Etiqueta: espanha

  • Frías, uma jóia medieval suspensa no tempo

    Frías, uma jóia medieval suspensa no tempo

    Aninhada no coração da província de Burgos, em Espanha (um dos povoados mais belos de Espanha), a encantadora vila de Frías é um daqueles lugares que parecem ter parado no tempo. Com o seu castelo medieval, casas suspensas na montanha e ruas de pedra, o “pueblo” transporta-nos para uma época em que cavaleiros e damas passeavam pelas suas muralhas.

    Uma História Rica e Resiliente

    Frías tem uma história rica e turbulenta, marcada por batalhas, conquistas e reconquistas. A sua localização estratégica, no topo de um penhasco rochoso, tornou-a um ponto de defesa importante ao longo dos séculos. O Castelo de Frías, com as suas imponentes muralhas e torres, é um testemunho silencioso do passado militar da vila.

    Frias, Espanha
    Frias, Espanha

    Um castelo suspenso sobre o abismo

    O Castelo dos Velasco, construído no século X e ampliado ao longo da Idade Média, ergue-se orgulhosamente sobre um penhasco que domina o vale do rio Ebro. A vista a partir das muralhas é de cortar a respiração, com o casario empoleirado nas encostas e a paisagem verde a perder de vista. O castelo não é apenas uma peça de arquitetura militar: é o símbolo da identidade de Frías, testemunha silenciosa das batalhas, alianças e intrigas de séculos passados.

    Casas penduradas e ruas de pedra

    Um dos aspetos mais encantadores de Frías são as suas casas penduradas, construídas em madeira e pedra, que desafiam a gravidade nas encostas íngremes da cidade. Caminhar pelas suas ruas estreitas e empedradas é como folhear as páginas de um livro de história vivo, onde cada esquina guarda uma história, uma vista panorâmica ou um pequeno detalhe que faz parar o passo.

    Igreja de San Vicente Mártir
    Igreja de San Vicente Mártir

    Uma ponte que conta histórias

    À entrada da cidade, a ponte medieval sobre o rio Ebro, com mais de 100 metros de comprimento e uma torre defensiva no centro, é um dos postais mais icónicos de Frías. Construída no século XIV, esta ponte de pedra é uma obra-prima da engenharia da época e um ponto de partida perfeito para explorar o núcleo urbano.

    Torre defensiva, Frías
    Torre defensiva, Frías

    Tradição e tranquilidade

    Frías é um lugar onde o tempo passa devagar. Não há pressa. Apenas o som dos pássaros, o vento a soprar pelas colinas e o tilintar de sinos ao longe. A gastronomia local é outro ponto alto: carnes grelhadas, queijos curados e vinhos da região combinam-se com a simpatia dos poucos habitantes, que recebem os visitantes com um sorriso genuíno.

    Porque deves visitar Frías?

    Num país repleto de grandes cidades, Frías mostra que a grandeza não se mede pelo tamanho. É um lugar para respirar fundo, sentir o peso da história, e deixar-se inspirar pela harmonia entre o humano e o natural. Ideal para uma escapadela tranquila, uma pausa na estrada ou simplesmente para te reconectares com a essência de viajar: descobrir, escutar e sentir.

    Frias
    Frias
  • Conhecer a cidade universitária de Salamanca

    Conhecer a cidade universitária de Salamanca

    Salamanca orgulha-se de ter a Universidade mais antiga de Espanha e uma das mais antigas da Europa. Esta mesma Universidade serviu de modelo à nossa Universidade de Coimbra.

    A pouco mais de uma hora da fronteira portuguesa, Salamanca é talvez um das mais belas cidades espanholas. Atravessou várias épocas históricas, que começou na Primeira Idade do Ferro, foi um importante basteão francês na Guerra Peninsular e hoje em dia é um importante polo universitário e cultural do país.

    O centro histórico, um dos mais ricos de Espanha, é sem dúvida o local mais bonito da cidade. As suas construções vão desde a época romana, passam pela Idade Média e até ao neoclássico.

    Plaza Mayor é o melhor sítio para começar a visita, construída em meados do século XVI é um dos símbolos de Salamanca e o centro da vida da cidade. Já foi palco de filmes como o Ponto de Mira ou o Zorro. Daqui podemos percorrer as belas ruas douradas (devido à coloração das pedras das construções) que serpenteiam todo o centro histórico. Por estas ruas vamos descobrindo a Casa das Conchas, a Universidade de Salamanca, a Catedral de Salamanca, a Torre del Clavero entre outros monumentos e locais que valem a pena visitar.

    Plaza Mayor, Salamanca
    Plaza Mayor, Salamanca

    A Casa das Conchas, é um simples edifício gótico que se torna especial por estar coberto por conchas (daí o nome) nas suas paredes exteriores. Hoje alberga uma biblioteca.

    Casa das Conchas
    Casa das Conchas

    A Universidade Pontífica de Salamanca (ensino privado), mesmo em frente à Casa das Conchas, é um exemplo magnífico de arquitectura barroca. As torres da Igreja Clerecías impõem-se, vale a pena subir lá acima para vislumbrar a cidade.

    Um pouco mais à frente, a Universidade de Salamanca (a sede e edifício mais antigo) é outro símbolo da cidade. Com mais de 800 anos é escola de mais de 30.000 alunos provenientes de todo o mundo. A sua fachada é muito bonita.

    Universidade de Salamanca
    Universidade de Salamanca

    Ali perto, mesmo ao lado da Plaza Anaya, está a Catedral Nova de Salamanca. Um impressionante monumento gótico, construído nos séculos XVI e XVIII, que conjuga tão harmoniosamente as suas imponência e beleza.

    Catedral Nova de Salamanca
    Catedral Nova de Salamanca

     

    Plaza Anaya
    Plaza Anaya

    Na parte baixa da cidade, a atravessar o rio Tormes, fica a ponte romana (na imagem de capa) – que na verdade apenas os arcos mais próximos da margem de Salamanca são da época romana, toda a restante construção é do século XVIII –  aqui,  podemos desfrutar de uma relaxante caminhada pelo parque.

    Ponte romana, Salamanca
    Ponte romana

    Há muito mais para ver nesta cidade, não muito longe, fica a Igreja Nova del Arrabal, pequena por fora mas muito bonita por dentro.

  • Descobrir Toledo, a glória de Espanha

    Descobrir Toledo, a glória de Espanha

    No topo de uma colina, sobranceira ao rio Tejo que a abraça, Toledo é o cenário perfeito para um filme da idade média.

    A pouco mais de uma hora de distância de Madrid, Toledo é uma excelente sugestão para visitar. Cervantes descreveu-a como “a glória de Espanha”.

    O centro histórico de Toledo está inserido dentro de uma muralha. Um bom ponto de partida para o visitar é o Miradouro de la Granja, mesmo no cimo das escadas rolantes que ligam a entrada da zona muralhada a um dos pontos mais altos do centro. Mesmo ao lado existe um posto de turismo onde podemos obter muitas informações acerca da cidade.

    Puerta de Bisagra Nueva
    Puerta de Bisagra Nueva

    Penetrando pelas ruas encontramos a Igreja de Santa Leocádia que, discretamente guarda histórias de grande importância para Toledo. A partir do ano de 567 Toledo tornou-se a capital do Reino dos Visigodos. Com assembleia mista composta por nobres e eclesiásticos, as sessões políticas e religiosas eram realizadas nesta igreja. Ainda hoje existem, na torre e fachada da igreja, algumas peças e relevos de estilo visigótico.

    Igreja de Santa Leocádia
    Igreja de Santa Leocádia

    Continuando a caminhar pelas estreitas ruas da cidade é visita obrigatória a Praça Zocodover. Lugar central e de encontro de Toledo, outrora um mercado árabe de onde vem, aliás, o seu nome. Aproveite para comer Mazapan, um doce típico, muito parecido com os doces de amêndoa do Algarve.

    Praça Zocodover
    Praça Zocodover

    A poucos metros da Zocodover fica o Alcázar de Toledo que atualmente alberga o Museu do Exército. A construção deste magnífico monumento remonta à época do Império Romano sofrendo depois várias alterações ao longo dos reinados de Alfonso VI e Alfonso X dando origem o primeiro alcázar de planta quadrada.

    Alcazar de Toledo
    Alcazar de Toledo

    Descendo as ruas vamos dar à Plaza del Ayuntamento onde se situa a Catedral de Toledo (e Ayuntamento de Toledo). Construída entre 1226 e 1493 é uma obra-prima do gótico com influência francesa em Espanha.

    Catedral de Toledo
    Catedral de Toledo

    Dali subimos e visitamos as termas romanas, as igrejas Jesuitas e por entre vielas descobrimos o Real Colegio Doncellas Nobles.

    Uma das figuras ligadas a Toledo é El Greco, pintor nascido em Creta que se radicou em Toledo e onde acabou por conceber as suas melhores obras. Aproveite e visite o Museu El Greco onde estão expostas algumas das suas obras.

  • Visitar Mérida, uma herança viva da Lusitânia romana

    Visitar Mérida, uma herança viva da Lusitânia romana

    Visitar Mérida é entrar num pedaço de história do império romano. Antiga capital da Lusitânia, Emérita Augusta como era chamada, foi fundada em 25 a.C. e é hoje cidade Património da UNESCO.

    Para conhecer bem a cidade o melhor é mesmo percorre-la a pé (até porque o estacionamento não é fácil de encontrar) e um dia serve perfeitamente para conhecer tudo. Não se esqueça de adquirir bilhete para visitar as principais atracções romanas que poderá fazê-lo em qualquer bilheteira de um dos pontos de interesse.

    Loba Capitolina
    Loba Capitolina oferecida pela cidade de Roma

    Um pouco por toda a cidade vamos descobrindo monumentos e vestígios da época romana. Um dos melhores exemplo é o Teatro Romano, mandado construir por Agripa no ano 16 a.C. (o mesmo que mandou construir o Panteão de Roma). É grandioso, não só pela sua capacidade em acolher 3000 pessoas, mas também pela sua harmoniosa construção. Ainda hoje, e após o seu restauro (em 1933), continua a ser utilizado para o fim que foi construído, e o melhor exemplo é o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida que aqui é realizado todos os anos.

    Teatro Romano de Mérida
    Teatro Romano de Mérida

    Mesmo ao lado, parte do mesmo complexo arqueológico faz parte o Anfiteatro Romano, construído para os espetáculos de lutas de gladiadores tal como acontecia no Coliseu de Roma (e em outros espalhados pelo império romano).

    Anfiteatro Romano
    Anfiteatro Romano

    Em frente à entrada deste complexo está o Museu Nacional de Arte Romana onde se podem ver algumas peças retiradas de escavações inclusivamente do teatro e anfiteatro.

    Museu de Arte Romana de Mérida
    Museu de Arte Romana de Mérida

    Embora menos imponente a Casa do Mitreo é um conjunto arqueológico do qual faz parte uma grande casa pertencente a uma família senhorial importante da época na qual se podem ainda ver vestígios relacionados com o culto a Mitra. Muito perto fica também o centro funerário de Columbários.

    Ruínas da casa de Mitreo
    Ruínas da casa de Mitreo

    Ao percorrer as ruas do centro de Mérida temos oportunidade de ver o Arco de Trajano e o Templo de Diana, construído em finais do século I a.C., e atrás deste o palácio do Conde de los Corbos (do século XVI).

    Arco de Trajano
    Arco de Trajano
    Templo de Diana
    Templo de Diana

    Dos tempos da ocupação moura ainda resiste a Alcáçova. Construída em 835 pelo emir de Córdoba, é considerada a primeira alcáçova islâmica da Península Ibérica.

    Interior da Alcáçova de Mérida
    Interior da Alcáçova de Mérida

    Não precisamos andar muito para chegar ao rio Guadiana onde podemos atravessar uma das maiores (com 792 metros) pontes romanas de Espanha, a ponte romana de Mérida.

    Ponte Romana
    Ponte Romana

    Na periferia norte do centro de Mérida visitamos ainda a Basílica de Santa Eulália, construída sob as fundações da antiga basílica do século IV destruída pelos almoadas.

    Basílica de Santa Eulália
    Basílica de Santa Eulália

    Pode ver-se ainda o Circo Romano de Mérida, que também faz parte do Conjunto Arqueológico de Mérida, mandado construir pelo imperador Tibério no início do século I, era a maior edificação da altura. O Aqueduto de São Lázaro, um dos três aquedutos que forneciam água a Mérida.

     

  • Plaza Mayor de Madrid

    Plaza Mayor de Madrid

    A Plaza Mayor de Madrid tem a sua origem no século XV no local onde se cruzavam os caminhos para Toledo e Atocha (na altura ficava fora da cidade) e onde existia o mercado principal no qual foi construído um edifício que servia de controlo para regular o comércio.

    Plaza Mayor de Madrid
    Plaza Mayor de Madrid
  • Catedral de Sevilha, a gigante medieval

    Catedral de Sevilha, a gigante medieval

    Diz-se com algum orgulho que alguém entre o clero tenha proferido: “Façamos uma igreja tal, que os que a veêm nos tenham por loucos”.. Verdade ou não, a catedral de Sevilha, ou de Santa Maria da Sé, é tida como a maior catedral gótica do mundo.

    A sua construção começou em 1401, sobre a antiga mesquita de Almohad, e prolongou-se por mais de 100 anos. Não é o tamanho que lhe faz perder a elegância.

    Catedral de Sevilha
    Catedral de Sevilha

    Da antiga mesquita preservou-se “La Giralda”, a torre transformada em campanário que hoje é o símbolo mais conhecido da cidade.

    La Giralda (Wiki Commons)
    La Giralda (Wiki Commons)

    No seu interior, para além da sua imensidão, destaca-se a decoração em ouro, diferente dos templos medievais que se caracterizam pela simplicidade. Aqui está sepultado, entre outras figuras importantes de Espanha (como o rei Fernando III de Leão e Castela), o navegador Cristóvão Colombo.

    Túmulo de Colombo (Wiki Commons)
    Túmulo de Colombo (Wiki Commons)

    Outro pormenor que se destaca é a Puerta del Perdon, que dá acesso ao Pateo de los Naranjos, embora tenha sofrido inúmeras intervenções ao longo dos tempos, é um dos espaços que sobreviveram da mesquita. Aqui se podem ver os arcos em forma de ferradura característicos das construções árabes. Entrando nesta porta acedemos a um vasto pátio com laranjeiras.

    Puerta del Perdon
    Puerta del Perdon

    Os elementos árabes misturam-se com o estilo gótico em muitas partes do templo de forma harmoniosa. Foi integrado, juntamente com o Arquivo Geral das Índias, mesmo ao lado, como património da UNESCO.

    Giraldillo numa das portas
    Giraldillo na porta do príncipe

     

    Arquidiocesede de Sevilha junto à Catedral
    Arquidiocese de Sevilha junto à Catedral

    Para informações de visitas: site da Catedral.

  • Hola Madrid

    Hola Madrid

    Cada região de Espanha tem características próprias e Madrid não foge à regra, principalmente as pessoas, muito simpáticas e sempre disponíveis (ao contrário dos espanhóis no geral) para ajudar nas indicações.

    A rede de transportes da cidade é muito boa, tanto de autocarro como de metro as deslocações fazem-se de forma muito rápida e cómoda. A partir do aeroporto, para o centro da cidade, o melhor é ir de Metro.

    Estação de Metro de Madrid

    O centro histórico concentra-se numa área que vai desde o Palácio Real (a Oeste) e os jardins do Parque del Retiro (a Este), por isso o melhor início de visita é numa destas extremidades.

    Começando pelo Palácio Real (o maior da Europa), e depois de uma pequena fila, podemos visitar o seu interior seguindo-se a catedral de La Almudena mesmo em frente. Iniciada a sua construção em 1883 com a finalidade do Papa Leão XIII criar a diocese de Madrid-Alcalá.

    Catedral de La Almudena
    Catedral de La Almudena

    O seu interior é muito bonito, inspirado no gótico francês do século XIII.

    Caminhando para Oriente chegamos à Ópera/Teatro Real, e um pouco mais a Sul deste, a magnífica Plaza Mayor (imagem de capa), uma praça rectangular ladeada por todos os lados por edifícios do século XVI, da mesma altura.

    Do lado de fora da praça fica o mercado de San Miguel onde se pode provar gastronomia local e regional.

    Mercado S.Miguel

    Muito próximo da Plaza Mayor, caminhando para Este, fica a Porta del Sol, uma praça onde se cruzam várias ruas e convergem gentes de todo o lado (e várias nacionalidades).

    Urso e o medronho (símbolo do Madrid), Porta Sol

    Ainda a Noroeste, e indo pela Gran Via (artéria “ícone” da cidade), chega-se à Praça de Espanha onde se encontra o monumento à obra de Cervantes – D.Quixote.

    Continuando para Este chegamos à Fuente de Cibeles, praça onde se situa também o palácio de Cibéles (antigo palácio das comunicações e correio central) e o Banco de Espanha, um magnífico edifício de 1884.

    Mais a Este está a Porta de Alcalá e o Parque del Retiro. Caminhando para Sul deste parque fica o Museu do Prado.