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  • I bought a drone, now what? Rules for using a drone in Portugal

    I bought a drone, now what? Rules for using a drone in Portugal

    Drones can give us a completely different perspective on the places we travel to and more and more travelers (and beyond) are choosing to carry a drone in their luggage.

    This article aims to clarify legal issues: what we can do, how and where we can do it, and what the best practices are before using one of these aircraft.

    Attention, these tips are only applicable in Portugal.

    To regulate the growing number of drones in the skies of Portugal, the Autoridade Nacional da Aviação Civil [National Civil Aviation Authority] (ANAC) created some new rules for these aircraft, and to better clarify and raise awareness among drone users, it created the Voa na Boa website, which contains all the information necessary for this practice.

    Below are the main rules for using drones (you don’t need to consult the website):

    Is drone registration mandatory?

    It is mandatory to register all pilots and drones, whose aircraft weight is above 250g, and/or capture images (and other data).

    To register, access the National Aeronautical Authority – AAN website and register. You will then receive a registration confirmation email with a declaration that you must sign and send, within 10 days, to the address indicated.

    After the declaration has been validated by the authorities, you will receive a new email with confirmation. Once registration is confirmed, you will be able to start making flight authorization requests on the same AAN website.

    You must also register with Autoridade Nacional da Aviação Civil [National Civil Aviation Authority].

    Should I do training?

    The training of remote pilots in the A1, A2 and A3 subcategories, of the open category, has been mandatory in Portugal since August 31, 2021.

    To take the training you must access the ANAC website and, depending on the subcategory, you will take the exam in person or online.

    Do I always have to ask permission to fly my drone?

    Requesting authorization for all flights is mandatory in Portugal if the drone meets the requirements of the previous answer. This authorization request is also made on the AAN website. It’s very simple, just keep in mind that the order may not be available for the next 48 hours (or more), place your orders a few days in advance.

    Attention, requesting a flight authorization from AAN does not exempt you from obtaining authorizations or opinions from other entities such as the Institute for Nature Conservation and Forests (in the case of flights in protected areas or natural parks) or the National Data Protection Commission (in the case of capturing images of people or buildings) depending on the purpose or location of the flight. In the case of protected areas, flying over them and recording images is prohibited, except for scientific or environmental protection purposes.

    It is also worth checking the temporarily prohibited areas on the AAN website.

    If you travel abroad you should always consult the authorities of that country, this article has some information for some countries (for categories A1-A3).

    Am I required to have insurance?

    Civil liability insurance is mandatory for drones weighing more than 900g (Decree-Law nº 58/2018).



  • Mértola, um mosaico histórico da Ibéria

    Mértola, um mosaico histórico da Ibéria

    Foi capital de uma região economicamente importante do Império Romano. Pelo rio Guadiana chegavam embarcações do mar Mediterrâneo, que vinham carregar ouro, cobre e zinco. Mais tarde foi ocupada por visigodos, árabes e finalmente cristãos. Mértola é hoje um mosaico da história Ibérica.

    Chamam-lhe “Vila Museu” e não faltam motivos de interesse quando se percorrem as suas ruelas. A herança muçulmana está bem presente no casario.

    Rua em Mértola
    Rua em Mértola

    No alto, o castelo domina a vila. Construído no século X e pertença da Ordem de Santiago, ainda conserva na sua estrutura elementos visigodos e árabes. Na torre de menagem, mandada construir em 1292 por D. João Fernandes, mestre da Ordem de Santiago, existe um dos núcleos dos Museu de Mértola, dedicado à Ordem. Junto às muralhas podem visitar-se algumas escavações arqueológicas, onde constam o bairro islâmico, construído sob as ruínas romanas e onde foram descobertos dois batistérios que estão entre os maiores na Europa, um deles o batistério paleocristão do século V ou VI.

    Torre de menagem
    Torre de menagem do castelo de Mértola

    Basta descer poucos metros de uma pequena ruela para chegarmos à igreja de Nossa Senhora da Anunciação, ou Igreja Matriz de Mértola, um marco da passagem das várias civilizações nesta vila. Começou por ser um templo romano, depois transformado em mesquita islâmica e na reconquista adaptada a templo cristão. Conserva traços muçulmanos, como as portas de estilo árabe, e na cave da antiga sacristia, do século XVI, existe um pequeno museu onde podem ver-se as fundações das várias fases de ocupação.

    Igreja Matriz
    Igreja Matriz de Mértola

    O Museu de Mértola é muito rico e extenso, está distribuído por todo o concelho em vários núcleos. Entre eles está a basílica paleocristã, onde se podem ver sepulturas cristãs, paleocristãs e muçulmanas, o Museu Romano no edifício da Câmara ou a Mina de São Domingos a poucos quilómetros a norte do concelho.

    Incontornável é também a Torre do Relógio, faz parte da história e da paisagem de Mértola, no extremo Sul da muralha, na margem do rio, é uma espécie de sentinela do Guadiana que vigiava a passagem das suas águas enquanto fazia passar as horas que dava à população. Terá sido construída no século XVI.

    Torre do Relógio
    Torre do Relógio

    Ainda no concelho de Mértola, não muito distante, aproveite para visitar as Azenhas do Guadiana, um açude que fornecia água aos antigos moínhos aí existentes, o Pulo do Lobo, uma garganta rochosa no rio Guadiana onde as águas caem de mais de 20 metros de altura para um lago, e a Ermida de Nossa Senhora de Aracelis, que curiosamente é partilhada por dois concelhos: a ermida pertence ao concelho de Castro Verde e o adro ao de Mértola.

  • Monsaraz, guardião do Guadiana

    Monsaraz, guardião do Guadiana

    Ainda falta percorrer algum caminho, mas já se vislumbra ao longe, no cimo de um monte que se levanta no meio da planície alentejana, a branca Monsaraz.

    Vila de Monsaraz
    Vila de Monsaraz

    A vila, que nem sempre foi branca, e durante séculos foi pintada de muitas cores, foi crescendo aninhada nas muralhas do seu castelo. Entrou em processo de algum abandono, renasceu e viu nascer o Alqueva aos seus pés. Lá de cima a vista perde-se por todo o território que a circunda, lá em baixo vê-se o lago que contorna os pequenos montes até Espanha.

    Praça de touros
    Praça de touros

    Conquistada aos Mouros em 1167 e mais tarde doada à Ordem do Templo, Monsaraz foi-se adaptando às várias épocas. A sua fortificação medieval foi reforçada por uma nova, que se adaptava ao tiro de artilharia, e em épocas mais recentes, a população transformou o recinto do castelo em praça de touros onde todos os anos se realiza a festa brava.

    As ruas empedradas, estendem-se por todo o povoado e percorre-las é como andar num museu.

    Rua de Monsaraz
    Rua de Monsaraz
    Torre de Menagem
    Torre de Menagem do castelo

    Na praça central da vila, o largo D. Nuno Álvares Pereira, fica a bonita igreja Matriz de Santa Maria da Lagoa que tanto o seu exterior como o seu interior merecem ser apreciados.

    Igreja Matriz
    Igreja Matriz de Santa Maria da Lagoa

    Ainda neste largo estão os Novos Paços da Audiência, de finais do século XVII e a Igreja da Misericórdia do século XVI. Na Travessa da Cadeia ficam os Antigos Paços da Audiência – hoje Museu do Fresco –  onde durante alguns séculos funcionou a sede administrativa e tribunal da vila. Mais tarde, quando a vila deixou de ser sede de concelho (passou para Reguengos de Monsaraz), transformou-se em escola primária.

    No fundo da rua de Santiago a casa da Inquisição que, tal como o nome indica, estava ligada ao Tribunal do Santo Ofício, onde se pode conhecer a história judaica e onde podemos ver, no seu exterior, o verdadeiro grafito, uma técnica antiga e complexa de decoração de edifícios.

    O interior das muralhas não é muito grande mas vale a pena percorrer as ruas e travessas com calma. Qualquer uma das portas da fortificação é um bom local para começar a visita: a Porta da Vila é imponente, com as duas torres que a ladeiam, uma delas com o Relógio, pela Porta de Évora a Oeste, da Alcoba virada a Este ou do Buraco.

    Desfrute das vistas e, se der, assista ao pôr do sol.

  • Terceira, a ilha da Terra Brava

    Terceira, a ilha da Terra Brava

    Uma das portas de entrada dos Açores, a Ilha Terceira, passa muitas vezes despercebida à maioria de quem visita o arquipélago. Recortada por altas ravinas, fustigadas pelo Atlântico, é no seu interior que a ilha guarda as melhores surpresas.

    Paisagem do centro da Ilha Terceira
    Paisagem do centro da Ilha Terceira

    No centro da ilha fica a Terra Brava, uma área acidentada maioritariamente coberta por pedra vulcânica, inclui o vulcão do Pico Alto, o vulcão central mais recente da ilha (com cerca de 100 mil anos), e uma floresta muito rica em vegetação endémica, típica da Macaronésia.

    Em plena Terra Brava, o ex-libris da ilha, o Algar do Carvão. Entramos literalmente dentro de um vulcão e constatamos como um lugar que à partida seria tão inóspito se transforma num magnífico cenário natural. As paredes do cone estão cobertas com vegetação, na sua maioria, endémica, e lá no fundo uma lagoa, alimentada por águas pluviais e de pequenas nascentes que chega a ter 15 metros de profundidade. Esta é das poucas oportunidades no mundo para descer ao interior de um vulcão.

    Algar do Carvão
    Algar do Carvão

    As belezas vulcânicas não ficam por aqui. Não precisamos ir muito longe  para visitar a gruta do Natal. A formação destas grutas apontam para tubos de lava formados aquando de uma erupção.

    Não muito longe ficam as Furnas do Enxofre. Através de um pequeno circuito pedestre podemos visitar as fumarolas de onde sai o vapor do interior da terra.

    Já pela costa, percorrendo a estrada que circunda toda a ilha, vislumbram-se grandes penhascos que mergulham no mar. Em cada localidade por onde passamos vão aparecendo os coloridos Impérios do Espírito Santo, pequenas capelas/templos à volta dos quais acontece uma das tradições mais enraizadas dos Açores, as festas do Espírito Santo, com cerimónias e oferendas à coroação do Menino Imperador.

    Costa da Ilha Terceira
    Costa da Ilha Terceira

     

    Império na Serreta
    Império na Serreta

     

    Igreja da Misericórdia, Angra do Heroísmo
    Igreja da Misericórdia, Angra do Heroísmo

    A zona antiga de Angra do Heroísmo, faz-nos recuar muitos anos atrás, e mesmo não tendo vivido nessas épocas, lembra-nos postais antigos e de certa forma a cidade de  São Salvador no Brasil (ou será São Salvador que faz lembrar Angra?!). A arquitetura das casas, as igrejas, cada uma de sua cor, e o empedrado das ruas é singular.

    Subindo ao Monte Brasil tem-se um panorama sobre a cidade (infelizmente estava a chover e não deu para desfrutar da vista tanto quanto apetecia).

    Ao longo da ilha podem-se visitar vários miradouros, há que desfrutar de cada um deles: Monte Brasil, Serra do Cume, Serra do Facho, Serra da Ribeirinha entre outros.

    Com tanto para ver, há que fazer algumas pausas e aproveitar a gastronomia riquissima desta ilha, desde o famoso queijo da ilha, á tenra carne de vaca, os famosos bolos D. Amélia e o vinho de Biscoitos.

     

  • Visitar a histórica cidade de Évora

    Visitar a histórica cidade de Évora

    Évora foi fundada oficialmente na época romana (denominada Ébora) e desde aí atravessou toda a história da Península Ibérica e de Portugal até aos nossos dias. Foi lugar escolhido por  várias ordens religiosas para instalação de conventos e até foi residência da corte no século XV. Évora, hoje Património da Humanidade, é um livro de história onde podemos descobrir em cada rua uma época e estória diferente.

    O centro histórico da cidade está cercado pelas muralhas, do século XIV, e é lá que fica a Praça do Giraldo (fotografia de capa), sem dúvida o ponto central de Évora e o melhor sítio para começar uma visita. Numa das extremidades da praça está a Igreja de Santo Antão e à sua frente o Chafariz de 8 bicas que, segundo se conta, representam as 8 ruas que desaguam na praça.

    Muralha de Évora
    Muralha de Évora

    A Sé Catedral é um dos ex-libris da cidade, a maior catedral medieval do país, é facilmente reconhecida pela torre-lanterna e seu zimbório.

    Sé Catedral de Évora
    Sé Catedral de Évora

     

    Torre da Sé Catedral ao Fundo e Templo romano
    Torre da Sé Catedral ao fundo e Templo romano

     

    A poucos metros está o Templo Romano de Évora, símbolo do culto imperial, conhecido como Templo de Diana, pois durante séculos pensou-se ser dedicado à deusa da caça, na verdade é uma homenagem ao Imperador Augusto. O templo está rodeado pela Biblioteca Pública, o Centro de Arte e Cultura Eugénio de Almeida, o Museu de Évora, o magnífico Convento dos Lóios, hoje transformado em Pousada, a igreja de São João Evangelista e o Jardim de Diana mesmo em frente (de onde se pode avistar o casario típico da parte Norte da cidade).

    O notável Museu de Évora, instalado no antigo Paço Episcopal, merece uma visita. Este museu tem a sua origem na coleção de antiguidades do arcebispo de Évora, o frei Manuel do Cenáculo, e nele estão expostas pinturas portuguesas e flamengas e muitas esculturas que foram sendo recolhidas nas igrejas.

    Templo de Diana
    Templo de Diana

     

    Duas igrejas que não pode deixar de visitar é a Igreja e Convento da Graça, o primeiro monumento renascentista da cidade e a Igreja de São Francisco onde está a famosa Capela dos Ossos. Visitando a Capela dos Ossos vale sempre a pena visitar o museu e exposição dos presépios.

    Igreja da Graça
    Igreja da Graça

     

    Igreja de São Francisco
    Igreja de São Francisco

    Já fora de Évora, na estrada para Arraiolos, também é possível visitar o Convento da Cartuxa, o primeiro da Ordem dos Cartuxos, ou os Cromeleque dos Almendres, a pouco mais de 25 Kms, na estrada para Montemor-o-Novo.

  • Quinta da Regaleira, respire misticismo e romantismo

    Quinta da Regaleira, respire misticismo e romantismo

    A Quinta da Regaleira, situada na encosta da serra a alguns metros da vila de Sintra, pode ser considerada um dos monumentos mais surpreendentes na região.

    Construída entre 1904 e 1910, sofreu alterações depois da aquisição pelo Dr. Carvalho de Monteiro, tornando-a naquilo que podemos hoje ver. Alia o misticismo e o romantismo à magnífica arquitectura de uma forma muito singular.

    Logo que compramos os bilhetes de entrada é entregue um mapa, basta segui-lo. A Quinta é enorme e só assim se consegue definir o que se quer ver e qual o melhor percurso. Não tenha pressa, aproveite bem todo o encanto e esteja atento aos pormenores e símbolos, que são muitos, evocativos, sobretudo da Macçonaria e dos cavaleiros Templários.

    Ao entrarmos na Quinta deparamo-nos com o palácio, também designado por Palácio do Monteiro dos Milhões, de arquitectura riquíssima e trabalhada, criado pelo arquiteto italiano Luigi Manini. Logo na entrada toda a ornamentação é relacionada com o mar e os descobrimentos portugueses.

    Arco da entrada da quinta
    Arco da entrada da quinta

    À medida que se entra no palácio desvendam-se cada uma das salas, cada terraço, apercebendo-nos das ligações criadas com o esoterismo e com o fantástico, cheios de símbolos ocultos por trás dos estilos manuelino, renascentista e barroco. Como grande exemplo destes trabalhos exuberantes, na sala da caça, está a magnífica lareira.

    Lareira do palácio da Regaleira
    Lareira do palácio da Regaleira

    No exterior uma vegetação bastante diversificada mas em plena sintonia com as construções em pedra, emanam magia e mistério, num mundo dantesco, cheio de símbolos, desde a alquimia à mitologia.

    Destacamos a capela, com referências à ordem de Cristo e aos Templários.

    Capela
    Capela

     

    Olho
    Olho na pirâmide dentro da capela, descubra-o!

    O poço iniciático ou torre invertida é um dos ex-libris da quinta. Com 27 metros de profundidade, o acesso faz-se através de uma escadaria em espiral, fazendo a ligação entre o céu e a terra. Há quem diga que era utilizado em rituais de iniciação maçónica. Tem 9 patamares, cada um com 15 degraus, invocando a Divina Comédia de Dante e no fundo do poço uma rosa dos ventos, com os pontos cardeais sobre a cruz dos Templários.

    Poço iniciático
    Poço iniciático

    Os percursos subterrâneos são claramente locais a percorrer, assim como as grutas. O passeio ao ar livre, no meio do bosque, é bastante agradável.

    Em suma, um local místico, onde o tempo lá passado nos leva a uma outra dimensão. Fica na recordação o local, fica na imaginação o simbolismo, fica a vontade de querer lá voltar.

    Fonte da Regaleira
    Fonte da Regaleira

     

    Agradecemos a colaboração da Quinta da Regaleira.