Blog

  • Percorrer Verona, a encantadora cidade de Romeu e Julieta

    Percorrer Verona, a encantadora cidade de Romeu e Julieta

    Palco do romance de Shakespeare, Romeu e Julieta,  Verona é muito mais do que isso, é uma cidade que cativa pelas suas casas, vielas, pontes, monumentos e a vida que pulsa nas ruas, é um encanto.

    A cidade não é muito grande e o centro histórico visita-se bem a pé.

    Começamos a nossa visita pelo centro, na praça Brá, onde se situa a Arena de Verona, construída algures entre os séculos I e III, hoje alberga grandes espetáculos de ópera (e não só). No dia em que estivemos em Verona iria decorre a ópera Aida.

    Arena de Verona
    Arena de Verona

    Se estivermos de frente para a Arena, temos nas nossas costas a porta della Brá e os edifícios da biblioteca e Comuna de Verona, cada um deles de épocas diferentes, mas belíssimos exemplares arquitectónicos.

    Daqui podemos penetrar no centro. Pelas estreitas ruas vamos entrando na parte mais antiga e chegamos à Piazza Erbe onde desfrutamos de um mercado de rua. Muita fruta e produtos hortícolas frescos, especiarias e algumas especialidades gastronómicas.

    Piazza Erbe
    Piazza Erbe em Verona

    Aqui perto fica a casa de Julieta (do romance). Num pequeno pátio vê-se a casa (do século XIII) e a varanda onde Julieta chorava pelo seu amado Romeu. Cá em baixo, uma estátua de Julieta. Diz a tradição que quem passar a mão pelos seus seios voltará a Verona.

    Casa de Julieta
    Casa de Julieta

    Mesmo ao lado da Piazza Erbe fica a Piazza dei Signori onde, no seu centro, se enaltece a estátua de Dante Alighieri. Aqui estão os palácios da Câmara de Verona, do Consignorio e Loggia del Consiglio. Por uma das ruas laterais acede-se aos imponentes túmulos medievais dos Scaligeri, que governaram a cidade entre 1260 e 1387.

    Túmulos medievais dos Scaligeri
    Túmulos medievais dos Scaligeri

    Depois resolvemos ir em direcção ao rio Ádige. Pelo caminho passamos pelo Jardim da Independência, onde está a estátua de Garibaldi, uma das figuras maiores da reunificação italiana, e fomos dar à ponte nova de onde se tem uma vista magnífica para a Verona este.

    Rio Ádige em Verona
    Rio Ádige em Verona

    Ainda no centro pode visitar-te a igreja de San Fermo Maggiore, um belíssimo templo medieval, e a Porta da Citadela.

    O encanto de Verona estende-se fora do seu centro histórico. Há muito mais para ver. O Castel Vechio, construído nas margens do rio no ano de 1354 ou as portas da cidade são alguns dos exemplos.

     

  • Lago Walensee, Suiça

    Lago Walensee, Suiça

    O Lago Walensee fica entre o cantão de São Galo e o de Glarus na Suiça. Ladeando-o, existem falésias com mais de 1000 metros de altitude.

  • Anjos e demónios de Dan Brown

    Anjos e demónios de Dan Brown

    de Dan Brown | editor Bertrand Editores

    Independentemente das polémicas (e teorias da conspiração) trazidas com os enredos de Dan Brown, temos de ser justos, os livros são uma fonte de ensinamentos no que diz respeito à cultura e história dos locais e monumentos por onde o argumento nos transporta.

    O “Anjos e demónios” é um livro incontornável. As descrições são tão ricas em detalhes que acabamos por ser transportados para Roma.

    Livro Anjos e demómios de Dan Brown
    Livro Anjos e demómios de Dan Brown

    A história começa no CERN (na Suiça) quando um famoso cientista é encontrado morto e o professor de simbologia Robert Langdon (interpretado no filme por Tom Hanks) é chamado para identificar o sinistro símbolo gravado no peito do cientista.

    Langdon chega à conclusão que o símbolo é de uma antiga irmandade chamada Iluminatti e que uma bomba de antimatéria poderá estar no Vaticano. É a partir deste momento que viajam para Roma e começa a corrida desesperada para conseguir alcançar a bomba e libertar os cardeais que entretanto foram raptados.

    Estes raptos são perpetrados enquanto decorre um enclave em que o Colégio dos Cardeais está reunido para eleger um novo Papa.

    Logo que Robert Langdon e Vittoria Vetra chegam ao Vaticano começam uma investigação que os levará a percorrer a cidade de Roma e os impressionantes monumentos e obras de arte.

    Fonte e obelisco da Praça de S.Pedro

    Ali mesmo no Vaticano temos uma visão geral de alguns lugares como a basílica de S.Pedro, os Arquivos Secretos e a Capela Sistina que podemos visitar a par dos museus do Vaticano.

    Nem a Guarda Suiça escapa à descrição histórica do autor. A Guarda Suíça Pontifícia (seu nome oficial) é um corpo de forças armadas mercenárias, de origem suiça, responsável pela segurança do Papa.

    Elementos da Guarda Suiça

    O segundo local percorrido por Langdon é o Panteão. Um magnífico templo romano, a primeira igreja católica do Mundo, onde está sepultado o pintor Rafael e o primeiro rei dos italianos, Vittorio Emanuel II.

    Panteão de Roma
    Panteão de Roma

    De seguida o romance transporta-nos para a Piazza del Popolo. Outrora um importante cruzamento da cidade, tem um obelisco egípcio com mais de 20 metros de altura dedicado a Ramsés II, transferido do Circo Máximo, onde estava desde o ano 10 a.C., para aqui em 1589.

    Piazza del Popolo
    Piazza del Popolo

    Nesta praça estão a Igreja Santa Maria del Popolo e a Capela Chigi, onde se desenrolam as cenas seguintes. A Capela Chigi foi começada a construir por Rafael e acabada por Bernini em 1656.

    Da Capela Chigi o romance leva-nos para a Igreja Santa Maria della Vittoria, muito próximo da praça da República. 

    De seguida vamos até à Piazza Navona, símbolo da Roma barroca, é uma das praças mais bonitas da cidade eterna. É nesta praça, que ocupa hoje o lugar onde se situava o estádio de Domiciano no ano 86, que se situa, ao centro a Fonte dei 4 Fiumi (fonte dos 4 rios) (onde é tentado mais um assassínios de um dos cardeais) que representa quatro grandes rios, de quatro continentes: o Nilo na África, o Ganges na Ásia, o Rio da Prata na América e o Danúbio na Europa.

    Piazza Navona

    Da Piazza Navona o enredo segue para o Castelo de Sant’Angelo, um magnífico forte mandado construir no ano 135 pelo imperador Adriano para seu mausoléu. Mais tarde foi transformado em prisão e em 590 o Papa Gregório I mandou colocar uma estátua do Arcanjo São Miguel no cimo do castelo depois de ter tido uma visão.

    A visita pelos locais de “Anjos e Demónios” acaba no passeto di Borgo, um corredor fortificado, mandado construir em 1277,  que liga o Castelo de Sant’Angelo à Cidade do Vaticano para que o Papa pudesse escapar em caso de perigo.

     

    Passeto di Borgo
    Passeto di Borgo

    Em suma, este livro e filme serve de guia turístico, permitindo o desfrutar de locais fantásticos que ao mesmo tempo que os percorremos, ficamos atentos a pormenores artísticos que de outra forma provavelmente não iriamos notar.

  • Adega Ti Martinho

    Adega Ti Martinho

    No Montijo, na avenida dos Pescadores, uma das principais e mais típicas artérias da cidade encontramos a Adega Ti Martinho.

    A ideia começou com o Mestre Júlio Mocho, que, o espaço que apenas servia para reunir e confraternizar com amigos, tornar-se-ia num restaurante que tão bem funde a simplicidade das tradições regionais com a qualidade do serviço e da boa comida.

    Adega Ti Martinho
    Adega Ti Martinho

    Logo que entramos na Adega Ti Martinho sentimos a genuinidade da simpatia de quem nos recebe. Sílvia e André Filipe, actuais proprietários do restaurante, fazem questão de acolher cada um dos clientes como se de amigos se tratassem. É este acolhimento, que juntamente com o ambiente rústico e simples, envolve-nos e nos faz sentir em ambiente familiar.

    Adega Ti Martinho
    Adega Ti Martinho

     

    Esta familiaridade e carinho são colocados também na confecção dos pratos. Os grelhados/assados são feitos no carvão mesmo à nossa vista.

    A qualidade da comida é irrepreensível.

    Na ementa pode-se escolher desde da carne ao peixe, tudo é saboroso. O polvo à Lagareiro é divinal. Tal e qual como referem no site da Adega, vão querer repetir, e foi o que nos aconteceu. Repetimos e não há dúvida, é dos melhores polvos à Lagareiro que já comemos.

    Polvo à Lagareiro
    Polvo à Lagareiro

    Vale a pena experimentar também a espetada de vitela assada na brasa com legumes,  ou o bacalhau à Ti Martinho, também assado no carvão, com um tempero muito especial à base de azeite.

    Espetada de Vitela
    Espetada de Vitela

    Mas há outras propostas de boa comida como a chanfana de cabra velha ou o cozido à portuguesa, passando pelas sobremesas caseiras.

    Para acompanhar todas estas iguarias pode escolher um bom vinho da região do Douro ou da Península de Setúbal.

    A decoração do restaurante leva-nos para uma antiga adega e ao mesmo tempo para o ambiente equestre e taurino, tão característico do Montijo.

    Já a esplanada é magnífica e no verão, à noite, e à média luz, convida. Nos dias de festa da cidade é possível até assistir dali à passagem das procissões e das charangas que desfilam na avenida dos Pescadores mesmo em frente.

    Esplanada da Adega Ti Martinho
    Esplanada da Adega Ti Martinho

    Este fabuloso restaurante resume-se na frase dos proprietários: “Na Adega Ti Martinho colocamos muita paixão em tudo o que fazemos…”.

    Mais informações

    Telf.: 212 310 880 / 913 412 758

    Site: www.timartinho.com

  • Do Vale do Rossim às Penhas Douradas

    Do Vale do Rossim às Penhas Douradas

    Este trilho (na boa verdade são dois trilhos) leva-nos a atravessar uma área fabulosa da Serra da Estrela que vai desde a lagoa do Vale do Rossim até aos formidáveis declives das Penhas Douradas. Atravessamos dois concelhos (Gouveia e Manteigas) mas mais do que isso uma paisagem incrível.

    Mapa do Trilho
    Mapa do Trilho

     

    Barragem do Vale do Rossim
    Barragem do Vale do Rossim

    Começamos nas margens da Lagoa do Rossim. Nesta zona o trilho não está marcado, basta seguir a margem Sudeste da lagoa até ao ponto em que viramos para o interior da floresta. Se o nível da água estiver baixo facilita a travessia, caso esteja mais cheio podemos fazer alguns troços pelo bosque não perdendo de vista a margem. Quase no final da barragem viramos a Nordeste.

     

    Vale das Éguas
    Vale das Éguas

    Passamos pelo Seixo Branco (um afloramento de quartzo róseo que representa um dos locais mais curiosos, sob o ponto de vista geológico, da Serra) ou pela pequena estrada de terra batida. Depois de subir um pouco, encontrarmos um pequeno vale onde se avista um aglomerado de árvores (pinheiros), é o Vale das Éguas. Ambos os trajectos valem a pena serem feitos (é pena não dar para fazer os dois ao mesmo tempo 🙂 ).

    Continuando em direcção às Penhas Douradas fazemos um pequeno desvio até ao miradouro do Fragão do Corvo. É um dos melhores miradouros da Estrela. Lá em baixo a pequena vila de Manteigas.

    No percurso até ao Fragão do Corvo podem admirar-se as construções típicas desta área. Há muitos anos atrás as Penhas Douradas foram procuradas por pessoas que sofriam de tuberculose e outras doenças respiratórias. Os mais abastados, aliando a saúde ao deslumbre do local, chegaram a construir casas que ainda hoje perduram.

    Casa nas Penhas Douradas
    Casa nas Penhas Douradas

    Retomando o percurso,  vamos em direcção à estrada que liga as Penhas Douradas ao Vale do Rossim. Nesse mesmo sentido e poucos metros depois avista-se a capela de Nossa Senhora da Estrela, onde podemos ver lá  dentro a imagem de Nossa Senhora a segurar uma estrela.

    Chegados à estrada, um pouco mais acima, seguimos para o Vale do Rossim. Podemos fazer ainda um desvio até ao posto de vigia para contemplar a vista.

    Prosseguindo o percurso, ao chegar à rotunda, entramos de novo no trilho que nos levará até à fonte do Rossim, um grande bloco granítico de onde jorra água fresca para uma pequena pia de pedra.

    Fonte do Vale do Rossim
    Fonte do Vale do Rossim

    Uns metros à frente e chegamos ao local de partida.

     

    Trilhos  Trilho

    Tipo: Circular
    Estensão: 8,5 Km
    Dificuldade: Baixa
    Informações:

    Normas de conduta

  • Vila de Manteigas, o coração da Estrela

    Vila de Manteigas, o coração da Estrela

    Se a Serra da Estrela tem alma não há dúvidas que esse legado é da vila de  Manteigas. Encravada na faldas do vale glaciário do Zêzere, em pleno coração da Serra, a sua misteriosa história perde-se com as neves que todos os invernos cobrem a serra.

    Devido à sua localização privilegiada, mesmo no centro do Parque Natural da Serra da Estrela e do Geopark Estrela é o local ideal de partida para qualquer ponto da Serra, de carro, de bicicleta ou a pé. Aqui sente-se a Estrela.

    Manteigas e o Vale do Zêzere
    Manteigas e o Vale do Zêzere

    A vila não é muito grande, mas muito simpática. Está dividida em duas freguesias marcadas pelas duas igrejas matrizes que lhes dão o nome: São Pedro e Santa Maria.

    Para além das igrejas matrizes pode ver-se ainda, no povoado, a igreja da Misericórdia, a mais antiga, e mais de uma dezena de capelas espalhadas pela vila e pela serra. Para além do património religioso há ainda a zona histórica com as suas ruas estreitas e inclinadas, a Casa das Obras ou o Largo do Chafariz.

    Igreja de São Pedro
    Igreja de São Pedro em Manteigas

    Na Fonte Santa, ou Caldas de Manteigas, onde se localiza a estância termal vale a pena visitar também o viveiro das trutas. 

    O concelho de Manteigas é um território abençoado, rico em beleza paisagística e de interesse geológico, oferece uma rede de trilhos que abrangem locais de beleza única. A Rota das Faias na serra de São Lourenço, por exemplo, é um excelente percurso para se fazer em qualquer altura do ano mas é no Outono que ganha as cores que a tornam mágica.

    Através dos trilhos ou pela estrada é visita obrigatória ao imponente vale glaciário do Zêzere, mesmo à saída da vila (em direcção à Torre, logo a seguir ao viveiro das trutas), com cerca de 13 Kms, é um dos maiores da Europa em forma de “U”. No extremo Sul do vale chegamos ao Covão D’Ametade, o local onde nasce o rio Zêzere e onde outrora existiu uma lagoa glaciar que hoje guarda, debaixo dos nossos pés, informação milenar utilizada por muitos cientistas para estudar as origens da Estrela.

    Aqui é possível visitar e admirar todo o maciço central da Serra da Estrela e os seus majestosos cântaros (Cântaro Magro, Raso e Gordo), formações rochosas que atingem altitudes acima dos 1875 metros.

    Maciço Central da Serra da Estrela
    Maciço Central da Serra da Estrela e os Cântaros

    O Poço do Inferno, outro lugar icónico, uma cascata com cerca de 10 metros de altura, aninhada entre penhascos e rodeada de um bosque único onde se misturam pinheiros, azinheiras e até teixo (em via de extinção em Portugal).

    Cascata do Poço do Inferno
    Cascata do Poço do Inferno

    Do lado oposto da serra e do concelho as Penhas Douradas. É um dos locais mais bonitos da Estrela. Apesar de haver construções que outrora serviam de local de férias e tratamento para quem sofria de doenças respiratórias, estas integram-se perfeitamente na paisagem polvilhada de arvoredo típico dos países nórdicos. Aqui vale a pena ir até ao Fragão do Corvo para apreciar  vista (fotografia de capa).

    Menos conhecido, outrora lugar de veraneio das gentes de Manteigas, é o Covão da Ponte (ou Castanheira, como é localmente conhecido), onde existia até à poucos anos um parque de campismo, hoje é um belo local para passar um dia em plena natureza.

    Até chegarmos ao Covão passamos pelo “vale”. Aqui existem pequenos casais (quintas) agrícolas e podem ver-se ainda alguns pastores com os seus rebanhos. São estes mesmos rebanhos que fornecem a lã para a criação do burel, tecido utilizado em outros tempos para fazer as capas dos pastores, ainda hoje é confeccionado com técnicas antigas.

    Rebanho
    Rebanho

    Aproveite e visite a Burel Factory, uma antiga fábrica de lanifícios que conta também uma parte da história de Manteigas.

    É bom visitar Manteigas em qualquer estação do ano mas de facto as melhores alturas são no Verão e no Outono quando as árvores ficam cheias de cores outonais e pintam as encostas.

     


    Onde ficar

    Mesmo à saída de Manteigas, na direcção das Penhas Douradas (estrada florestal) a Quinta de São Marcos é um lugar agradável para passar uns dias em família. Se preferir campismo o Camping Vale do Beijames é a melhor alternativa.

  • Grand Palis, Paris

    Grand Palis, Paris

    O Grand Palais des Beaux-Arts em Paris, ou apenas Grand Palais, com a ponte Alexandre III em primeiro plano, foram construidos, juntamente com o Petit Palais para a Exposição Universal de 1900.

  • Trilho do Pernilongo, Salinas do Samouco

    Trilho do Pernilongo, Salinas do Samouco

    Na margem sul do Tejo, no lado oposto ao rebuliço de Lisboa, situam-se as salinas do Samouco, outrora principais produtoras de sal da região e do país, que apesar de serem atravessadas pela ponte Vasco da Gama, dão-nos o prazer de poder desfrutar da calmaria do campo.

    Percurso das Salinas
    Percurso das Salinas

    Existem dois percursos que se iniciam na entrada das salinas, o trilho do Flamingo (mais pequeno) e o trilho do Pernilongo. Nós fizemos o maior.

    Existe uma pequena casa da Fundação Salinas do Samouco. Deve comprar a entrada para fazer os trilhos.

    Logo no início do percurso já se avistam flamingos nas salinas (fizemos o trilho em abril). É preciso não fazer barulho para não os afugentar.

    Ponte
    Ponte

    Durante o percurso é possível avistarem-se diversas espécies de aves uma vez que a maior parte das espécies do Tejo utiliza as salinas como local de repouso. Podem ver-se flamingos, garça-real, garça-branca-pequena, andorinha-do-mar-anã, pernilongo, entre outras espécies. A vegetação é um pouco menos diversificada e pelo meio das salinas é possível ver-se a Salicornia ou sal verde, como é popularmente conhecida, uma planta tolerante ao sal com um sabor muito salgado que por isso mesmo é utilizada na gastronomia.

    Sapal

    Existem locais e abrigos apropriados para a observação de aves onde, sem perturbar a fauna, se podem tirar fotografias mais próximas a algumas espécies mais esquivas.

    Sensivelmente a meio do trajecto somos acompanhados durante alguns metros por burros que vagueiam por entre as salinas. Não se assuste pois são amigáveis.

    Burros durante o percurso
    Burros durante o percurso das salinas

    O percurso, entre salinas, estreitas passagens e pequenas pontes é agradável. Ainda é possível ver algumas salinas em actividade e mesmo ao lado é possível molhar os pés na praia ribeirinha.

    Salinas do Samouco
    Salinas do Samouco

    A associação faz saídas de campo e visitas guiadas

    Como chegar

    Vindos de Alcochete, seguindo a Estrada Nacional 119 em direcção ao Montijo, vire na rotunda que indica Samouco e praia. Chegará à entrada das salinas.

     

    Trilhos  Trilho

    Tipo: Circular
    Estensão: 7,8 Km
    Dificuldade: Baixa
    Informações: Fundação Salinas do Samouco

    Normas de conduta

  • Visitar Mérida, uma herança viva da Lusitânia romana

    Visitar Mérida, uma herança viva da Lusitânia romana

    Visitar Mérida é entrar num pedaço de história do império romano. Antiga capital da Lusitânia, Emérita Augusta como era chamada, foi fundada em 25 a.C. e é hoje cidade Património da UNESCO.

    Para conhecer bem a cidade o melhor é mesmo percorre-la a pé (até porque o estacionamento não é fácil de encontrar) e um dia serve perfeitamente para conhecer tudo. Não se esqueça de adquirir bilhete para visitar as principais atracções romanas que poderá fazê-lo em qualquer bilheteira de um dos pontos de interesse.

    Loba Capitolina
    Loba Capitolina oferecida pela cidade de Roma

    Um pouco por toda a cidade vamos descobrindo monumentos e vestígios da época romana. Um dos melhores exemplo é o Teatro Romano, mandado construir por Agripa no ano 16 a.C. (o mesmo que mandou construir o Panteão de Roma). É grandioso, não só pela sua capacidade em acolher 3000 pessoas, mas também pela sua harmoniosa construção. Ainda hoje, e após o seu restauro (em 1933), continua a ser utilizado para o fim que foi construído, e o melhor exemplo é o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida que aqui é realizado todos os anos.

    Teatro Romano de Mérida
    Teatro Romano de Mérida

    Mesmo ao lado, parte do mesmo complexo arqueológico faz parte o Anfiteatro Romano, construído para os espetáculos de lutas de gladiadores tal como acontecia no Coliseu de Roma (e em outros espalhados pelo império romano).

    Anfiteatro Romano
    Anfiteatro Romano

    Em frente à entrada deste complexo está o Museu Nacional de Arte Romana onde se podem ver algumas peças retiradas de escavações inclusivamente do teatro e anfiteatro.

    Museu de Arte Romana de Mérida
    Museu de Arte Romana de Mérida

    Embora menos imponente a Casa do Mitreo é um conjunto arqueológico do qual faz parte uma grande casa pertencente a uma família senhorial importante da época na qual se podem ainda ver vestígios relacionados com o culto a Mitra. Muito perto fica também o centro funerário de Columbários.

    Ruínas da casa de Mitreo
    Ruínas da casa de Mitreo

    Ao percorrer as ruas do centro de Mérida temos oportunidade de ver o Arco de Trajano e o Templo de Diana, construído em finais do século I a.C., e atrás deste o palácio do Conde de los Corbos (do século XVI).

    Arco de Trajano
    Arco de Trajano
    Templo de Diana
    Templo de Diana

    Dos tempos da ocupação moura ainda resiste a Alcáçova. Construída em 835 pelo emir de Córdoba, é considerada a primeira alcáçova islâmica da Península Ibérica.

    Interior da Alcáçova de Mérida
    Interior da Alcáçova de Mérida

    Não precisamos andar muito para chegar ao rio Guadiana onde podemos atravessar uma das maiores (com 792 metros) pontes romanas de Espanha, a ponte romana de Mérida.

    Ponte Romana
    Ponte Romana

    Na periferia norte do centro de Mérida visitamos ainda a Basílica de Santa Eulália, construída sob as fundações da antiga basílica do século IV destruída pelos almoadas.

    Basílica de Santa Eulália
    Basílica de Santa Eulália

    Pode ver-se ainda o Circo Romano de Mérida, que também faz parte do Conjunto Arqueológico de Mérida, mandado construir pelo imperador Tibério no início do século I, era a maior edificação da altura. O Aqueduto de São Lázaro, um dos três aquedutos que forneciam água a Mérida.

     

  • Visitar o museu do Louvre em Paris

    Visitar o museu do Louvre em Paris

    O Museu do Louvre em Paris é hoje considerado o maior museu de arte do mundo, e a sua grandiosidade vai para além do tamanho, o museu é realmente magnífico, não só pelas peças de arte que alberga mas por toda a magnificência do edifício.

    O Palácio do Louvre foi construído sob as fundações do Castelo do Louvre, edificado nas margens do rio Sena, em finais do século XII (hoje é possível visitar as fundações no piso -1 do museu) para servir de residência real. Mais tarde, em 1682, o rei mudou-se para o Palácio de Versalhes para dar lugar ao museu,  inaugurado em 1793. Possui mais de 38000 peças em exposição.

    Palácio e pirâmide do Louvre
    Palácio e pirâmide do Louvre

    É conveniente comprar o bilhete no site do museu, por forma a evitar filas. Assim bastará dirigir-se para a entrada (na pirâmide do pátio central ou pela rua de Rivoli). Reserve pelo menos 2 a 3 horas (que poderá ser pouco tempo, dependendo do que quer ver) para visitar o museu.

    Entradas do Louvre
    Entradas do Louvre

    O Louvre tem  4 andares  com 3 alas ( Sully a leste, Richelieu a norte e Denon a Sul) para visitar, cada um deles dividido em várias colecções classificadas por épocas e tipos de obra. 

    Galerias do Louvre
    Galerias do Louvre

    Ao entrar no Museu, pela pirâmide, temos logo acesso ao piso -1 onde se situam as fundações do antigo castelo/fortaleza do Louvre e que podem ser visitados. São nestes pisos que também estão localizadas, para além de exposições temporárias, colecções de arte egípcia.

    No piso zero (térreo) podemos também ver arte egípcia onde se destacam os tesouros de Tutankamon, o caminho das Esfinges (várias esfinges) e a estátua de Ramsés II.

    Nas escadarias que nos levam ao primeiro andar do museu está em destaque a Vitória de Samotrácia, uma escultura (sem cabeça) que representa a deusa grega Nice, descoberta em 1863 nas ruínas do Santuário dos grandes deuses de Samotrácia e que fazia parte de uma fonte com a forma de proa de um navio, construída por volta de 190 a.C..

    Vitória de Samotrácia
    Vitória de Samotrácia

    Já no primeiro piso, na ala dos pintores italianos encontra-se o ex-libris do Louvre, a Mona Lisa ou Gioconda, de Leonardo da Vinci. Um misterioso retrato pintado pelo grande mestre entre os anos de 1503 e 1506. Devido à sua fama, aos atentados perpetrados, e ao elevado número de curiosos, este quadro está isolado numa sala, com algumas medidas de segurança (vidro à prova de bala), normalmente apinhada de gente que quer tirar uma fotografia (ou uma selfie) à pintura.

    Mona Lisa de Leonardo da Vinci
    Mona Lisa de Leonardo da Vinci

    Outra grande obra do mesmo pintor que pode ser vista nesta ala é a Madonna das Rochas.

    No mesmo piso (1) está a área de pintores franceses. Entre outros magníficos quadros pode ver-se a “Liberdade guiando o povo”, pintada por Eugéne Delacroix em 1830, e a Coroação de Napoleão de Jacques Louis David.

    “Liberdade guiando o povo”, de Eugéne Delacroix
    “Liberdade guiando o povo”, de Eugéne Delacroix

    No último andar, na ala Richelieu, pode visitar os aposentos de Napoleão III (sobrinho de Napoleão Bonaparte), presidente (primeiro presidente francês eleito por voto direto) e posteriormente  imperador da França.

     


    Outros museus a visitar em Paris

    Musée D’Orsay – nesta antiga estação ferroviária, as colecções são compostas principalmente por pinturas e esculturas de arte ocidental de entre 1848 e 1914 onde é possível ver obras míticas de Van Gogh (o seu auto-retrado), Gustave Courbet (A Origem do Mundo) e Cézanne, entre outros.

    Centro Georges Pompidou – Composto pelo Musée National d’Art Moderne e a Bibliothèque publique d’information

    Museu do Grand Palais – Não tem uma exposição permanente mas temporárias e temáticas, acontecimentos, desfiles de moda, concertos de música clássica e eletrónica.

    Museu Marmottan Monet – como o nome indica alberga obras de Monet.

    Museu Carnavalet – este museu retrata a história da cidade, onde podem ser vistos documentos, objectos, quadros e salas de época.

    Museu Picasso – aqui pode ser visitada a maior colecção do mundo de obras de Picasso.

    Museu Rodin – este museu alberga a colecção deixada por Rodin.