Autor: nosporai

  • Comprei um drone, e agora? Regras de utilização

    Comprei um drone, e agora? Regras de utilização

    Os drones podem dar-nos uma perspectiva completamente diferente dos lugares para onde viajamos e cada vez mais, viajantes (e não só) optam por  levar um drone na sua bagagem.

    Este artigo tem como objectivo clarificar questões legais: o que podemos fazer, como e onde podemos fazer e quais as melhores práticas antes de utilizar uma destas aeronaves.

    Atenção, estas dicas são aplicáveis apenas em Portugal.

    Para regulamentar o crescente aumento do número de drones nos céus de Portugal a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) criou algumas novas regras para estas aeronaves, e para melhor clarificar e sensibilizar os utilizadores de drones criou o site Voa na Boa que contem toda a informação necessária a esta prática.

    Abaixo estão as principais regras de utilização dos drones (não dispensa a consulta do site):

    Código drone
    Código drone – www.voanaboa.pt

     

    O registo do drone é obrigatório?

    É obrigatório o registo de todos os pilotos e drones, cujo peso da aeronave esteja acima das 250g, e/ou faça captação de imagens (e outros dados).

    Para se registar, aceda ao site da Autoridade Aeronáutica Nacional – AAN e registe-se. De seguida receberá um mail de confirmação de registo com uma declaração que deverá assinar e enviar, no prazo de 10 dias, para a morada indicada.

    Depois da validação da declaração pelas autoridades receberá novo email com a confirmação. Confirmado o registo poderá começar a fazer os pedidos de autorização de voos no mesmo site da AAN.

    Deve registar-se também na ANAC (Autoridade Nacional de Aviação Civil).

    Devo fazer formação?

    A formação de pilotos remotos nas subcategorias A1, A2 e A3, da categoria aberta, é obrigatória em Portugal desde 31 de agosto de 2021.

    Para fazer a formação deverá aceder ao site da ANAC e, dependendo da subcategoria fará o exame presencialmente ou online.

    Tenho de pedir sempre autorização para voar com o meu drone?

    O pedido de autorização para todos os voos é obrigatória em Portugal se o drone estiver dentro dos pressupostos da resposta anterior. Este pedido de autorização também é feito no site da AAN. É muito simples, tenha apenas em atenção que o pedido poderá não estar disponível para as próximas 48 horas (ou mais), faça os pedidos com alguns dias de antecedência.

    Atenção, o pedido de autorização de voo à AAN não dispensa a obtenção de autorizações ou pareceres de outras entidades como o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (no caso de voos em áreas protegidas ou parques naturais) ou a Comissão Nacional de Protecção de Dados (no caso de captação de imagens de pessoas ou edifícios) dependendo do propósito ou localização do voo. No caso das áreas protegidas o sobrevoo das mesmas e registo de imagens é proibida, excepto se for para fins científicos ou de protecção ambiental.

    Convém também consultar as áreas temporariamente proibidas no site da AAN.

    Se viajar para o estrangeiro deve sempre consultar as autoridades desse país, neste artigo tem algumas informações de alguns países (para as categorias A1-A3).

    Sou obrigado a ter seguro?

    O seguro de responsabilidade civil é obrigatório para drones cujo peso seja superior a 900g (Decreto-Lei n.º 58/2018).

    E em outros países?

    Dependendo do país, mesmo dentro da União Europeia, existem regras específicas. Nesta página poderá consultar regras para alguns países.

     

    ENGLISH version

  • A importância das Zonas Húmidas

    A importância das Zonas Húmidas

    As zonas húmidas são dos habitats mais sensíveis e produtivos do mundo. Cada vez mais ameaçados e a desaparecerem, poderão desencadear uma sucessão de perdas ambientais que afectarão o futuro da humanidade. Preservá-los é imperativo!

    As zonas húmidas são todas as áreas alagadas, em permanência ou não, das quais fazem parte habitats tão diversificados como rios, estuários, lagos, turfeiras, charcos, mangais, oásis, recifes de coral, entre outros.

    Embora a designação de “Zonas Húmidas” possa passar ao lado de muitos de nós, estas áreas estão presentes na maior parte das viagens que fazemos, cá e lá fora. Quem nunca ficou deslumbrado com as paisagens dos campos de arroz em Bali (na Indonésia), com o os estuários do Sado ou do rio da Prata (na Argentina), com os canais de Veneza, com as lagoas na Serra da Estrela ou com a grande barreira de coral na Austrália.

    Lagoa da Candeeira, Serra da Estrela
    Lagoa da Candeeira, Serra da Estrela (fotografia de José Conde)

     

    Gondola em Veneza
    Canais de Veneza

    Se queremos continuar a visitar e a descobrir lugares como estes, alguma coisa terá de ser feita para os proteger, com urgência.

    Com vista à preservação destas zonas, que desde 1900 cerca de 64% já desapareceram em todo o mundo, foi criada, em 1971, a Convenção Ramsar cuja principal missão é “a conservação e utilização racional de todas as zonas húmidas através de acções locais e nacionais e cooperação internacional”.

    Para despertar para os problemas e a necessidade de lhes dar atenção, em março, assinalou-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas um pouco por todo o mundo, Portugal não foi excepção.

    Estes ecossistemas são dos mais produtivos e com maior biodiversidade, sendo habitats fundamentais para a preservação de espécies ameaçadas, servindo de abrigo, áreas de alimentação para aves migratórias e outras espécies, locais de desova e reprodução para peixes e anfíbios. Cerca de 40% de todas as espécies do mundo vivem ou reproduzem-se nestes ambientes.

    Estuário do Sado
    Estuário do Sado, Gâmbia

    A importância das zonas húmidas nas nossas vidas é muito maior do que muitos de nós imagina. Armazenam 30% do carbono terrestre, combatendo desta forma o efeito de estufa – as turfeiras armazenam duas vezes mais carbono do que as florestas, purificam a água, de forma natural, retendo substâncias poluentes que acabam por se transformar em elementos inofensivos, água esta, utilizada depois na agricultura e para consumo humano. Protegem-nos contra as inundações, cada hectare de pântano pode absorver cerca de 171 milhões de litros de água das cheias. Os mangais reduzem o impacto das ondas marítimas causadas por tempestades prevenindo inundações na linha costeira.

    É urgente proteger estes habitats tão sensíveis que estão gravemente ameaçados pela invasão urbana, pela imparável poluição, agricultura intensiva, caça excessiva, pesca e turismo desenfreado. Mais de mil milhões de pessoas dependem das zonas húmidas.
    O futuro está nas nossas mãos!

     

    Foto de capa: Lagoacho das Favas, Serra da Estrela (fotografia gentilmente cedida por José Conde do CISE)

  • Belmonte, descobrir a terra do descobridor

    Belmonte, descobrir a terra do descobridor

    Nos nossos dias, ainda é fácil imaginar Belmonte na época do nascimento de Pedro Álvares Cabral (descobridor do Brasil), ruas estreitas e empedradas com casas em granito que iam dar ao castelo no cimo do monte, onde viviam os Senhores de Belmonte (e Manteigas), os Cabrais. Uma óptima oportunidade para viajar no tempo.

    Castelo de Belmonte
    Castelo de Belmonte

    Na parte cimeira da vila fica o castelo, mandado construir, quase no início da formação de Portugal, por D. Afonso III. Mais tarde, D. Afonso V (1446), doou o castelo a Fernão Cabral, pai de Pedro Alvares Cabral, para que construísse a sua residência. O castelo não é muito grande e tem uma casa que servia de aposento dos Cabrais.

    Logo em frente ao castelo podem visitar-se as ermidas do Calvário e de Santo António (ambas do século XIX) e no terreiro lateral da muralha – que pode ser avistado pela bonita janela manuelina do castelo – marcado por uma pequena torre com um sino, fica a igreja de Santiago, do século XV, que tem anexa, na parte traseira, o panteão dos Cabrais.

    Capela do Calvário
    Capela do Calvário e castelo

     

    Igreja de Santiago
    Igreja de Santiago

    Para qualquer lado do largo empedrado que decidirmos seguir é um bom roteiro. Para o lado da igreja vamos dar às ruas que nos levam ao actual centro da vila, para o lado oposto temos uma vista sobre a Cova da Beira.

    Belmonte é também conhecida pela sua comunidade judaica, de judeus sefarditas (a maior do país). A sinagoga fica perto do castelo, basta descer as sinuosas ruas atrás do mesmo e chegamos ao templo.

    Sinagoga de Belmonte
    Sinagoga de Belmonte

    Nos arredores de Belmonte, não muito longe, no Colmeal da Torre (na direcção da Guarda pela EN 18) podemos ainda visitar a torre Centum Cellas ou Torre de São Cornélio como era conhecida na zona, é um raro monumento atribuído à presença romana na região cuja sua origem e utilização ainda é um mistério.

    Centum Cellas
    Centum Cellas

    Vale a pena visitar o Museu dos Descobrimentos e o Museu Judaico de Belmonte.

  • A encantadora Rota das Faias

    A encantadora Rota das Faias

    Fazer a Rota das Faias é como entrar no cenário de um filme passado numa floresta encantada.

    Cogumelo na Rota das Faias
    Cogumelo na Rota das Faias

    Em todas as estações do ano este trilho é bonito, mas é no outono que tem maior encanto. As tonalidades das folhas das faias, carvalhos e castanheiros dão um colorido dourado ao percurso e encostas envolventes.

    Este trilho pode ser iniciado na Cruz das Jogadas – um cruzamento que nos leva ao Vale da Castanheira (em frente), ao Campo Romão (direcção das Penhas Douradas) ou à serra de São Lourenço (início do trilho) – é um circuito circular, não muito exigente, e como é curto (aprox. 6 km) podemos demorar mais tempo e usufruir melhor do momento e da natureza.

    Logo no início, optamos fazer a parte do trajecto que sobe e que nos leva ao ponto mais alto. Chegamos ao topo da serra de São Lourenço, encimada pela capela de São Lourenço. Daqui a vista para a vertente Este da montanha é magnífica, perde-se no horizonte. Lá em baixo as aldeias de Sameiro e Vale de Amoreira, ao fundo a serra da Bezerra.

    A capela de São Lourenço é guardiã desta montanha há mais de meio século, encerrando histórias e lendas que fazem parte da vida dos pastores da Estrela e das gentes de Manteigas que atravessavam a serra diariamente.

    Capela de São Lourenço
    Capela de São Lourenço

     

    Capela de São Lourenço
    Conta a história que os noivos de Manteigas vinham aqui passar a noite de núpcias. Quem os esperava e dava guarida era o eremita da capela. Assim que os noivos chegavam, depois de subirem toda a montanha a pé, o eremita acendia uma fogueira que avisava, quem estava na vila, que os noivos tinham chegado e estavam bem.

     

    Continuando no cume, chegamos ao posto de vigia. Daqui, a vista prolonga-se até Sul, e vislumbra-se Manteigas, as Penhas Douradas e o vale Glaciar do Zêzere até ao Maciço Central onde se conseguem distinguir os três cântaros, o Magro, o Gordo e o Raso.

    Posto de vigia
    Posto de vigia

     

    Manteigas vista de São Lourenço
    Manteigas vista de São Lourenço

    A descida começa aqui. Entramos nos bosques de faias, e algumas Pseudotsugas (pinheiros gigantes). As faias são as estrelas desta encosta, exibem folhas de várias tonalidades amarela e laranja que juntamente com a luz transformam o bosque num fabuloso cenário.

    Bosque de São Lourenço
    Bosque de São Lourenço

    Ao longo de todo o restante percurso vão aparecendo alguns carvalhos cujas folhas ficam com cores mais carregadas como que em competição com as restantes árvores.

    Faias de São Lourenço
    Faias de São Lourenço

     


    Como chegar lá

    Vindo de Manteigas, subimos em direcção às Penhas Douradas pela N232. Aproximadamente 4,5Km depois viramos, no cruzamento, em direcção ao Vale da Castanheira/Folgosinho. Paramos na primeira bifurcação (cruzamento) – Cruz das Jogadas.

    Vindo de Seia/Gouveia, passamos as Penhas Douradas pela N232 e viramos à esquerda no cruzamento, em direcção ao Vale da Castanheira/Folgosinho. Paramos na primeira bifurcação (cruzamento) – Cruz das Jogadas.

    Onde ficar

    A Casa do Cerro da Correia, a meio caminho entre o trilho e a vila de Manteigas é o local ideal para ficar hospedado. A hospitalidade e atenção da Inês e do Miguel, que não deixam nenhum detalhe ao acaso fazem-nos sentir como se estivéssemos na nossa casa. O ambiente da casa e sua envolvência são acolhedores. Vale a pena passar dias assim.

    PR13 MTG

    Tipo: Circular
    Extensão: 5,5 Km
    Dificuldade: Média
    Informações: Manteigas Trilhos Verdes

    Normas de conduta

  • Convento da Arrábida, o impressionante guardião da serra

    Convento da Arrábida, o impressionante guardião da serra

    À volta de uma lenda nasce um dos monumentos religiosos mais extraordinários do nosso país. O Convento da Arrábida, símbolo da harmonia entre a humanização da paisagem e a mãe natureza.

    Subimos a Arrábida em direcção do topo. De repente, a seguir a uma curva mais apertada, já no alto da serra, afigura-se numa das encostas um salpicado de casas brancas que se assomam no meio da vegetação. É o Convento de Nossa Senhora da Arrábida.

    Fundado em 1542 por Frei Martinho de Santa Maria, religioso castelhano da Ordem de São Francisco, a quem D. João de Lencastre, primeiro duque de Aveiro, cedeu as terras da Arrábida para que aqui pudesse fazer a sua vida eremita (juntamente com outros três freires).

    A visita começa no largo mesmo em frente ao memorial a São Pedro de Alcântara (um dos freires que juntamente com Martinho de Santa Maria vieram fundar o convento). Num mote aos caminhos labirínticos que iremos percorrer, a simpática guia sugere que escolhamos um dos lados do memorial para iniciarmos a visita.

    Memorial São Pedro de Alcântara
    Memorial São Pedro de Alcântara

    Do outro lado, depois de percorrermos um pequeno caminho e descermos algumas escadas chegamos à Igreja do Convento. Na sua fachada principal uma estátua original de um franciscano com toda a simbologia que marcava a vida destes religiosos.

    Igreja do Convento da Arrabida
    Igreja do Convento

    Entramos na igreja, é pequena, tal como eram todas as da mesma ordem. Por cima do altar-mor uma pintura que simboliza a lenda de Nossa Senhora da Arrábida e que de certa forma deu origem, 300 anos depois, a este convento. Seguimos por dentro da igreja, por corredores que fazem lembrar cavernas e saímos num pequeno terraço com uma magnífica vista para o Atlântico e toda a encosta da serra.

    Terraço do Convento da Arrábida
    Um dos terraços do Convento da Arrábida

    Continuamos pela encruzilhada de caminhos, escadas e corredores do Convento. Notam-se as várias intervenções feitas ao longo de mais de 500 anos. Em 1863 o Duque de Palmela comprou o convento e fez algumas construções e restaurações. Estas são visíveis nas decorações com pequenas rochas e conchas que ornamentam os arcos, as portas e os fontanários.

    Recantos do Convento da Arrábida
    Recantos do Convento da Arrábida

    Ao longo do percurso vamos entrando em pequenas capelas de oração, nas minúsculas celas que davam abrigo e permitiam o recolhimento dos frades. É interessante ver algumas pequenas levadas que fazem parte de um discreto sistema hidráulico bastante elaborado que aproveita a água das pequenas nascentes que brotam dentro do recinto do convento e da chuva, que serviam depois para o consumo pessoal e rega dos jardins e o hortas.

    Estas águas eram também aproveitadas no lavadouro ou na cozinha onde se confeccionavam as refeições e que ainda hoje podemos visitar. Ao lado da cozinha o refeitório e mais acima a biblioteca que possuía um espólio muito importante de edições que hoje, por questões de conservação, estão na Fundação Oriente.

    Perto da biblioteca está uma das poucas peças de valor a que os frades se permitiram ter. É o relógio de corda (do século XVIII) que ainda hoje funciona.

    Do convento fazem parte também as ermidas que se vêm mais acima na serra, mais acima, o chamado convento velho. São visíveis sete ermidas ao longo do cume que desce a encosta.

    Convento velho
    Convento velho

     

    O Convento da Arrábida fica a cerca de 20 Kms de Setúbal.

  • Forno da Lotta, porque Setúbal não é só peixe

    Forno da Lotta, porque Setúbal não é só peixe

    Fala-se na gastronomia de Setúbal e inevitavelmente vem-nos à memória o choco frito e o peixe assado. Mas no “Forno da Lotta” comem-se outras iguarias, Setúbal é muito mais do que peixe e choco frito.

    A poucos metros da doca dos pescadores (na rua Guilherme Gomes Fernandes, paralela à avenida da doca) fica o Forno da Lotta. Um acolhedor restaurante, gerido pela Sónia (na sala) e pelo Paulo (chefe de cozinha), que contrariaram a tendência dos pratos locais de peixe e juntaram à carta iguarias nacionais com um toque pessoal.

    Cozinha
    Cozinha

    O projecto começou há mais de 4 anos com o “Só Sónia”, um restaurante de peixe assado em plena Avenida Todi. Os dois resolveram juntar a paixão pela gastronomia e pelo bem servir e abriram este novo espaço.

    A decoração interior leva-nos aos tempos passados da cidade, com fotografias e objetos antigos que nos mostram as tradições e o quotidiano dos sadinos.

    Forno da Lotta
    Forno da Lotta

    Neste restaurante somos sempre bem recebidos, não só pela simpatia dos donos mas também pelos colaboradores que, muito amavelmente, nos fazem sentir à vontade e em casa.

    No Forno da Lotta somos surpreendidos por uma experiência gastronómica diferente. A par das boas pizzas romanas, de massa fina e bordas tostadas, este restaurante oferece-nos excelentes pratos de comida tradicional portuguesa.

    Para além dos tradicionais pratos de porco preto, arroz de marisco ou choco frito setubalense (sim, aqui também há!) vale a pena comer o excelente e delicioso Polvo à Lagareiro com batatas a murro ou a Massinha de Garoupa, é de comer e querer repetir.

    Polvo à Lagareiro
    Polvo à Lagareiro

    Os pratos de carne também são bem representados pela Costeleta de vitela do Açores, a Posta de vitela à Lagareiro e a posta de vitela à Forno.  Prepare-se porque as quantidade são sempre generosas!

    Bife
    Bife

    Não esquecendo as pizzas, estas também são excelentes, não ficando atrás das originais italianas. A Pizza Alentejana, é a nossa preferida. É romana mas os sabores são do Alentejo, com bom presunto nacional e rúcula.

    Aqui a gastronomia é saboreada num ambiente familiar, onde nos sentimos bem e o prazer de comer aumenta.

     

    Este espaço cumpre as regras de segurança e distanciamento.

  • Visitar Roma, a cidade eterna

    Visitar Roma, a cidade eterna

    “Viver faz todo o sentido, quando se conheceu Roma” (António Mega Ferreira)

    Roma é aquela viagem que queremos que nunca acabe. As pessoas, o movimento, as cores, as ruas, as pedras… em cada esquina e em cada canto se respira história, sente-se a arte e vive-se o esplendor imperial de outros tempos. Quanto mais conhecemos Roma mais nos apaixonamos por ela.

    Visitar Roma deve ser feito a pé. Esta cidade é um museu a céu aberto. O melhor local para iniciar esta visita é a Noroeste, mais precisamente no Vaticano. O melhor transporte para ir até lá é de Metro. Embora seja sempre muito movimentado é o meio de deslocação mais rápido a partir de qualquer local da cidade.

    Descemos na estação de Ottaviano e saímos na Via com o mesmo nome. Seguimos em direcção ao Vaticano, são uns 10 minutos a pé (nas calmas). Passamos as muralhas e logo de seguida estamos às portas da Praça de São Pedro.

     

    Basílica de São Pedro

    Assim que se entra na Praça de São Pedro, somos apanhados com surpresa pela imponência da basílica, não fosse ela a maior igreja católica do mundo. A escadaria, as colunas, a majestosa fachada e sobretudo a cúpula de grandes dimensões desenhada por Michelangelo.

    A visita à basílica (e subida à cúpula) é gratuita, basta esperar alguns minutos na fila para poder entrar.

    Perto do Vaticano fica o Castelo de Sant’Angelo, uma fortificação de forma circular implantada junto ao rio Tibre e em frente à ponte com o mesmo nome – Ponte de Sant’Angelo – que liga o centro da cidade de Roma ao castelo.

    Ponte e Castelo de Santangelo
    Ponte e Castelo de Santangelo

    Atravessando a ponte entramos no Corso Vittorio Emanuele II. Nesta avenida fica a Chiesa Nuova ou Igreja de Santa Maria in Vallicella. É uma igreja barroca, a principal dos oratorianos, uma congregação religiosa de padres seculares fundada em 1561 por São Filipe Néri. Vale a pena visitar o seu interior, quer pela arquitectura, quer pelas pinturas de grandes artistas expostas.

    Continuando pelo Corso Vittorio Emanuele II e virando na Piazza di San Pantaleo (com a estátua de Marco Minghetti, primeiro-ministro de Itália no século XIX), pela Via Cuccagna vamos dar à Piazza Navona. Símbolo da Roma barroca, é uma das praças mais bonitas da cidade eterna.

    Piazza Navona

    Ao centro da praça fica a esplêndida Fontana dei Quattro Fiumi, de Bernini, ou a Fonte dos Quatro Rios. A fonte representa quatro grandes rios, de quatro continentes: o Nilo, o Ganges, o Rio da Prata e o Danúbio.

    Muito perto fica também a Piazza della Rotonda onde está o Panteão de Roma, uma das maiores e mais incríveis maravilhas da arquitectura romana.

    Panteão de Roma
    Panteão de Roma

    Caminhando para Este, pelas estreitas ruas, chegamos à Fontana di Trevi. Esta fonte, está literalmente encravada no meio do bairro de Trevi – localizada num espaço exíguo entre casas e ruas – é uma construção barroca muito bonita.

    Fontana di Trevi
    Fontana di Trevi

    É tradição lançar uma moeda para a Fontana e pedir um desejo. Esta tradição teve origem no filme “Three Coins in the Fountain” (em português, “A Fonte dos Desejos”) de 1954. Conta a história que, se atirar uma moeda por cima do ombro para dentro da fonte, regressará um dia a Roma. Se atirar duas, encontrará o amor da sua vida. Três moedas garantem que se case com um(a) romano(a).

    Mais a Sul fica o Altare della Pátria. O tamanho deste monumento impressiona. Construído em puro mármore branco, e inaugurado em 1911, é uma verdadeira homenagem a Vittorio Emanuele II, aquele que foi o primeiro rei de Itália, pai da pátria e da unificação da península Itálica.

    Altare della Pátria

    Logo atrás fica o Fórum Romano e o Mercado de Trajano, ruínas, vestígios e preciosidades arqueológicas onde é possível ver o Arco de Septímio Severo (século VII), as oito colunas que suportam o friso que ainda restam do templo de Saturno (ano de 497 a.C.), o templo de Antonino e Faustina, a basílica de Cosme e Damião dedicada aos dois irmãos, doutores, mártires e santos gregos (século II) entre muitos outros templos, igrejas, arcos e basílicas. Não deixe de ver a impressionante coluna de Trajano junto ao Forum.

    Continuando a via dei Fori, no centro do Fórum Romano chegamos àquele que é o símbolo de Roma e da Itália, o Coliseu de Roma.

    Coliseu de Roma

    Mandado construir pelo imperador Vespasiano em 72 d.C. e concluído em 80, servia de “estádio” de espetáculos, onde chegavam a haver demosntrações aquáticas com embarcações, podia receber até cerca de 90.000 pessoas.

    Vale a pena visitar o seu exterior e, nas proximidades, o arco de Constantino construído para comemorar a vitória de Constantino na Batalha da Ponte Mílvio, em 312 d.C.. Perto do Coliseu, caminhando para Sul, visite a arquibasílica de São João Latrão, a igreja-mãe de todas as igrejas católicas.

    Outro local que deve visitar é a famosa Praça de Espanha. A praça com a sua magnífica escadaria que sobe até à igreja Trinitá dei Monti é local de encontro de muitos turistas e locais.

    Praça de Espanha

    A Sul ainda pode ir até ao Campo dei Fiori, onde se faz um mercado de rua com produtos alimentares típicos italianos. Atravessando o rio está o bairro cosmopolita de Trastevere, um pitoresco bairro medieval onde está a Basílica de Santa Maria em Trastevere, uma das mais antigas da capital italiana.

     


    Como ir do aeroporto para o centro de Roma

    De qualquer um dos aeroportos, Fiumicino ou Ciampino a melhor alternativa de transporte é o autocarro que para numa das laterais do Termini (estação central de comboios) mesmo no centro da cidade.


    Onde comer

    Na estação Termini, mesmo no centro de Roma, existe um mercado onde se podem provar todas as especialidades de Itália a preços acessíveis, é o Il Mercato Centrale


    Onde ficar

    O melhor local para ficar alojado em Roma é entre a estação central, o Termini, e a basílica de Santa Maria Maior. Ao contrário do que se possa dizer e pensar, é uma área perfeitamente segura, além disso tem acessos e transportes para todo os pontos da cidade (para além de ser ponto de partida – a pé – para o Coliseu, Forum Romano, Santa Maria Maior, Quirinale, e muito mais).

  • Trilho do Calhau da Cova em Sesimbra

    Trilho do Calhau da Cova em Sesimbra

    Este trilho surpreende pela beleza enaltecida pela elevada inclinação das ravinas por onde passa. O percurso dá-nos a oportunidade de descermos às falésias onde antigamente os pescadores arriscavam a sua vida para tirarem do mar o seu sustento.

    Percurso do Calhau Cova
    Percurso do Calhau Cova

    O trajecto é linear, no entanto no regresso podem fazer-se algumas variantes no percurso sem nos perdermos. Começa-se junto à estrada de Argeis, na direcção Nascente de Sesimbra. Por entre vegetação caminha-se num percurso plano com subidas e descidas muito suaves.

    Paisagem do trilho do Calhau da Cova
    Paisagem do trilho do Calhau da Cova

    A meio do trajeto de ída, encontramos ruínas de casas que contam histórias de gentes que outrora as habitaram.

    Ruínas
    Ruínas

    Depois de passar as ruínas o caminho começa a estreitar até chegarmos a uma zona de cascalho. As ravinas impressionam e, embora seja seguro, deve caminhar-se com algum cuidado. Ao olhar para o horizonte o Atlântico perde-s de vista.

    Por do sol na Arrábida
    Por do sol na Arrábida

     

    Chegamos ao ponto em que começamos a descida até ao mar. Aqui a paisagens prende-nos a respiração. Avistamos a espantosa falésia da Serra do Risco, há quem diga que é a mais alta da Europa continental. É também a partir daqui que o trajecto se torna mais duro, uma descida muito inclinada, com pedras soltas. Há que ter muito cuidado.

    Paisagem do trilho Calhau da Cova
    Paisagem do trilho Calhau da Cova

    Descemos muitas (muitas mesmo) escadas (há quem lhe chame trilho dos 120 degraus) até chegarmos à pequena baía chamada Calhau da Cova. Esta pequena baía servia de abrigo aos barcos dos pescadores que outrora frequentavam este local para largar as armações.

    Este trilho, embora curto, vale a pena, pela magnífica paisagem!


    Como chegar lá

    Vindos de Sesimbra ou Lisboa (pela EN 379) na rotunda em Sampaio seguimos em direcção às pedreiras, Sesimbra Nascente.

     

    Trilhos  Trilho

    Tipo: Linear
    Estensão: 6 Km
    Dificuldade: Média
    Informações: 

    Normas de conduta

  • Milão, mais do que um centro artístico

    Milão, mais do que um centro artístico

    Inadvertidamente, quem visita Milão, procura em primeiro lugar o Duomo, a majestosa Catedral de Milão situada no centro da cidade na Piazza del Duomo. A verdade seja dita, é um dos melhores sítios para começar uma visita por esta bonita cidade.

    Catedral de Milão, Duomo
    Catedral de Milão, Duomo

    Esta catedral gótica é monumental. Levou quase 500 anos a ser concluída, começou em 1386 (com o arcebispo Antonio da Saluzzo) e finalizou em 1813. Passou pelos Sforza, família governante de Milão, pelo Grande Cisma do Ocidente e por Napoleão, que invadiu o norte da Itália, e posteriormente mandou prosseguir com as obras do Duomo.

    Nave central da Catedral de Milão
    Nave central da Catedral de Milão

    A beleza e grandiosidade exterior é proporcional ao interior: cinco naves com uma altura que 45 metros, sustentadas por 40 grandes pilares. Vale a pena visitar o seu interior e se puder, suba ao telhado (tem que comprar bilhete, e as senhoras não podem ir com os ombros descobertos).

    Na mesma Piazza del Duomo ficam as icónicas Galerias Vittorio Emanuele. Construídas em 1865, são um centro comercial com lojas, restaurantes e um hotel, visita obrigatória dos turistas que procuram pelo melhor ângulo para a selfie.

    Galerias Victor Emanuele
    Galerias Victor Emanuele

    Atravessando as galerias saímos numa pequena praça (piazza della Scala) marcada no seu centro pela estátua de Leonardo Da Vinci, ladeada pelos seus ajudantes e numa das laterais do famoso Teatro della Scala.

    Estátua de Leonardo em Milão
    Estátua de Leonardo em Milão

    Caminhando por entre as ruas, chegamos ao Castelo Sforzesco. Um grande castelo-fortaleza, construído em terracota no século XIV, transformado mais tarde num palácio ducal, foi residência dos Sforza, umas das famílias reinantes do ducado de Milão. Hoje alberga alguns museus.

    Castelo Sforzesco
    Castelo Sforzesco

    Entre Castelo Sforzesco e o Arco da Paz fica o parque Giardini Pubblici di Porta Venezia, um jardim onde os milaneses aproveitam as tardes de sol para passear em família.

    Fontana di Piazza
    Fontana di Piazza

    Basta cruzar algumas ruas e chegamos à Basílica de Santa Maria delle Grazie, criado por Donato Bramante. Faz parte do complexo o convento da Ordem Dominicana, mandado construir por Francesco Sforza no mesmo lugar onde estava a pequena capela de Santa Maria da Graça. Esta igreja é ainda mais especial por albergar a Última Ceia, o famoso afresco que Leonardo Da Vinci pintou em 1496. Convém reservar bilhete de entrada com alguma antecedência.

    Basílica de Santa Maria delle Grazie
    Basílica de Santa Maria delle Grazie

    Mas Milão não é só o centro. Mais a sul situam-se os canais do bairro de Navigli, outrora utilizados como vias de comunicação sobretudo para transporte de mercadorias.

     

    Como se deslocar na cidade

    O Metro é sem dúvida o melhor meio de transporte para nos deslocarmos para todos os lugares de Milão.

  • Uma breve escala por Frankfurt

    Uma breve escala por Frankfurt

    Frankfurt é a segunda maior região metropolitana alemã, é o maior centro financeiro da Europa, sendo também um centro de ligações aéreas na Europa e para o resto do mundo.  Aqui chegam e partem, todos os dias, aviões vindos de todo o mundo, por isso é normal que muitos voos de ou para Portugal , para destinos sem ligação directa, passem pelo aeroporto desta cidade.

    Foi numa destas ligações, vindos de Riga (Letónia),  que aproveitamos as horas de escala para fazer uma breve visita a Frankfurt.

    Apanhamos o comboio que vai do aeroporto, directo até ao centro e saímos na estação central de Hauptbahnhof.

    Estação central de Hauptbahnhof
    Estação central de Hauptbahnhof

    Chegar ao centro histórico é muito fácil. Basta seguir a Kaiserstraße, a avenida mesmo em frente à estação. Chegamos ao centro financeiro, cercados de grandes arranha-céus, e passamos mesmo em frente ao Banco Central Europeu, onde os turistas tiram a selfie da “praxe”.

    Banco Central Europeu
    Banco Central Europeu

    Continuando para Este, chegamos à praça medieval de Römerberg um dos pontos centrais e mais importantes da cidade, coração da cidade velha. A praça é muito bonita, rodeada de casas de traça típica, entre as quais o Römer, a câmara de Frankfurt. Numa das laterais encontra-se a igreja de São Nicolau.  Nesta praça realizam-se durante o ano, diversas feiras e mercados, entre os quais o de Natal.

    Praça de Römerberg
    Praça de Römerberg

     

    Câmara de Frankfurt
    Câmara de Frankfurt

    Continuando na mesma direcção, por entre ruas estreitas, descobrimos a Catedral de Frankfurt (Catedral Imperial de São Bartolomeu) que já nos acenava com a sua torre de longe. Este templo  também designada por Dom, presenciou várias coroações imperiais da Sacro Império Romano-Germânico (que também aconteceram na praça Römerberg), dos imperadores do Império Romano e dos Kaisers alemães.

    Catedral de Frankfurt
    Catedral de Frankfurt

     

    Se ainda tiver tempo, aproveite para visitar a Ópera de Frankfurt, o edifício da Bolsa de Valores, e a igreja de São Paulo (Paulskirche), todos estes monumentos não ficam muito longe da catedral.

    Vale a pena visitar Frankfurt nem que sejam apenas meia dúzia de horas. Aproveite um stopover!