidade, o melhor é ir de Metro.

    Estação de Metro de Madrid

    O centro histórico concentra-se numa área que vai desde o Palácio Real (a Oeste) e os jardins do Parque del Retiro (a Este), por isso o melhor início de visita é numa destas extremidades.

    Começando pelo Palácio Real (o maior da Europa), e depois de uma pequena fila, podemos visitar o seu interior seguindo-se a catedral de La Almudena mesmo em frente. Iniciada a sua construção em 1883 com a finalidade do Papa Leão XIII criar a diocese de Madrid-Alcalá.

    Catedral de La Almudena
    Catedral de La Almudena

    O seu interior é muito bonito, inspirado no gótico francês do século XIII.

    Caminhando para Oriente chegamos à Ópera/Teatro Real, e um pouco mais a Sul deste, a magnífica Plaza Mayor (imagem de capa), uma praça rectangular ladeada por todos os lados por edifícios do século XVI, da mesma altura.

    Do lado de fora da praça fica o mercado de San Miguel onde se pode provar gastronomia local e regional.

    Mercado S.Miguel

    Muito próximo da Plaza Mayor, caminhando para Este, fica a Porta del Sol, uma praça onde se cruzam várias ruas e convergem gentes de todo o lado (e várias nacionalidades).

    Urso e o medronho (símbolo do Madrid), Porta Sol

    Ainda a Noroeste, e indo pela Gran Via (artéria “ícone” da cidade), chega-se à Praça de Espanha onde se encontra o monumento à obra de Cervantes – D.Quixote.

    Continuando para Este chegamos à Fuente de Cibeles, praça onde se situa também o palácio de Cibéles (antigo palácio das comunicações e correio central) e o Banco de Espanha, um magnífico edifício de 1884.

    Mais a Este está a Porta de Alcalá e o Parque del Retiro. Caminhando para Sul deste parque fica o Museu do Prado.

     

  • Piazza Navona mais do que um símbolo da Roma barroca

    Piazza Navona mais do que um símbolo da Roma barroca

    Símbolo da Roma barroca, é uma das praças mais bonitas da cidade eterna.

    Assim que entramos na praça vislumbramos de imediato as 3 magníficas fontes que nela se encontram, e todo o movimento que dá vida ao recinto: artistas de rua, vendedores, turistas, moradores, esplanadas cheias de gente.

    Piazza Navona

    A Piazza  Navona ocupa o lugar onde se situava o estádio de Domiciano (Circo Agonal) no ano 86, onde  cerca de 30.000 cidadãos romanos podiam assistir aos jogos atléticos gregos. Hoje apenas restam alguns vestígios por baixo dos edifícios aí existentes (podem ser vistos na Via Giuseppe Zanardelli e na Piazza Sanguigna a norte da praça), e o traçado da praça.

    Ao centro da praça fica a esplêndida Fontana dei Quattro Fiumi (esculpida entre 1648 e 1651), de Bernini, ou a Fonte dos Quatro Rios. A fonte representa quatro grandes rios, de quatro continentes: o Nilo, na África; o Ganges, na Ásia, o Rio da Prata, na América e o Danúbio, na Europa.

     

    Fontana dei Quattro Fiumi
    Fontana dei Quattro Fiumi

    Sobre a fonte foi colocado o obelisco egípcio Agonal (referência à igreja Sant’Agnese in Agone) com cerca de 16 metros de altura trazido do Circo de Maxcêncio.

    Assim como a Fonte do Mouro, a Fonte de Netuno foi criada por Giacomo della Porta, mas permaneceu no abandono desde a sua criação até 1873, quando a obra foi finalizada por Zappalà e Della Bitta.

    No topo Norte da piazza está a Fontana di Nettuno cujo “tanque” data de 1575 tendo sido só em 1878 colocadas as esculturas. No lado Sul está a Fontana del Moro, ou fonte do Mouro, criada por Giacomo della Porta e posteriormente aperfeiçoada por Bernini que lhe acrescentou os golfinhos.

     

    Igreja Sant’Agnese in Agone

    A igreja Sant’Agnese in Agone, no lado oeste da piazza Navona mesmo ao centro, é uma igreja barroca do século XVII mandada construir pelo papa Inocêncio X, que se tornou numa capela da família, anexa ao Palazzo Pamphili, tendo sido criada uma abertura do duomo de forma a que pudessem participar nos serviços religiosos sem sair do palácio. Vários artistas do barroco estiveram envolvidos na sua construção, entre eles Borromini e Bernini.

    Interior igreja Sant’Agnese in Agone

    É impressionante ver a cúpula central completamente pintada com motivos bíblicos, as estátuas de grande porte, entre elas o milagre de Santa Inês no altar principal. Esta igreja guarda também o crânio de Santa Inês.

    Ao contrário do que se possa deduzir “in agone” não tinha a ver como agonia, mas sim local das competições (grego).

     

     

     

    italia  Roma

    País: Itália
    Idioma: Italiano
    Moeda: Euro
    Fuso horário: + 1hora

  • Visitar a Cidade do Vaticano

    Visitar a Cidade do Vaticano

    O Vaticano é uma cidade-estado, isto é, um país independente de Itália. Embora nas suas fronteiras não haja um controlo de documentos existe uma verificação de segurança quanto ao que levamos.

    A entrada no Vaticano, a não ser que visitemos os seus museus, leva-nos à Praça de São Pedro.

    Praça de São Pedro

    Assim que se entra na Praça de São Pedro, atravessando a colunata de Bernini, de forma circular (representando os braços abertos da igreja) e encimada pelas 140 estátuas do mesmo autor, somos apanhados com surpresa pela imponência da basílica, não fosse ela a maior igreja católica do mundo. A escadaria, as colunas, a majestosa fachada e sobretudo a cúpula de grandes dimensões desenhada por Miguel Ângelo.

    No centro da praça podemos ver o obelisco egípcio, ladeado por duas fontes, que um pouco mais distantes parecem estar-lhe de guarda.

    Fonte e obelisco da Praça de São Pedro

     

    Basílica de São Pedro

    A imponência da basílica é proporcional à dimensão e número de artistas e arquitectos envolvidos na sua construção: Bernini, Rafael, Bramante, Michelângelo, Peruzzi entre outros.
    Assim que entramos na basílica, logo na primeira capela do lado direito, somos oferendados pela Pietá de Michelangelo, de 1498. Atrás de um grande vidro à prova de bala (foi atacada em 1972) encontra-se a mais conhecida Pietá (escultura que representa Jesus morto nos braços da Virgem Maria) do mundo e uma das esculturas mais famosas do artista.

    Basílica de São Pedro

    Seguindo a nave central da basílica em direcção ao altar-mor “guardado” pelo imponente Baldaquino de Bernini, em bronze, concebido para preencher o vazio por baixo da grandiosa cúpula, sente-se a grandiosidade do templo. Os mármores, as grandes colunas, os relevos, a dimensão das estátuas, os túmulos, o esplendor dos altares e a magnificente cúpula central de Michelângelo.

    Baldaquino de Bernini

    Em alguns locais da basílica vêm-se no chão tampas metálicas com um gradeamento trabalhado onde, com mais atenção, podemos ver que dá para a parte inferior do templo, onde se localizam as catacumbas.

    À saída da basílica podemos ver alguns elementos da Guarda Suiça, a guarda pessoal do Papa, responsável pela segurança do sumo-pontífice.

    Elementos da Guarda Suiça

     

  • Bruxelas, do antigo ao contemporâneo

    Bruxelas, do antigo ao contemporâneo

    Mais do que história, hoje a capital da Bélgica é sobretudo uma miscelânea de culturas europeias onde se juntam pessoas de todos os lados do “velho continente”.

    Bruxelas está dividida, se assim se pode dizer, na parte antiga caracterizada pelas suas construções típicas medievais, e na parte moderna onde se erguem edifícios modernos, a maior parte deles pertencentes à instituição da União Europeia.

    A estação ferroviária de Gare Centrale é um bom ponto de partida para visitar Bruxelas. Daqui podem-se começar muitos percursos pela cidade antiga. Basta escolher um dos pontos cardeais.

    Rua de Bruxelas
    Rua de Bruxelas

    Para Oeste, vamos dar à Grand-Place onde se situa o Hotel de Ville (o equivamente à Câmara Municipal de Bruxelas).

    Hotel de Ville
    Hotel de Ville

    Esta é uma das praças mais representativas da arquitectura da Bélgica (e “Benelux” no geral), considerada uma das mais belas do mundo pelo jornal El Mundo (e outros). Para além de se situar nela a câmara, é onde fica a residência oficial do rei da Bélgica. É um dos locais mais visitados da cidade.

    Manneken Pis
    Manneken Pis

    Seguindo pela Rue au Beurre encontramos o Palácio da Bolsa de Bruxelas. Nestas ruas é possível verem-se vários pequenos mercados de rua, sobretudo na época natalícia.

    Palácio da Bolsa
    Palácio da Bolsa

    A Oeste fica o parque de Bruxelas, situado mesmo em frente ao Palácio Real e aos museus de Instrumentos musicais e Belvue que ladeiam a rue de la Regence onde, mais adiante do lado direito fica a magnífica Eglise Notre Dame Du Sablon, do século XVIII.

    A Norte de Bruxelas, já numa zona limítrofe (convém ir de Metro), fica o Atomium, o monumento (símbolo, se assim se pode dizer) mais conhecido de Bruxelas, construído em 1958 para a Expo 58, hoje é um centro de ciência educacional e exposições.

    Atomium
    Atomium

    A Nordeste, sensivelmente, situa-se o quarteirão onde estão situados a maior parte dos edifícios pertencentes à União Europeia, como o famoso Berlaymont que alberga o Parlamento Europeu.

    Parlamento Europeu
    Parlamento Europeu

    Muito perto fica também o Arco do Triunfo rodeado pelos jardins do Cinquantenaire e os edifícios do Museu Real de História Militar e o Museu do automóvel.

     

  • O Panteão de Roma

    O Panteão de Roma

    Quem visita Roma deve conhecer, obrigatoriamente, o Panteão, uma das maiores e mais incríveis maravilhas da arquitectura romana. É um dos edifícios romanos (há quem diga “o”) mais bem preservados, devendo-se este facto à sua prolongada utilização como basílica católica, ajudando por isso na sua manutenção e evitando a deteriorização.

    A sua importância arquitectónica é tal que é um dos edifícios que mais tem influenciado na história, tendo sido imitado em diversas épocas e lugares. Especialistas em arquitectura acreditam que este edifício é uma das obras-prima mais impressionantes que o mundo alguma vez viu.

    O atual Panteão foi mandado construir/reconstruir pelo imperador Adriano, em 126 d.C., no local do edifício original construído por Marco Vispâncio Agripa durante o reinado do imperador Augusto (27 a.C.-14 d.C.).

    Este monumento, dedicado inicialmente a todos os Deuses (pan – de todos, theon – deuses), foi convertido em 609, pelo papa Bonifácio IV, na primeira igreja cristã do mundo. É consagrada a Santa Maria dos Mártires.

    Panteão de Roma

    O Panteão é magnífico. Um edifício circular em que a altura e o diâmetro da circunferência interior (esfera) são uns impressionantes  43,3 metros.

    Representação esférica
    Representação esférica (imagem Wikimedia Commons)

    No centro da cúpula está um óculo, uma abertura circular de 9 metros de diâmetro por onde entra a luz do sol que vai iluminar todo o espaço interior e onde se concentra o peso de 5000 toneladas de cimento romano (opus caementicium) que, dependendo da força exercida sobre a estrutura, continha um determinado tipo de rocha para tornar o seu peso menor. Por exemplo na cúpula era utilizada pedra vulcânica (pedra pomes) que por um lado fazia volume e por outro tornava a mistura mais leve.

    Ainda hoje é a maior cúpula, em betão não-armado, do mundo.

    Em volta, ladeados por colunas de mármore, destacando-se o que fica de frente para a entrada, o altar-mor.

    Existem várias estátuas e pinturas alusivas a Santo Anastácio, Santa Ana e a Virgem, a Assunção, entre outros.

    Panteão
    Pormenor do tecto no Panteão

    Estão também aqui sepultadas várias figuras importantes da história de Roma e Itália e destacando-se os túmulos do rei Vitorio Emanuele II e o artista Rafael, mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento.

    Na nossa opinião é um dos monumentos mais impressionantes de Roma.