Categoria: Itália

Artigos e dicas de viagens sobre destinos em Itália (Europa)

  • Conhecer o bairro de Trastevere em Roma

    Conhecer o bairro de Trastevere em Roma

    O bairro de Trastevere é muitas vezes associado à vida boémia de Roma. Realmente, é onde os mais jovens se concentram à noite, principalmente no fim-de-semana, mas o bairro tem muito mais do que diversão nocturna, está cheio de história e muito para descobrir.

    Rio Tibre
    Rio Tibre

    Do outro lado do rio Tibre, ou Tevere em italiano (do latim Tiberim), fica o bairro Trastevere, um dos bairros mais típicos e históricos da cidade, onde ainda se pode ouvir o sotaque romano.

    Vai desde a Porta Portese a Sul até ao Vaticano a Norte e desde o rio a Oeste ao monte Gianícolo a Este. Ao longo do rio, do lado do bairro, existe uma via onde se pode caminhar, andar de bicicleta e desfrutar do Tibre. Durante o fim-de-semana é frequente ver muita gente a aproveitar da calmaria mesmo ali, uns metros abaixo do centro da cidade.

    Rua em Trastevere
    Rua em Trastevere

    No meio do bairro as ruas estreitas, que quase formam um labirinto, com prédios antigos, em tons de ocre, caracterizam este bairro onde é fácil perder-nos. A vida corre nestas ruas a um ritmo quase normal, não fossem os muitos turistas que nelas se aglomeram. Diz-se que este é uma dos melhores sítios para se comer em Roma, e em parte é verdade. Realmente há muitas trattorias (típicos restaurantes do tipo taberna com comida genuinamente italiana), fornos (onde se comem deliciosas sandes com mozzarela e presunto) e pizzerias onde se pode degustar o melhor da gastronomia italiana (que não tem só pizzas ou massas).

    Santa Maria in Trastevere
    Igreja de Santa Maria in Trastevere

    Mesmo no centro do bairro está a basílica de Santa Maria in Trastevere é a principal de Trastevere e foi à volta dela e da praça à sua frente que o bairro foi crescendo. Esta igreja é um aglomerado de estilos de várias épocas. A sua fachada é decorada com mosaicos dourados, no seu interior destaca-se a abside também decorada com mosaicos dourados e as naves laterais suportadas por colunas dóricas provenientes das termas de Caracalla (na outra margem do Tibre). À esquerda do altar-mor está a capela Altemps em estilo barroco com a Madonna de la Clemenza.

    Santa Cecília in Trastevere
    Basílica de Santa Cecília in Trastevere

    Neste bairro existe também a basílica de Santa Cecília, construída sob a casa onde Cecília vivia, uma mártir cristã do século III. O seu corpo foi inicialmente sepultado na catacumba de são Calisto e mais tarde, em 1599, trazido para esta basílica. Hoje podemos ver a impressionante escultura (de Stefano Maderno) da santa, reproduzida na posição que se diz que o corpo foi encontrado quando abriram o túmulo.

    Rua em Trastevere
    Rua em Trastevere

     

    Beco em Trastevere
    Trastevere

     

    Na extermidade Sul do bairro fica a Porta Portese onde todos os domingos se realiza um mercado de rua com artigos novos e usados e sobretudo velharias e antiguidades.

    A Este do bairro podemos subir até uma das sete colinas de Roma, a de Gianícolo, e apreciar a vista sobre a “cidade eterna”.

    Vista de Roma
    Vista de Roma a partir de Gianícolo

    A vida do bairro cativa e vale a pena perder-se nas ruas e vielas para melhor conhecer.

     


    Onde comer

    O restaurante La Villetta in Trastevere da Gino é excelente. Ambiente familiar com comida caseira e muitos pratos feitos no forno a lenha. Com um pouco de sorte, é possível assistir ao vivo a algumas cantorias típicas.

  • Visitar Roma, a cidade eterna

    Visitar Roma, a cidade eterna

    “Viver faz todo o sentido, quando se conheceu Roma” (António Mega Ferreira)

    Roma é aquela viagem que queremos que nunca acabe. As pessoas, o movimento, as cores, as ruas, as pedras… em cada esquina e em cada canto se respira história, sente-se a arte e vive-se o esplendor imperial de outros tempos. Quanto mais conhecemos Roma mais nos apaixonamos por ela.

    Visitar Roma deve ser feito a pé. Esta cidade é um museu a céu aberto. O melhor local para iniciar esta visita é a Noroeste, mais precisamente no Vaticano. O melhor transporte para ir até lá é de Metro. Embora seja sempre muito movimentado é o meio de deslocação mais rápido a partir de qualquer local da cidade.

    Descemos na estação de Ottaviano e saímos na Via com o mesmo nome. Seguimos em direcção ao Vaticano, são uns 10 minutos a pé (nas calmas). Passamos as muralhas e logo de seguida estamos às portas da Praça de São Pedro.

     

    Basílica de São Pedro

    Assim que se entra na Praça de São Pedro, somos apanhados com surpresa pela imponência da basílica, não fosse ela a maior igreja católica do mundo. A escadaria, as colunas, a majestosa fachada e sobretudo a cúpula de grandes dimensões desenhada por Michelangelo.

    A visita à basílica (e subida à cúpula) é gratuita, basta esperar alguns minutos na fila para poder entrar.

    Perto do Vaticano fica o Castelo de Sant’Angelo, uma fortificação de forma circular implantada junto ao rio Tibre e em frente à ponte com o mesmo nome – Ponte de Sant’Angelo – que liga o centro da cidade de Roma ao castelo.

    Ponte e Castelo de Santangelo
    Ponte e Castelo de Santangelo

    Atravessando a ponte entramos no Corso Vittorio Emanuele II. Nesta avenida fica a Chiesa Nuova ou Igreja de Santa Maria in Vallicella. É uma igreja barroca, a principal dos oratorianos, uma congregação religiosa de padres seculares fundada em 1561 por São Filipe Néri. Vale a pena visitar o seu interior, quer pela arquitectura, quer pelas pinturas de grandes artistas expostas.

    Continuando pelo Corso Vittorio Emanuele II e virando na Piazza di San Pantaleo (com a estátua de Marco Minghetti, primeiro-ministro de Itália no século XIX), pela Via Cuccagna vamos dar à Piazza Navona. Símbolo da Roma barroca, é uma das praças mais bonitas da cidade eterna.

    Piazza Navona

    Ao centro da praça fica a esplêndida Fontana dei Quattro Fiumi, de Bernini, ou a Fonte dos Quatro Rios. A fonte representa quatro grandes rios, de quatro continentes: o Nilo, o Ganges, o Rio da Prata e o Danúbio.

    Muito perto fica também a Piazza della Rotonda onde está o Panteão de Roma, uma das maiores e mais incríveis maravilhas da arquitectura romana.

    Panteão de Roma
    Panteão de Roma

    Caminhando para Este, pelas estreitas ruas, chegamos à Fontana di Trevi. Esta fonte, está literalmente encravada no meio do bairro de Trevi – localizada num espaço exíguo entre casas e ruas – é uma construção barroca muito bonita.

    Fontana di Trevi
    Fontana di Trevi

    É tradição lançar uma moeda para a Fontana e pedir um desejo. Esta tradição teve origem no filme “Three Coins in the Fountain” (em português, “A Fonte dos Desejos”) de 1954. Conta a história que, se atirar uma moeda por cima do ombro para dentro da fonte, regressará um dia a Roma. Se atirar duas, encontrará o amor da sua vida. Três moedas garantem que se case com um(a) romano(a).

    Mais a Sul fica o Altare della Pátria. O tamanho deste monumento impressiona. Construído em puro mármore branco, e inaugurado em 1911, é uma verdadeira homenagem a Vittorio Emanuele II, aquele que foi o primeiro rei de Itália, pai da pátria e da unificação da península Itálica.

    Altare della Pátria

    Logo atrás fica o Fórum Romano e o Mercado de Trajano, ruínas, vestígios e preciosidades arqueológicas onde é possível ver o Arco de Septímio Severo (século VII), as oito colunas que suportam o friso que ainda restam do templo de Saturno (ano de 497 a.C.), o templo de Antonino e Faustina, a basílica de Cosme e Damião dedicada aos dois irmãos, doutores, mártires e santos gregos (século II) entre muitos outros templos, igrejas, arcos e basílicas. Não deixe de ver a impressionante coluna de Trajano junto ao Forum.

    Continuando a via dei Fori, no centro do Fórum Romano chegamos àquele que é o símbolo de Roma e da Itália, o Coliseu de Roma.

    Coliseu de Roma

    Mandado construir pelo imperador Vespasiano em 72 d.C. e concluído em 80, servia de “estádio” de espetáculos, onde chegavam a haver demosntrações aquáticas com embarcações, podia receber até cerca de 90.000 pessoas.

    Vale a pena visitar o seu exterior e, nas proximidades, o arco de Constantino construído para comemorar a vitória de Constantino na Batalha da Ponte Mílvio, em 312 d.C.. Perto do Coliseu, caminhando para Sul, visite a arquibasílica de São João Latrão, a igreja-mãe de todas as igrejas católicas.

    Outro local que deve visitar é a famosa Praça de Espanha. A praça com a sua magnífica escadaria que sobe até à igreja Trinitá dei Monti é local de encontro de muitos turistas e locais.

    Praça de Espanha

    A Sul ainda pode ir até ao Campo dei Fiori, onde se faz um mercado de rua com produtos alimentares típicos italianos. Atravessando o rio está o bairro cosmopolita de Trastevere, um pitoresco bairro medieval onde está a Basílica de Santa Maria em Trastevere, uma das mais antigas da capital italiana.

     


    Como ir do aeroporto para o centro de Roma

    De qualquer um dos aeroportos, Fiumicino ou Ciampino a melhor alternativa de transporte é o autocarro que para numa das laterais do Termini (estação central de comboios) mesmo no centro da cidade.


    Onde comer

    Na estação Termini, mesmo no centro de Roma, existe um mercado onde se podem provar todas as especialidades de Itália a preços acessíveis, é o Il Mercato Centrale


    Onde ficar

    O melhor local para ficar alojado em Roma é entre a estação central, o Termini, e a basílica de Santa Maria Maior. Ao contrário do que se possa dizer e pensar, é uma área perfeitamente segura, além disso tem acessos e transportes para todo os pontos da cidade (para além de ser ponto de partida – a pé – para o Coliseu, Forum Romano, Santa Maria Maior, Quirinale, e muito mais).

  • Milão, mais do que um centro artístico

    Milão, mais do que um centro artístico

    Inadvertidamente, quem visita Milão, procura em primeiro lugar o Duomo, a majestosa Catedral de Milão situada no centro da cidade na Piazza del Duomo. A verdade seja dita, é um dos melhores sítios para começar uma visita por esta bonita cidade.

    Catedral de Milão, Duomo
    Catedral de Milão, Duomo

    Esta catedral gótica é monumental. Levou quase 500 anos a ser concluída, começou em 1386 (com o arcebispo Antonio da Saluzzo) e finalizou em 1813. Passou pelos Sforza, família governante de Milão, pelo Grande Cisma do Ocidente e por Napoleão, que invadiu o norte da Itália, e posteriormente mandou prosseguir com as obras do Duomo.

    Nave central da Catedral de Milão
    Nave central da Catedral de Milão

    A beleza e grandiosidade exterior é proporcional ao interior: cinco naves com uma altura que 45 metros, sustentadas por 40 grandes pilares. Vale a pena visitar o seu interior e se puder, suba ao telhado (tem que comprar bilhete, e as senhoras não podem ir com os ombros descobertos).

    Na mesma Piazza del Duomo ficam as icónicas Galerias Vittorio Emanuele. Construídas em 1865, são um centro comercial com lojas, restaurantes e um hotel, visita obrigatória dos turistas que procuram pelo melhor ângulo para a selfie.

    Galerias Victor Emanuele
    Galerias Victor Emanuele

    Atravessando as galerias saímos numa pequena praça (piazza della Scala) marcada no seu centro pela estátua de Leonardo Da Vinci, ladeada pelos seus ajudantes e numa das laterais do famoso Teatro della Scala.

    Estátua de Leonardo em Milão
    Estátua de Leonardo em Milão

    Caminhando por entre as ruas, chegamos ao Castelo Sforzesco. Um grande castelo-fortaleza, construído em terracota no século XIV, transformado mais tarde num palácio ducal, foi residência dos Sforza, umas das famílias reinantes do ducado de Milão. Hoje alberga alguns museus.

    Castelo Sforzesco
    Castelo Sforzesco

    Entre Castelo Sforzesco e o Arco da Paz fica o parque Giardini Pubblici di Porta Venezia, um jardim onde os milaneses aproveitam as tardes de sol para passear em família.

    Fontana di Piazza
    Fontana di Piazza

    Basta cruzar algumas ruas e chegamos à Basílica de Santa Maria delle Grazie, criado por Donato Bramante. Faz parte do complexo o convento da Ordem Dominicana, mandado construir por Francesco Sforza no mesmo lugar onde estava a pequena capela de Santa Maria da Graça. Esta igreja é ainda mais especial por albergar a Última Ceia, o famoso afresco que Leonardo Da Vinci pintou em 1496. Convém reservar bilhete de entrada com alguma antecedência.

    Basílica de Santa Maria delle Grazie
    Basílica de Santa Maria delle Grazie

    Mas Milão não é só o centro. Mais a sul situam-se os canais do bairro de Navigli, outrora utilizados como vias de comunicação sobretudo para transporte de mercadorias.

     

    Como se deslocar na cidade

    O Metro é sem dúvida o melhor meio de transporte para nos deslocarmos para todos os lugares de Milão.

  • Sanremo, o charme mistura-se com o pitoresco

    Sanremo, o charme mistura-se com o pitoresco

    Quando ouvimos falar de “Sanremo”, traz-nos à memória (pelo menos a algumas gerações) de forma quase instantânea os Jogos Sem Fronteiras. Outras gerações associarão a cidade ao Festival de Sanremo (festival da canção italiana) ou ao seu casino. Mas esta pitoresca cidade é mais do que isso.

    A nossa passagem por Sanremo foi breve, mas valeu a pena.

    Baixa de Sanremo
    Baixa de Sanremo

    Á procura de um local para jantar, sem referência alguma, e depois de nos termos alojado num pequeno bairro na encosta, começamos a descer em direcção à baixa da cidade e chegamos ao largo di San Siro. Aqui deparamo-nos com o mais genuíno das ruas e ruelas de Sanremo. Acabamos por jantar ali mesmo, numa esplanada, com vista privilegiada para uma peça de teatro que estava nesse momento a decorrer na praça.

    Zona histórica de Sanremo
    Zona histórica de Sanremo

    Mesmo atrás de nós, a basílica de San Siro, uma igreja do século XII, é o edifício religioso mais antigo da cidade.

    Basílica de San Siro
    Basílica de San Siro

    No dia seguinte, logo pela manhã, fomos em direcção à praça Eroi Sanremesi, uma azáfama no transito como não podia deixar de ser, até porque ali existe um mercado de rua. Dali fomos até à marginal.

    A marginal é uma mistura de “chique” com tradicional. De um lado o  Forte Santa Tecla, do outro a azáfama turística que envolve a zona do Casino de Sanremo. Depois temos o Porto Vecchio, com barcos tradicionais de pescadores e um pequeno mercado de peixe fresco (e é mesmo fresco!), mesmo ao lado, a marina com grandes iates e barcos de luxo.

    Barcos de pesca no porto Vecchio
    Barcos de pesca no porto Vecchio

    No alto de uma colina, avista-se a igreja de Santa Madonna della Costa, fundada entre os séculos XIV e XV.

    Igreja de Santa Madonna della Costa
    Igreja de Santa Madonna della Costa

    Vale a pena visitar também a igreja do Cristo Salvador.

    Embora a visita tenha sido breve, valeu a pena sem dúvida. Um local para conhecer uma outra vez, dessa vez com mais tempo.

  • Veneza, a sereníssima cidade dos doges

    Veneza, a sereníssima cidade dos doges

    Veneza é uma daquelas cidades saída de um conto mágico. A cidade dos doges nasceu num aglomerado de ilhas, separadas por canais, no meio da lagoa de Veneza, alimentada pelas águas do mar Adriático.

    Mais de 30 milhões de turistas passam por Veneza durante o ano e as restrições começam a aumentar para quem visita esta cidade. Os navios de cruzeiro deixaram de atracar no centro histórico, é proibido comer ou sentar na rua (pelo menos ao pé dos principais monumento e praças) e os comerciantes locais abriram guerra contra a bijuteria estrangeira vendida na cidade.

    Mas ao contrário daquilo que se ouve dizer, Veneza não é uma cidade suja, tão pouco cheira mal (pelo menos quando lá estivemos). Mesmo a transbordar de turistas vale a pena visitar esta cidade, basta abstrairmo-nos disso.

    Gondola em Veneza
    Gondola em Veneza

    Chegámos de comboio, e mesmo em frente à estação de Santa Luzia, do outro lado do Grande Canal, vislumbramos a cúpula da igreja de San Simeone Piccolo. Atravessamos a Ponte dos Descalços e começamos a andar em direcção ao Sul penetrando no aglomerado de ilhas e casas, atravessando os muitos canais que vão sendo percorridos por gôndolas.

    Igreja de San Simeone Piccolo
    Igreja de San Simeone Piccolo

     

    Gondola em Veneza
    Gôndolas em Veneza

    Entre tantas pontes, a ponte de Rialto é uma das mais antigas e famosas. Atravessa o Grande Canal e foi durante muito tempo a única ligação entre as duas margens desta via fluvial. Ao atravessar a ponte existem de cada lado pequenas lojas de lembranças.

    Ponte de Rialto
    Ponte de Rialto

    Numa das margens da ponte encontramos o Mercado de Rialto, numa praça, mesmo em frente à igreja de San Giacomo, ganha mais cor no verão com as frutas e vegetais frescos.

    Chegamos à magnífica Praça de São Marcos, apelidada noutros tempos de  “O mais belo salão da Europa”. Na sua “cabeceira” a basílica de São Marcos, um dos melhores exemplos de arquitectura bizantina, começada a construir no século IX.

    Ao lado da basílica fica o gótico Palácio dos Doges ou Palácio Ducal que em outros tempos servia de sede dos doges de Veneza.

    Praça e Basílica de São Marcos
    Praça e Basílica de São Marcos

    Ainda na praça podemos ver o Campanário de São Marcos, com quase 100 metros de altura, a Antiga Procuradoria, a Ala Napoleónica, a Nova Procuradoria, o Museu Correr e a Biblioteca Marciana, uma das maiores de Itália. Mesmo em frente à praça, do outro lado do canal (Bacino di San Marco) está a basílica e mosteiro de São Jorge Maior construídos em finais do século XVI.

    Basílica e mosteiro de São Jorge Maior
    Basílica e mosteiro de São Jorge Maior

    Mas Veneza é mais do que as praças ou basílicas mais famosas. Serpentear as ruas da cidade, saindo dos trajectos normais do turismo revela-se no melhor. O Campo di San Polo por exemplo, antigamente coberto de pasto para o gado e com alguma agricultura, hoje é uma das maiores praças da cidade a seguir à de São Marcos, vale a pena passar por lá.

    Campo di San Polo
    Campo di San Polo, Veneza

    Não muito longe do Campo San Polo fica a magnífica basílica de Santa Maria Gloriosa dei Frari. Uma igreja muito discreta por fora mas que por dentro impressiona pela sua majestosa imponência e coleção de pinturas e esculturas (infelizmente não se pode fotografar por dentro).

    basílica de Santa Maria Gloriosa dei Frari
    Basílica de Santa Maria Gloriosa dei Frari

    Não é preciso andar muito, logo atrás, está a igreja de São Roque e mesmo ao seu lado o Museu Leonardo da Vinci. Desvie caminho e vá até ao Campo di san Tomá, onde se situa a igreja, do século X, consagrada a São Tomás (o apóstolo) ou até um “beco” cuja única saída é por uma gôndola. É interessante ouvir os gondoleiros falarem entre eles o dialeto veneto!

    Veneza é muito mais, é mais do que uma multidão de turistas, é muito mais do que a Praça de São Marcos.

     

    Como chegar

    Do aeroporto Marco Polo para Veneza pode utilizar o Aerobus que liga o aeroporto ao terminal de autocarros da Piazzale Roma. A viagem demora entre 20 e 25 minutos.

    Se estiver em Mestre, vindo por terra, a melhor forma de chegar a Veneza é de comboio, deixar o carro em Mestre. Assim que chegamos a Veneza, na estação, deparamo-nos no lado esquerdo com a Ponte degli Scalzi (Ponte dos Descalços). O preço é de 1.25€ a partir da estação Mestre-Veneza.

  • Percorrer Verona, a encantadora cidade de Romeu e Julieta

    Percorrer Verona, a encantadora cidade de Romeu e Julieta

    Palco do romance de Shakespeare, Romeu e Julieta,  Verona é muito mais do que isso, é uma cidade que cativa pelas suas casas, vielas, pontes, monumentos e a vida que pulsa nas ruas, é um encanto.

    A cidade não é muito grande e o centro histórico visita-se bem a pé.

    Começamos a nossa visita pelo centro, na praça Brá, onde se situa a Arena de Verona, construída algures entre os séculos I e III, hoje alberga grandes espetáculos de ópera (e não só). No dia em que estivemos em Verona iria decorre a ópera Aida.

    Arena de Verona
    Arena de Verona

    Se estivermos de frente para a Arena, temos nas nossas costas a porta della Brá e os edifícios da biblioteca e Comuna de Verona, cada um deles de épocas diferentes, mas belíssimos exemplares arquitectónicos.

    Daqui podemos penetrar no centro. Pelas estreitas ruas vamos entrando na parte mais antiga e chegamos à Piazza Erbe onde desfrutamos de um mercado de rua. Muita fruta e produtos hortícolas frescos, especiarias e algumas especialidades gastronómicas.

    Piazza Erbe
    Piazza Erbe em Verona

    Aqui perto fica a casa de Julieta (do romance). Num pequeno pátio vê-se a casa (do século XIII) e a varanda onde Julieta chorava pelo seu amado Romeu. Cá em baixo, uma estátua de Julieta. Diz a tradição que quem passar a mão pelos seus seios voltará a Verona.

    Casa de Julieta
    Casa de Julieta

    Mesmo ao lado da Piazza Erbe fica a Piazza dei Signori onde, no seu centro, se enaltece a estátua de Dante Alighieri. Aqui estão os palácios da Câmara de Verona, do Consignorio e Loggia del Consiglio. Por uma das ruas laterais acede-se aos imponentes túmulos medievais dos Scaligeri, que governaram a cidade entre 1260 e 1387.

    Túmulos medievais dos Scaligeri
    Túmulos medievais dos Scaligeri

    Depois resolvemos ir em direcção ao rio Ádige. Pelo caminho passamos pelo Jardim da Independência, onde está a estátua de Garibaldi, uma das figuras maiores da reunificação italiana, e fomos dar à ponte nova de onde se tem uma vista magnífica para a Verona este.

    Rio Ádige em Verona
    Rio Ádige em Verona

    Ainda no centro pode visitar-te a igreja de San Fermo Maggiore, um belíssimo templo medieval, e a Porta da Citadela.

    O encanto de Verona estende-se fora do seu centro histórico. Há muito mais para ver. O Castel Vechio, construído nas margens do rio no ano de 1354 ou as portas da cidade são alguns dos exemplos.

     

  • Basílica de São João Latrão, Roma

    Basílica de São João Latrão, Roma

    Ao contrário do que se possa pensar, a arquibasílica de São João Latrão ou basílica di San Giovanni in Laterano  é a “igreja-mãe” de todas as igrejas católicas romanas do mundo, e não a basílica de S. Pedro no Vaticano.

    Tal como a basílica de São Pedro, a de Santa Maria Maior e a de São Paulo Extramuros (a Sul de Roma) é uma das 4 basílicas papais em Roma e a mais antiga.

    Arquibasílica de São João Latrão

    Situa-se a Sudeste de Roma, junto à porta Asinaria da muralha de Aurelio.

    Apesar da sua importância é um monumento com poucos turistas (ao contrário das multidões da basílica de S.Pedro), talvez por não ser um ícone da cidade o que contrasta com a sua magnificência exterior e interior.

    Foi no palácio de Latrão, anexo à basílica que foi assinado o tratado de Latrão entre o Reino de Itália e a Santa Sé, dando o reconhecimento de total da soberania da Santa Sé no estado do Vaticano entre outros.

    No interior da basílica, para além da grandiosidade da nave central, destaca-se logo o magnífico baldaquino, do século XIII, no centro do templo, projectado por Giovanni di Stefano.

    Baldaquino
    Baldaquino

    Magníficos são também os tectos decorados com baixos relevos e o abside decorado com mosaicos que representam cenas religiosas. Sobressai-se muito, em toda a basílica, a cor dourada.

    Abside da basílica
    Abside da basílica

    Podemos ver também o túmulo do papa Leão XIII, o último papa a ser sepultado fora da Basílica de S.Pedro.

    No exterior, no átrio da entrada principal, podemos ver a estátua do imperador Constantino que originalmente estava nas termas de Constantino.

    Atrás da Basílica, na Piazza San Giovanni in Laterano, mesmo em frente à entrada do palácio está o obelisco egípcio (obelisco Laterano) do séc. 15 a.C., fazendo dele um dos obeliscos mais antigos do mundo.

    Obelisco Laterano
    Obelisco Laterano

    É também possível ver, no exterior da basílica, o batistério de Latrão onde teria sido batizado Constantino I e a Escada Santa (Scala Sancta).

    Esta escadaria com 28 degraus de mármore emoldurados a madeira, leva-nos à capela pessoal dos primeiros papas (capela de São Lourenço), instalada num edifício do outro lado da rua, mesmo em frente à basílica, uma das propriedades extraterritoriais da Santa Sé. Segundo a tradição, estes são os degraus transladados de Jerusalém para o Palácio Laterano no séc. IV, que levaram Jesus até ao seu julgamento final. Em 1589 o papa Sisto V recolou-os para a posição actual em frente à antiga capela palatina.

    Os peregrinos devotos sobem esta escadaria de joelhos.

    Escada que dá acesso à capela dos papas (ao lado da Scala Sancta)

    A basílica de S. João Latrão é uma das mais bonitas de Roma.

     

    Basílica da Santa Cruz em Jerusalém

    Muito perto fica a basílica da Santa Cruz em Jerusalém, e o nome não é engano, é mesmo “em” Jerusalém. Quando da sua construção no ano 325 a imperatriz Santa Helena, mãe do imperador Constantino I, mandou trazer terra de Jerusalém para que sobre ela fosse construída esta igreja que iria albergar as relíquias (da crucificação) trazidas da Santa Terra: dois espinhos da coroa de Cristo, um dos pregos da cruz e pedaços da cruz.

    Basílica de Santa Cruz em Jerusalém

    Hoje ainda é possível ver estas relíquias numa capela – Cappella delle Reliquie – dentro da basílica.

     

  • Descobrir a Roma de Bernini

    Descobrir a Roma de Bernini

    Uma das vertentes que muito nos leva a escolher os locais que visitamos é a história e a arte, conhecer a história e seguir o rasto da arte é um bom motivo para conhecer os locais. Roma, é sem dúvida, um dos destinos com mais para dar nestas duas vertentes.

    Uma das figuras que admiramos é Gian Lorenzo Bernini (ou simplesmente Bernini), um artista do barroco italiano que se revelou um génio da escultura. Na nossa opinião, nenhum outro artista deixou uma marca tão forte em Roma.

    Para conhecermos a sua obra e simultaneamente fazermos uma visita por Roma sugerimos o percurso que se segue.

    Mapa
    Roma de Bernini

    Baldaquino (basílica de São Pedro)

    Começamos no Vaticano (ponto mais à esquerda no mapa), mais precisamente na basílica de São Pedro, onde Bernini criou o magnífico Baldaquino que tão harmoniosamente preenche o vazio por baixo da grandiosa cúpula de Michelangelo.

    Baldaquino de Bernini

    A primeira obra de Bernini na basílica de São Pedro é impressionante quer pelo tamanho quer pela beleza. Sobre o túmulo de São Pedro, com cerca de 30 metros de altura, em bronze, quatro colunas torcidas suportam o baldaquino encomendado pelo papa Urbano VIII (Barberini).

     

    Colunata (praça de São Pedro)

    Ainda no Vaticano, a colunata é o conjunto de 284 colunas que “abraça” a praça de São Pedro e que suportam uma grande estrutura ao estilo clássico na qual foram colocadas 140 estátuas de santos.

    Colunata de Bernini
    Colunata de Bernini

    A colunata, com quatro filas de colunas, foi projectada de modo que, vista a partir do centro da elipse (indicado no pavimento por uma pedra circular rodeada por um anel de mármore), pareça ter apenas uma única fila de colunas.

    No fundo, ao projectar a colunata, Bernini fez também a praça de São Pedro onde colocou no centro uma fonte.

     

    Anjos (ponte e castelo de Sant’Angelo)

    Começamos pelo castelo onde a estátua em bronze que o encima, embora tenha sido esculpida por Pierre van Verschaffelt (escultor flamengo), foi projectada por Bernini.

    Na ponte de Sant’Angelo, logo em frente ao castelo, a obra do artista tem muito mais expressão. Catorze estátuas de anjos, encomendadas pelo papa Clemente IX em 1669, que representam a Paixão de Cristo, ornamentam a ponte.

    Ponte de Santangelo
    Ponte de Sant’Angelo

    Posteriormente os originais de alguns destes anjos foram levados para a igreja de Sant’Andrea della Fratte (em Roma) tendo ficado na ponte cópias, como é o caso do anjo da coroa de espinhos.

     

    Fontana dei Quattro Fiumi (piazza Navona)

    No centro da piazza Navona está a monumental fontana dei Quattro Fiumi, esculpida entre 1648 e 1651 e encomendada pelo papa Inocêncio X. A escultura representa quatro grandes rios, personificados em gigantes, de quatro continentes: o Nilo na África, o Ganges na Ásia, o rio da Prata na América, e o Danúbio na Europa.

    Fontana dei Quattro Fiumi
    Fontana dei Quattro Fiumi

    Apesar do tamanho, Bernini consegue juntar harmoniosamente o conjunto sólido de pedra e mármore com a leveza das águas que caem.

    No topo da fonte/escultura foi colocado o  obelisco egípcio Agonal.

    Também no lado Sul da praça está a fontana del Moro, ou fonte do Mouro, criada por Giacomo della Porta e posteriormente aperfeiçoada por Bernini que lhe acrescentou o mouro no centro da fonte.

     

    Elefante do obelisco (piazza della Minerva)

    Numa das ruas laterais do Panteão, atrás, na piazza della Minerva,  encontramos uma escultura de um elefante suportando um obelisco egípcio.

    Elefante do obelisco
    Elefante do obelisco

    Esta obra, embora esculpida por Ercole Ferrata, foi projectada por Bernini e é um exemplo da habilidade criativa do artista. A representação do elefante não foi escolha do acaso. É um antigo símbolo da inteligência e piedade, e nesta obra representa a personificação das virtudes com que os cristãos podem alcançar a verdadeira sabedoria.

     

    Fonte do Tritão (piazza Barberini)

    Na piazza Barberini está a fonte do Tritão (fontana del Tritone), mandada erguer pelo papa Urbano VIII (Barberini) para que ornamentasse o espaço defronte do palácio da sua família (palácio Barberini).

    Fonte do Tritão
    Fonte do Tritão

    Esta fonte representa o mítico deus Tritão, um dos filhos de Neptuno, ajoelhado, suspenso por quatro golfinhos, enquanto bebe água que jorra de um búzio/concha.

    Um pouco mais escondida e menos expressiva, numa das esquinas da praça, está a Fontana delle Api (fonte das Abelhas) também de Bernini.

     

    Escadaria (palácio Barberini)

    Como dissemos atrás, próximo da fonte do Tritão fica o palácio Barberini, hoje uma galeria ou museu de arte.

    Embora o palácio apenas tenha sido terminado por Bernini tem uma magnífica escadaria criada pelo artista que dá acesso ao andar nobre, a mesma função de outra escadaria criada pelo seu rival Borromini como que numa disputa de talento.

     

    Extase de Santa Teresa (igreja de Santa Maria della Vittoria)

    Na igreja de Santa Maria della Vittoria está uma das esculturas que melhor mostra a eloquência do artista: a escultura do extase de Santa Teresa.

    Extase de Santa Teresa
    Extase de Santa Teresa (Wikimedia Commons)

    Santa Teresa, então freira Teresa D’Avila,  teve a visão de um anjo que lhe crava uma seta de ouro no coração, simbolizando este facto o amor e devoção que Santa Teresa tinha por Deus. Este amor é expresso numa convulsão mista de dor e ao mesmo tempo prazer.

    Bernini representa este extase na escultura carregando-a, de uma forma única, de drama, emoção e movimento.

     

    Rapto de Proserpina (galleria Borghese)

    Do mito romano (ver abaixo), que também é grego, nasceu esta bela escultura. Esta obra está na galleria Borghese, nos jardins da vila Borghese (ponto a norte do mapa). Como na maior parte das suas esculturas também esta mostra o pormenor com que projectava e criava as suas obras-primas.

    São notáveis os detalhes, Proserpina a empurrar a cabeça de Plutão enquanto este aperta a pele de Proserpina para tentar imobilizá-la.

    Rapto de Proserpina
    Rapto de Proserpina (Wikimedia Commons)

    Nesta galeria/museu estão também outras obras de Bernini como é o caso da escultura de Apolo e Dafne.

     

    Escadaria helicoidal (basílica de Santa Maria Maior)

    Esta escadaria, assim como a Sala dos Papas a partir da qual acedemos às escadas, só estão abertas alguns dias por ano. Tivemos a sorte de poder visitar.

    Escadaria em Santa Maria Maior
    Escadaria em Santa Maria Maior

    Esta escadaria foi projectada e construída por Bernini quando tinha apenas 23 anos, o que a torna ainda mais especial. Embora à primeira vista, nada salta a atenção, na verdade esta tem características muito especiais do ponto de vista técnico.

    No centro da escada não existe eixo onde os degraus se possam apoiar. Para compensar o peso dos degraus Bernini usou duas técnicas: encastrou os degraus nas paredes do edifício e inclinou-os de forma quase imperceptível para a frente fazendo com que o peso do corpo humano fique na ponta do degrau e não no meio.

    É isto que a torna tão especial, um artista tão jovem consegue projectar uma obra com pormenores tão peculiares.

    Nesta basílica terminamos a nossa visita a Roma e, mais particularmente, à obra de Bernini. Curiosamente é nesta igreja que o seu corpo se encontra sepultado. Foi também numa das ruas laterais da basílica onde Bernini viveu com o seu pai, também escultor, Pietro Bernini.

     

    Nota: Neste texto apenas são descritas as obras que consideramos mais expressivas e que a nós mais nos impressionam, quer pela sua beleza quer, simplesmente, pela sua técnica. Existem muitas outras que podem ser vistas e visitadas em Roma.

     

     

  • Il Duomo de Florença, catedral de Santa Maria del Fiore

    Il Duomo de Florença, catedral de Santa Maria del Fiore

    A catedral de Santa Maria del Fiore ou o Duomo de Florença é uma das maiores obras-primas góticas e do início do renascimento.

    A sua cúpula, com mais de 100 metros de altura, é uma obra colossal e ainda há bem pouco tempo a sua construção era um mistério.

    Para fazer a visita ao interior da basílica tivemos de seguir uma fila, não muito demorada. Logo à partida ficamos desiludidos com o interior. O exterior da igreja contrasta com o aspecto despido e escuro do interior mas logo se muda de ideias quando se está por baixo da cúpula e nos começamos a aperceber dos pormenores.

    Cupula
    Cúpula

    Nós não o fizemos, mas poderá subir à cúpula e contemplar a vista sobre Florença.

    Altar
    Altar-mor da basílica

    Um pouco de história

    O início da sua construção data de 1296, com a supervisão de Giotto, sobre as antigas fundações da catedral de Santa Reparada. Para que a basílica chegasse ao que conhecemos hoje passaram cerca de seis séculos, tendo começado no século XII e finalizada apenas no século XIX com a conclusão da sua fachada.

    Basílica de Santa Maria del Fiore
    Basílica de Santa Maria del Fiore

    Uma das fazes mais complexas na sua construção foi a da enorme cúpula. Foi projectada pelo relojoeiro Filippo Brunelleschi que num golpe de génio conseguiu encaixar o duomo na enorme base octogonal irregular (pois as dimensões não estavam uniformes).

    Fora da basílica pode ainda visitar-se o campanário de Giotto e o batistério de São João.

    Batistério de São João
    Batistério de São João
  • Florença, berço do renascimento

    Florença, berço do renascimento

    Por mais que se queira contornar o facto, Florença é o berço do renascimento e isso sente-se em toda a cidade. Assim como se sente Da Vinci, Michelangelo, Dante, Giotto, Boticelli, Américo Vespúcio (explorador), Donatello, e a indissociável família Medici.

    O melhor meio para se deslocar para Florença é de comboio (ou avião), conselho: nunca o faça de carro!! experimentamos e a experiência não foi muito boa.

    Pormenores à parte, a cidade é magnífica.

    Na margem Sul do rio Arno pode visitar o Palácio Pitti, um palácio originalmente construído no ano de 1458 que entretanto sofreu algumas alterações ao longo dos anos. Hoje apresenta uma traça renascentista. Atrás deste palácio é possível ver também os jardins de Boboli. As visitas, tanto ao palácio como aos jardins são pagas.

    Palácio Pitti
    Palácio Pitti

    Continuando na mesma margem do rio visitamos a basílica do Espírito Santo. Mesmo à sua frente realiza-se um mercado de rua com produtos agrícolas que alguns produtores vendem (directamente).

    Embora por fora seja uma igreja simples, vale a pena entrar. Desenhada por Filippo Brunelleschi, tem no seu interior muitas obras de arte de vários artistas da Toscana.

    Basílica do Espírito Santo
    Basílica do Espírito Santo, Florença

    Caminhando para a margem Norte vamos passando pelas bonitas ruas medievais/renascentistas. Atravessamos pela Ponte Vecchio, a ponte medieval (na foto de capa), símbolo de Florença, repleta de lojas de joalharia, artistas de rua e muita gente.

    Seguindo sempre em frente vamos dar ao mercado do Porcellino. Um mercado de rua, debaixo de um conjunto de arcadas onde se encontra uma estátua de bronze (o Porcellino) de um javali que, segundo reza a lenda se lhe esfregar-mos o focinho darnos-à sorte.

    Porcellino
    Porcellino

    Um pouco antes de chegar ao mercado do Porcellino, virando na rua anterior à direita vamos dar ao Palácio Vecchio (Palazzo Vecchio) na praça de La Signoria.

    Palacio Vecchio
    Palacio Vecchio

    Neste palácio funcionou durante quase toda a renascença a Sinhoria, nome dado ao governo da República de Florença. É possível visitar o esplendoroso palácio, destacando-se o salão dos Quinhentos , a sala dos Mapas ou a Sala dos Lírios entre outros espaços.

    Em frente à porta principal do palácio estão as esculturas de Hércules e Caco (de Baccio Bandinelli) e a de David (de Michelangelo).

    Estátua de David
    Estátua de David

    Andar nas ruas de Florença é como andar na mesma cidade nos séculos XV e XVI. Tudo é antigo. Em cada rua, esquina ou beco há motivos para parar e vislumbrar.

    Um pouco mais a Norte fica a basílica de Santa Maria del Fiore com o seu impressionante Duomo (cúpula).

    Basílica de Santa Maria del Fiore
    Basílica de Santa Maria del Fiore

    Continuando na mesma direcção não deixe de visitar a basílica de S.Lourenço onde se situa a capela dos Medici. Aproveite e saboreie as muitas especialidades gastronómicas no mercado de S.Lourenço.

    Florença