O que se tem em conta [afinal] para se considerar que um território seja um país?
A pergunta parece fácil de responder, no entanto, pode ser mais complexa do que parece.
De uma forma geral para ser considerado um país o território deve ser reconhecido por todos os outros países do globo e para que isso deve respeitar as seguintes condições:
Ter um território definido;
Ser permanentemente habitado (pelo menos na teoria);
Possuir instituições políticas e governo próprio;
Interagir diplomaticamente com os outros países;
Ser reconhecido pelos outros estados soberanos como país independente (essencial);
Ou seja, no fundo, o território terá de ser aceite e reconhecido como país pela Organização das Nações Unidas (ONU). A entrada de um país na ONU tem de ser aprovado pelo mínimo de 9, dos 15, países membros do Conselho de segurança, sem que nenhum dos cinco membros permanentes exerça o seu direito de veto, sendo estes o Reino Unido, França, China, Estados Unidos da América e Rússia.
A ONU foi criada em 1945 e o número de estados-membros é hoje de 193 e 2 estados observadores não-membros (podem participar e observar, mas não podem votar na Assembleia Geral), a Palestina e o Vaticano. Se considerarmos que o Vaticano é um país reconhecido o total de países é de 194.
No entanto, mesmo que não seja oficial, há países que podemos ou não considera-los como tal , são os casos do Kosovo e da Palestina.
Com mais de 2000 anos, a Acrópole de Atenas continua a fascinar a humanidade. Hoje, é um dos monumentos mais visitados em todo o mundo. Para uns é a glória e o esplendor do passado, o berço da democracia, para outros, é uma fonte de inspiração e visão romântica da arquitetura clássica que continua a influenciar artistas e arquitetos.
Na Acrópole, o Parthenon, dedicado à Deusa Atena, convertido em igreja cristã no tempo do Império Bizantino e mais tarde convertida em mesquita quando tomada pelo império Otomano é colossal. Daqui, avista-se a imensidão da cidade, lá em baixo há uma infinidade de história e atrações à espera de serem explorados.
Da praça Monastiraki, uma espécie de ponto central, partem ruas e ruelas que nos levam em todas as direções. Percorrer o centro de Atenas é como virar páginas de história que vai da Antiga Grécia à era moderna passando pelos Impérios Romano, Bizantino e Otomano, todas as épocas estão presentes.
Por toda a cidade estão espalhadas igrejas e capelas. Um desses exemplos é a bela Panagia Kapnikarea ou Igreja Universitária Sagrada da Apresentação da Virgem Maria, muito próximo da Monastiraki.
Santa Igreja da Virgem Maria Pantanassa na praça Monastiraky, Atenas
Catedral Metropolitana de Atenas
Ali perto, no bairro de Plaka, um dos mais antigos e genuínos da cidade, há antiquários, tabernas tradicionais e restaurantes modernos que celebram a rica herança cultural e gastronómica do país. Provar pratos locais como moussaka, souvlaki e baklava são uma degustação obrigatória para quem visita a cidade. Seja dia ou noite, durante a semana ou fim-de-semana as ruas estão sempre animadas com muito movimento. A não perder um jantar típico numa esplanada, com musica grega ao vivo.
A influência árabe e turca dos souks é notória no comércio de rua e o mercado Municipal Central de Varvakios é exemplo disso. Aqui há peixe fresco, carne e produtos agrícolas frescos.
Municipal Central de Varvakios
Continuando a mergulhar na história, na Ágora de Atenas, o coração político, comercial e social da antiga cidade, onde filósofos como Sócrates e Platão discutiam ideias que moldariam o mundo ocidental é possível, visitar a restaurada Estoa de Átalo, um dos maiores edifícios da antiga Atenas. No mesmo complexo museológico visite o impressionante Templo de Hefesto (homenagem ao filho de Hera e de Zeus) que, embora menos conhecido do que o Parthenon, impõe a sua importância e é considerado um dos templos gregos melhor conservados do mundo.
Templo de Hefesto
O estádio de Panatenaico é o Berço das Olimpíadas da época moderna, restaurado para receber os Jogos Olímpicos de 2004, 100 anos depois dos primeiros Jogos.
O Museu Arqueológico Nacional é outro tesouro imperdível, abrigando uma vasta coleção de artefatos e esculturas que contam a história fascinante da Grécia Antiga.
Ponto de passagem obrigatória é a praça Syntagma, onde está o Parlamento Helénico e o Túmulo do Soldado Desconhecido, onde se pode assistir ao render da guarda.
Parlamento Helenico na praça Syntagma
Atenas, banhada pelo Mediterrâneo, também é mar e praia. Em frente à marginal de Poseidonos, a praia de Bati é frequentada durante todo o ano, nem que seja para jogar xadrez ou gamão, dois jogos muito populares entre gregos. Continuando para ocidente encontramos o Porto de Pireu (ligado na Grécia Antiga, à Acrópole por uma via amuralhada) de onde partiam as armadas gregas para combater no Mediterrâneo.
Mar Mediterânico
Há muito mais para visitar na cidade, a Ágora Romana, o monumento a Dionísio (estátua do touro) no Sítio Arqueológico de Kerameikos, a prisão de Sócrates entre outros. Vale a pena subir ao monte Philopappos de onde se avista a costa mediterrânica e a Acrópole em todo o seu esplendor.
Atenas é muito mais do que apenas um destino turístico, é uma jornada através do tempo, onde os vestígios do passado se fundem harmoniosamente com o presente, criando uma experiência verdadeiramente inesquecível para todos os que a visitam.
Nem só de vinhas se “faz” Bordéus, uma das regiões vitivinículas mais famosas e antigas do mundo alberga uma enorme riqueza histórica e cultural.
O centro histórico de Bordéus, classificado como Património Mundial da UNESCO, é um tesouro arquitetónico. A Praça da Bolsa, com seu espelho d’água, é um cartão de visita da cidade. Bem perto, a porta medieval de Cailhau, parte das antigas muralhas da cidade, assinala o início do centro histórico, ligando-o ao rio Garona. Numa das muitas praças a catedral de São André conta histórias fascinantes do passado. Aqui se realizaram casamentos e funerais reais e é considerada o mais belo monumento religioso da cidade. À sua frente, separado do edifício principal, está o seu campanário, a Torre Pey Berland, um excelente miradouro de Bordéus.
Torre Pey Berland
Porta Cailhau
Vale a pena um passeio pelo bairro de Chartrons onde antigos armazéns foram recuperados para albergar bares e restaurantes dando uma atmosfera boémia ao local.
São também de visita obrigatória o Museu de Arte Contemporânea (CAPC), o Museu de Belas Artes e a Ópera Nacional de Bordéus e, claro está, o museu do vinho, denominado de “La cité du vin“, e no verão, o Festival de Vinho, Dança e Música anima as ruas com representações de rua.
Berço de alguns dos vinhos mais prestigiados do mundo, a região não dispensa um passeio pelas vinhas ou vinhedos de Saint-Émilion, Médoc e Pessac-Léognan onde se desfrutam experiências sensoriais únicas, desde a vista sobre das vinhas até ao aroma dos barris de carvalho nas caves, aqui apelidadas de chateaux. Degustações em châteaux renomados oferecem uma amostra do savoir-faire vinícola local.
Saint-Émilion
Bordéus, com sua aura romântica e sofisticada, é uma cidade que transcende as expectativas. Seja degustando vinhos excepcionais, explorando sua arquitetura elegante ou imergindo-se na sua rica cultura, Bordéus é uma jornada inesquecível pelo coração da França.
Foi capital de uma região economicamente importante do Império Romano. Pelo rio Guadiana chegavam embarcações do mar Mediterrâneo, que vinham carregar ouro, cobre e zinco. Mais tarde foi ocupada por visigodos, árabes e finalmente cristãos. Mértola é hoje um mosaico da história Ibérica.
Chamam-lhe “Vila Museu” e não faltam motivos de interesse quando se percorrem as suas ruelas. A herança muçulmana está bem presente no casario.
Rua em Mértola
No alto, o castelo domina a vila. Construído no século X e pertença da Ordem de Santiago, ainda conserva na sua estrutura elementos visigodos e árabes. Na torre de menagem, mandada construir em 1292 por D. João Fernandes, mestre da Ordem de Santiago, existe um dos núcleos dos Museu de Mértola, dedicado à Ordem. Junto às muralhas podem visitar-se algumas escavações arqueológicas, onde constam o bairro islâmico, construído sob as ruínas romanas e onde foram descobertos dois batistérios que estão entre os maiores na Europa, um deles o batistério paleocristão do século V ou VI.
Torre de menagem do castelo de Mértola
Basta descer poucos metros de uma pequena ruela para chegarmos à igreja de Nossa Senhora da Anunciação, ou Igreja Matriz de Mértola, um marco da passagem das várias civilizações nesta vila. Começou por ser um templo romano, depois transformado em mesquita islâmica e na reconquista adaptada a templo cristão. Conserva traços muçulmanos, como as portas de estilo árabe, e na cave da antiga sacristia, do século XVI, existe um pequeno museu onde podem ver-se as fundações das várias fases de ocupação.
Igreja Matriz de Mértola
O Museu de Mértola é muito rico e extenso, está distribuído por todo o concelho em vários núcleos. Entre eles está a basílica paleocristã, onde se podem ver sepulturas cristãs, paleocristãs e muçulmanas, o Museu Romano no edifício da Câmara ou a Mina de São Domingos a poucos quilómetros a norte do concelho.
Incontornável é também a Torre do Relógio, faz parte da história e da paisagem de Mértola, no extremo Sul da muralha, na margem do rio, é uma espécie de sentinela do Guadiana que vigiava a passagem das suas águas enquanto fazia passar as horas que dava à população. Terá sido construída no século XVI.
Torre do Relógio
Ainda no concelho de Mértola, não muito distante, aproveite para visitar as Azenhas do Guadiana, um açude que fornecia água aos antigos moínhos aí existentes, o Pulo do Lobo, uma garganta rochosa no rio Guadiana onde as águas caem de mais de 20 metros de altura para um lago, e a Ermida de Nossa Senhora de Aracelis, que curiosamente é partilhada por dois concelhos: a ermida pertence ao concelho de Castro Verde e o adro ao de Mértola.
Ainda falta percorrer algum caminho, mas já se vislumbra ao longe, no cimo de um monte que se levanta no meio da planície alentejana, a branca Monsaraz.
Vila de Monsaraz
A vila, que nem sempre foi branca, e durante séculos foi pintada de muitas cores, foi crescendo aninhada nas muralhas do seu castelo. Entrou em processo de algum abandono, renasceu e viu nascer o Alqueva aos seus pés. Lá de cima a vista perde-se por todo o território que a circunda, lá em baixo vê-se o lago que contorna os pequenos montes até Espanha.
Praça de touros
Conquistada aos Mouros em 1167 e mais tarde doada à Ordem do Templo, Monsaraz foi-se adaptando às várias épocas. A sua fortificação medieval foi reforçada por uma nova, que se adaptava ao tiro de artilharia, e em épocas mais recentes, a população transformou o recinto do castelo em praça de touros onde todos os anos se realiza a festa brava.
As ruas empedradas, estendem-se por todo o povoado e percorre-las é como andar num museu.
Rua de MonsarazTorre de Menagem do castelo
Na praça central da vila, o largo D. Nuno Álvares Pereira, fica a bonita igreja Matriz de Santa Maria da Lagoa que tanto o seu exterior como o seu interior merecem ser apreciados.
Igreja Matriz de Santa Maria da Lagoa
Ainda neste largo estão os Novos Paços da Audiência, de finais do século XVII e a Igreja da Misericórdia do século XVI. Na Travessa da Cadeia ficam os Antigos Paços da Audiência – hoje Museu do Fresco – onde durante alguns séculos funcionou a sede administrativa e tribunal da vila. Mais tarde, quando a vila deixou de ser sede de concelho (passou para Reguengos de Monsaraz), transformou-se em escola primária.
No fundo da rua de Santiago a casa da Inquisição que, tal como o nome indica, estava ligada ao Tribunal do Santo Ofício, onde se pode conhecer a história judaica e onde podemos ver, no seu exterior, o verdadeiro grafito, uma técnica antiga e complexa de decoração de edifícios.
O interior das muralhas não é muito grande mas vale a pena percorrer as ruas e travessas com calma. Qualquer uma das portas da fortificação é um bom local para começar a visita: a Porta da Vila é imponente, com as duas torres que a ladeiam, uma delas com o Relógio, pela Porta de Évora a Oeste, da Alcoba virada a Este ou do Buraco.
Desfrute das vistas e, se der, assista ao pôr do sol.
Se em Oslo se cultiva a vida ao ar livre, em Bergen esta tradição eleva-se a um nível mais alto. Rodeada de montanhas e fiordes que se ligam ao oceano Atlântico, funde-se com a natureza de uma forma tão natural que parece ter ali sempre existido.
Apelidada de “a cidade entre as sete montanhas, foi capital da Noruega até 1299 e mesmo sendo a segunda maior cidade do país é um local tranquilo onde a população vive infimamente ligada com a natureza.
Bergen, vista a partir do monte Fløyen
As montanhas que cercam a cidade estão salpicadas de casas aninhadas na floresta. Os habitantes de Bergen têm o hábito de subir a Fløyen, um cume a 320 metros de altitude, onde se desfruta do ar puro, das imensas florestas nórdicas que convidam a trilhos e a contemplar o por do sol no final do dia.
Floresta de Fløyen
Antigo entreposto comercial entre a Noruega e o resto da Europa, o porto de Bergen, localmente chamado e Bryggen, hoje local de partida e chegada de grandes navios de cruzeiro, é património da UNESCO e abriga um museu, várias lojas e restaurantes, que nasceram nos edifícios do século XIV, entretanto recuperados depois de um incêndio. No porto há grande agitação de turistas e locais, e sente-se o cheiro dos pães de canela e dos cachorros quentes (de carne de alce).
Bergen
Igreja de Santa Maria, Bergen
Para quem gosta de peixe este é o local certo, sentar numa mesa ao ar livre no mercado de peixe junto aos cais e comer salmão, bacalhau fresco, lagosta ou camarão.
Bergen deixou de ser a capital do país mas pode ser considerada a capital norueguesa da natureza.
A modernidade de uma capital europeia mistura-se com a simplicidade nórdica que caracteriza a Escandinávia. Oslo é uma cidade calma onde se celebra a vida ao ar livre, independentemente do clima, a isto os noruegueses chamam friluftsliv.
O verão está a acabar e, apesar do calor e o sol brilhar num céu limpo, a chegada da noite lembra-nos da latitude a que estamos, o frio gelado bate-nos na cara mas não há motivo para deixar de aproveitar a cidade e a natureza que a envolve.
Da fortaleza de Akershus avista-se a cidade e o fiorde de Oslo que se estende até ao Atlântico. A vida dos habitantes de Oslo passa muito pelo porto do fiorde. Mergulhar na água gelada ou alugar uma das saunas que flutuam em pequenas balsas ao longo do porto são actividades que os locais fazem durante todo o ano, desde que a água não tenha a superfície gelada.
Saunas flutuantes
Fortaleza de Akershus
Erguendo-se destas águas, como um iceberg, a Ópera de Oslo (fotografia de capa) marca a transformação de uma antiga zona industrial num polo cultural da cidade. Em frente, o Munch Museum alberga mais de 26 000 peças de arte de Munch assim como os seus objetos pessoais e uma biblioteca privada.
No centro, muito perto da estação central está a Catedral de Oslo, a igreja maior da Noruega, construída no século XVIII, é o local onde são realizados os casamentos da família real norueguesa. O Palácio Real, residência oficial da família real noruguesa, é uma das paragens obrigatórias. Aqui, para além de poder ver a troca da Guarda pode também percorrer os jardins que o cercam.
Catedral de Oslo
Palácio Real
Parlamento da Noruega
Câmara de Oslo, local onde é entregue o Prémio Novel da Paz
Outra das atracções da cidade é o Parque Vigeland, um magnífico jardim, com mais de 200 esculturas humanas do arquitecto Gustav Vigeland, um autêntico museu ao ar livre.
Parque Vigeland
A arte e a história da Noruega também estão presentes nos vários museus que Oslo oferece, entre eles destacam-se o Museu Marítimo Norueguês com exposições sobre expedições polares e espetáculos de auroras boreais e o Museu Norueguês da História Cultural onde está inserida a magnífica igreja de Gol Stave, restaurada no século XIX à sua imagem original na Idade Média.
É um autêntico repositório da história da humanidade. Acumula, há mais de 500 anos, antiguidades, tesouros e coleções de arte de várias épocas e civilizações, de praticamente todos os continentes, guardando testemunhos preciosos da história.
Os Museus do Vaticano nasceram em 1506, com a coleção privada do Papa Julius II, cresceram e hoje são dos mais importantes do mundo. Já no século XX foi aberta a porta a norte das muralhas do Vaticano, onde está a escada em espiral, de Antonio Maraini (imagem de capa) que tanto fascina os visitantes.
Fazem parte deste complexo vários museus, entre eles, o de Pio Clementino, Gregoriano Etrusco, Chiaramonti ou a Pinacoteca Vaticana. Percorrer as salas e os corredores é como uma viagem por séculos de história.
Sala de Constantino dedicada ao primeiro imperador a reconhecer o Cristianismo
Estátuas egípcias
Do Antigo Egito ao Império Otomano, de África à América. Aqui se pode ver a grande estátua de Ramessés II no seu trono ou a monumental estátua de Osíris-Ápis nascendo de Lótus. Magníficos pisos em mosaico, provenientes de termas romanas, o sarcófago de Santa Helena (mãe do Imperador Constantino I) ou a estátua de Perseu com a cabeça da Medusa.
Perseu com a cabeça da Medusa
A meio da visita abre-se o pátio della Pigna (pátio da Pinha) onde repousa a contemporânea esfera dourada “Sfera con Sfera” do artista Arnaldo Pomodoro. Os visitantes nem imaginam que por baixo deste pátio existe um labirinto de corredores com estantes cheias dos mais importantes registos da história da igreja e do mundo, os Arquivos Secretos do Vaticano.
Pátio della Pigna
Entrar na Pinoteca Vaticana é penetrar no que melhor existe de pintura do período que vai desde o gótico até o século XIX com obras de Giotto, Melozzo da Forli, Perugino, Rafael, Leonardo da Vinci, Ticiano, Veronese, Poussin, Botticelli, Caravaggio e Crespi entre outros.
Palazzetto del Belvedere
A visita culmina com a Capela Sistina. Erguida entre 1475 e 1483, durante o pontificado de Sisto IV, é um marco da pintura de Michelangelo. Mundialmente conhecidas as pinturas do tecto e paredes foram inspiradas em cenas do Velho e do Novo Testamento e causam um impacto tremendo para quem as vislumbra.
Nos Museus do Vaticano também é possível visitar alguns lugares “secretos”, normalmente fechados ao público, como a Capela Nicolina, a Escadaria de Bramante e o Gabinete das Máscaras. Estas visitas só são possíveis quando solicitadas e com um guia privado.
Se for visitar os Museus do Vaticano compre antecipadamente o bilhete no site oficial do Vaticano.
Ao longe o proeminente minarete da maior mesquita da cidade, a Koutoubia, distingue-se do resto da silhueta do casario. É um dos edifícios mais antigos de Marraquexe e a sua torre, criada pelo mesmo homem que projectou a de Rabat e a Giralda na catedral de Sevilha (outrora uma mesquita), impõe-se na paisagem.
Minarete da mesquita Koutoubia
Ali perto a praça mais conhecida de Marraquexe, a Jemaa El-Fna onde artistas de rua mostram as suas habilidades de acrobacia, encantam serpentes, fazem-se pinturas com henna e há bancas de sumos de fruta, é o ponto central da cidade. A praça funciona como uma espécie de porta de entrada para o resto da medina que, embora grande, é de fácil orientação, ao contrário da de Fez. Já na medina, o movimento é frenético, à azáfama de pessoas e carrinhos de carga juntam-se motas que passam como se estivessem numa rua deserta. O comércio impera e, tal como por todo o país, o regatear faz parte do jogo. Aqui a abordagem dos comerciantes tem alguma malícia, é imperativo passarmos despercebidos.
Souks na medina
Do outro lado da medina, a impressionante madraça Ben Youssef. O acesso a não-muçulmanos é permitido e lá dentro, pode ver-se o que de melhor existe da arquitectura marroquina. Da mesma altura, mas apenas descobertos no século passado, são os Túmulos Saadianos. Sessenta e seis túmulos reais estão dispersos num pequeno complexo, uma belíssima decoração com gravações em madeira de cedro e estuque.
Túmulos Saadianos
Não muito longe o Palácio el Badii. Diz-se que era um dos palácios mais belos alguma vez construídos, sobreviveu mais de um século até que o sultão decidiu desmonta-lo e levar a maior parte das estruturas para a nova capital em Meknès.
Palácio Badii
Muito mais há a descobrir fora das muralhas da cidade. Estas, que datam do século XII, estendem-se por vários quilómetros e têm cerca de 20 portas. Um vasto jardim de oliveiras protege um pequeno palácio, assim é o Jardim de Ménara (fotografia de capa). Plantado numa das margens de um lago, o edifício servia de local de encontros entre o sultão Saadiano e as suas mulheres, pelo menos é o que conta a lenda.
Porta Bab Agnaou
Outro jardim especial é o Majorelle. O francês Jaques Majorelle, um apaixonado por jardins, resolveu criar um santuário botânico junto ao seu atelier. Mais tarde foi comprado pelo estilista Yves Saint Laurent, onde viveu com o seu companheiro transformando-o numa das maiores atrações de Marraquexe.
Marraquexe é também um óptimo ponto de partida para descobrir o Alto Atlas e para lá das montanhas as pitorescas localidades de Ouarzazate, Agdz, Merzouga ou Zágora até ao deserto do Saara.
Praticar caminhadas, em especial por trilhos na natureza, dá-nos algumas responsabilidades e cuidados especiais que devemos ter em conta:
Em percursos longos, planifique-o. Reúna previamente a informação disponível e necessária e certifique-se que termina a caminhada antes do anoitecer.
Não faça fogo;
Seja cortês com os habitantes locais e respeite os seus costumes e tradições;
Respeite a propriedade privada (feche portões e cancelas);
Não perturbe o gado e não danifique as culturas agrícolas;
Respeite a natureza, não recolha e/ou perturbe animais e plantas ou danifique formações geológicas;
Se encontrar um animal selvagem ferido ou debilitado, procure reencaminha-lo para um centro de recuperação de fauna selvagem;
Não deixe lixo ou vestígios da sua passagem;
Em algumas situações terá que transpor estradas asfaltadas, faça-o com atenção;
Circule pelos trilhos sinalizados e respeite a sinalização existente.
Para sua segurança
Leve sempre água, mantimentos, protetor solar, roupa e calçado adequados e estojo básico de primeiros socorros;
Não caminhe sozinho, pelo menos nos trajectos maiores e desconhecidos, leve sempre companhia;
Recolha previamente informação sobre o trilho;
Se possível leve um telemóvel consigo;
Confirme as condições meteorológicas no local do percurso.
Sinalização universal
Em suma, alguém dizia: “Tire apenas fotos, deixe apenas pegadas, leve apenas as suas lembranças”.