Categoria: Europa

Viagens pela Europa

  • Vila de Manteigas, o coração da Estrela

    Vila de Manteigas, o coração da Estrela

    Se a Serra da Estrela tem alma não há dúvidas que esse legado é da vila de  Manteigas. Encravada na faldas do vale glaciário do Zêzere, em pleno coração da Serra, a sua misteriosa história perde-se com as neves que todos os invernos cobrem a serra.

    Devido à sua localização privilegiada, mesmo no centro do Parque Natural da Serra da Estrela e do Geopark Estrela é o local ideal de partida para qualquer ponto da Serra, de carro, de bicicleta ou a pé. Aqui sente-se a Estrela.

    Manteigas e o Vale do Zêzere
    Manteigas e o Vale do Zêzere

    A vila não é muito grande, mas muito simpática. Está dividida em duas freguesias marcadas pelas duas igrejas matrizes que lhes dão o nome: São Pedro e Santa Maria.

    Para além das igrejas matrizes pode ver-se ainda, no povoado, a igreja da Misericórdia, a mais antiga, e mais de uma dezena de capelas espalhadas pela vila e pela serra. Para além do património religioso há ainda a zona histórica com as suas ruas estreitas e inclinadas, a Casa das Obras ou o Largo do Chafariz.

    Igreja de São Pedro
    Igreja de São Pedro em Manteigas

    Na Fonte Santa, ou Caldas de Manteigas, onde se localiza a estância termal vale a pena visitar também o viveiro das trutas. 

    O concelho de Manteigas é um território abençoado, rico em beleza paisagística e de interesse geológico, oferece uma rede de trilhos que abrangem locais de beleza única. A Rota das Faias na serra de São Lourenço, por exemplo, é um excelente percurso para se fazer em qualquer altura do ano mas é no Outono que ganha as cores que a tornam mágica.

    Através dos trilhos ou pela estrada é visita obrigatória ao imponente vale glaciário do Zêzere, mesmo à saída da vila (em direcção à Torre, logo a seguir ao viveiro das trutas), com cerca de 13 Kms, é um dos maiores da Europa em forma de “U”. No extremo Sul do vale chegamos ao Covão D’Ametade, o local onde nasce o rio Zêzere e onde outrora existiu uma lagoa glaciar que hoje guarda, debaixo dos nossos pés, informação milenar utilizada por muitos cientistas para estudar as origens da Estrela.

    Aqui é possível visitar e admirar todo o maciço central da Serra da Estrela e os seus majestosos cântaros (Cântaro Magro, Raso e Gordo), formações rochosas que atingem altitudes acima dos 1875 metros.

    Maciço Central da Serra da Estrela
    Maciço Central da Serra da Estrela e os Cântaros

    O Poço do Inferno, outro lugar icónico, uma cascata com cerca de 10 metros de altura, aninhada entre penhascos e rodeada de um bosque único onde se misturam pinheiros, azinheiras e até teixo (em via de extinção em Portugal).

    Cascata do Poço do Inferno
    Cascata do Poço do Inferno

    Do lado oposto da serra e do concelho as Penhas Douradas. É um dos locais mais bonitos da Estrela. Apesar de haver construções que outrora serviam de local de férias e tratamento para quem sofria de doenças respiratórias, estas integram-se perfeitamente na paisagem polvilhada de arvoredo típico dos países nórdicos. Aqui vale a pena ir até ao Fragão do Corvo para apreciar  vista (fotografia de capa).

    Menos conhecido, outrora lugar de veraneio das gentes de Manteigas, é o Covão da Ponte (ou Castanheira, como é localmente conhecido), onde existia até à poucos anos um parque de campismo, hoje é um belo local para passar um dia em plena natureza.

    Até chegarmos ao Covão passamos pelo “vale”. Aqui existem pequenos casais (quintas) agrícolas e podem ver-se ainda alguns pastores com os seus rebanhos. São estes mesmos rebanhos que fornecem a lã para a criação do burel, tecido utilizado em outros tempos para fazer as capas dos pastores, ainda hoje é confeccionado com técnicas antigas.

    Rebanho
    Rebanho

    Aproveite e visite a Burel Factory, uma antiga fábrica de lanifícios que conta também uma parte da história de Manteigas.

    É bom visitar Manteigas em qualquer estação do ano mas de facto as melhores alturas são no Verão e no Outono quando as árvores ficam cheias de cores outonais e pintam as encostas.

     


    Onde ficar

    Mesmo à saída de Manteigas, na direcção das Penhas Douradas (estrada florestal) a Quinta de São Marcos é um lugar agradável para passar uns dias em família. Se preferir campismo o Camping Vale do Beijames é a melhor alternativa.

  • Trilho do Pernilongo, Salinas do Samouco

    Trilho do Pernilongo, Salinas do Samouco

    Na margem sul do Tejo, no lado oposto ao rebuliço de Lisboa, situam-se as salinas do Samouco, outrora principais produtoras de sal da região e do país, que apesar de serem atravessadas pela ponte Vasco da Gama, dão-nos o prazer de poder desfrutar da calmaria do campo.

    Percurso das Salinas
    Percurso das Salinas

    Existem dois percursos que se iniciam na entrada das salinas, o trilho do Flamingo (mais pequeno) e o trilho do Pernilongo. Nós fizemos o maior.

    Existe uma pequena casa da Fundação Salinas do Samouco. Deve comprar a entrada para fazer os trilhos.

    Logo no início do percurso já se avistam flamingos nas salinas (fizemos o trilho em abril). É preciso não fazer barulho para não os afugentar.

    Ponte
    Ponte

    Durante o percurso é possível avistarem-se diversas espécies de aves uma vez que a maior parte das espécies do Tejo utiliza as salinas como local de repouso. Podem ver-se flamingos, garça-real, garça-branca-pequena, andorinha-do-mar-anã, pernilongo, entre outras espécies. A vegetação é um pouco menos diversificada e pelo meio das salinas é possível ver-se a Salicornia ou sal verde, como é popularmente conhecida, uma planta tolerante ao sal com um sabor muito salgado que por isso mesmo é utilizada na gastronomia.

    Sapal

    Existem locais e abrigos apropriados para a observação de aves onde, sem perturbar a fauna, se podem tirar fotografias mais próximas a algumas espécies mais esquivas.

    Sensivelmente a meio do trajecto somos acompanhados durante alguns metros por burros que vagueiam por entre as salinas. Não se assuste pois são amigáveis.

    Burros durante o percurso
    Burros durante o percurso das salinas

    O percurso, entre salinas, estreitas passagens e pequenas pontes é agradável. Ainda é possível ver algumas salinas em actividade e mesmo ao lado é possível molhar os pés na praia ribeirinha.

    Salinas do Samouco
    Salinas do Samouco

    A associação faz saídas de campo e visitas guiadas

    Como chegar

    Vindos de Alcochete, seguindo a Estrada Nacional 119 em direcção ao Montijo, vire na rotunda que indica Samouco e praia. Chegará à entrada das salinas.

     

    Trilhos  Trilho

    Tipo: Circular
    Estensão: 7,8 Km
    Dificuldade: Baixa
    Informações: Fundação Salinas do Samouco

    Normas de conduta

  • Visitar Mérida, uma herança viva da Lusitânia romana

    Visitar Mérida, uma herança viva da Lusitânia romana

    Visitar Mérida é entrar num pedaço de história do império romano. Antiga capital da Lusitânia, Emérita Augusta como era chamada, foi fundada em 25 a.C. e é hoje cidade Património da UNESCO.

    Para conhecer bem a cidade o melhor é mesmo percorre-la a pé (até porque o estacionamento não é fácil de encontrar) e um dia serve perfeitamente para conhecer tudo. Não se esqueça de adquirir bilhete para visitar as principais atracções romanas que poderá fazê-lo em qualquer bilheteira de um dos pontos de interesse.

    Loba Capitolina
    Loba Capitolina oferecida pela cidade de Roma

    Um pouco por toda a cidade vamos descobrindo monumentos e vestígios da época romana. Um dos melhores exemplo é o Teatro Romano, mandado construir por Agripa no ano 16 a.C. (o mesmo que mandou construir o Panteão de Roma). É grandioso, não só pela sua capacidade em acolher 3000 pessoas, mas também pela sua harmoniosa construção. Ainda hoje, e após o seu restauro (em 1933), continua a ser utilizado para o fim que foi construído, e o melhor exemplo é o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida que aqui é realizado todos os anos.

    Teatro Romano de Mérida
    Teatro Romano de Mérida

    Mesmo ao lado, parte do mesmo complexo arqueológico faz parte o Anfiteatro Romano, construído para os espetáculos de lutas de gladiadores tal como acontecia no Coliseu de Roma (e em outros espalhados pelo império romano).

    Anfiteatro Romano
    Anfiteatro Romano

    Em frente à entrada deste complexo está o Museu Nacional de Arte Romana onde se podem ver algumas peças retiradas de escavações inclusivamente do teatro e anfiteatro.

    Museu de Arte Romana de Mérida
    Museu de Arte Romana de Mérida

    Embora menos imponente a Casa do Mitreo é um conjunto arqueológico do qual faz parte uma grande casa pertencente a uma família senhorial importante da época na qual se podem ainda ver vestígios relacionados com o culto a Mitra. Muito perto fica também o centro funerário de Columbários.

    Ruínas da casa de Mitreo
    Ruínas da casa de Mitreo

    Ao percorrer as ruas do centro de Mérida temos oportunidade de ver o Arco de Trajano e o Templo de Diana, construído em finais do século I a.C., e atrás deste o palácio do Conde de los Corbos (do século XVI).

    Arco de Trajano
    Arco de Trajano
    Templo de Diana
    Templo de Diana

    Dos tempos da ocupação moura ainda resiste a Alcáçova. Construída em 835 pelo emir de Córdoba, é considerada a primeira alcáçova islâmica da Península Ibérica.

    Interior da Alcáçova de Mérida
    Interior da Alcáçova de Mérida

    Não precisamos andar muito para chegar ao rio Guadiana onde podemos atravessar uma das maiores (com 792 metros) pontes romanas de Espanha, a ponte romana de Mérida.

    Ponte Romana
    Ponte Romana

    Na periferia norte do centro de Mérida visitamos ainda a Basílica de Santa Eulália, construída sob as fundações da antiga basílica do século IV destruída pelos almoadas.

    Basílica de Santa Eulália
    Basílica de Santa Eulália

    Pode ver-se ainda o Circo Romano de Mérida, que também faz parte do Conjunto Arqueológico de Mérida, mandado construir pelo imperador Tibério no início do século I, era a maior edificação da altura. O Aqueduto de São Lázaro, um dos três aquedutos que forneciam água a Mérida.

     

  • Visitar o museu do Louvre em Paris

    Visitar o museu do Louvre em Paris

    O Museu do Louvre em Paris é hoje considerado o maior museu de arte do mundo, e a sua grandiosidade vai para além do tamanho, o museu é realmente magnífico, não só pelas peças de arte que alberga mas por toda a magnificência do edifício.

    O Palácio do Louvre foi construído sob as fundações do Castelo do Louvre, edificado nas margens do rio Sena, em finais do século XII (hoje é possível visitar as fundações no piso -1 do museu) para servir de residência real. Mais tarde, em 1682, o rei mudou-se para o Palácio de Versalhes para dar lugar ao museu,  inaugurado em 1793. Possui mais de 38000 peças em exposição.

    Palácio e pirâmide do Louvre
    Palácio e pirâmide do Louvre

    É conveniente comprar o bilhete no site do museu, por forma a evitar filas. Assim bastará dirigir-se para a entrada (na pirâmide do pátio central ou pela rua de Rivoli). Reserve pelo menos 2 a 3 horas (que poderá ser pouco tempo, dependendo do que quer ver) para visitar o museu.

    Entradas do Louvre
    Entradas do Louvre

    O Louvre tem  4 andares  com 3 alas ( Sully a leste, Richelieu a norte e Denon a Sul) para visitar, cada um deles dividido em várias colecções classificadas por épocas e tipos de obra. 

    Galerias do Louvre
    Galerias do Louvre

    Ao entrar no Museu, pela pirâmide, temos logo acesso ao piso -1 onde se situam as fundações do antigo castelo/fortaleza do Louvre e que podem ser visitados. São nestes pisos que também estão localizadas, para além de exposições temporárias, colecções de arte egípcia.

    No piso zero (térreo) podemos também ver arte egípcia onde se destacam os tesouros de Tutankamon, o caminho das Esfinges (várias esfinges) e a estátua de Ramsés II.

    Nas escadarias que nos levam ao primeiro andar do museu está em destaque a Vitória de Samotrácia, uma escultura (sem cabeça) que representa a deusa grega Nice, descoberta em 1863 nas ruínas do Santuário dos grandes deuses de Samotrácia e que fazia parte de uma fonte com a forma de proa de um navio, construída por volta de 190 a.C..

    Vitória de Samotrácia
    Vitória de Samotrácia

    Já no primeiro piso, na ala dos pintores italianos encontra-se o ex-libris do Louvre, a Mona Lisa ou Gioconda, de Leonardo da Vinci. Um misterioso retrato pintado pelo grande mestre entre os anos de 1503 e 1506. Devido à sua fama, aos atentados perpetrados, e ao elevado número de curiosos, este quadro está isolado numa sala, com algumas medidas de segurança (vidro à prova de bala), normalmente apinhada de gente que quer tirar uma fotografia (ou uma selfie) à pintura.

    Mona Lisa de Leonardo da Vinci
    Mona Lisa de Leonardo da Vinci

    Outra grande obra do mesmo pintor que pode ser vista nesta ala é a Madonna das Rochas.

    No mesmo piso (1) está a área de pintores franceses. Entre outros magníficos quadros pode ver-se a “Liberdade guiando o povo”, pintada por Eugéne Delacroix em 1830, e a Coroação de Napoleão de Jacques Louis David.

    “Liberdade guiando o povo”, de Eugéne Delacroix
    “Liberdade guiando o povo”, de Eugéne Delacroix

    No último andar, na ala Richelieu, pode visitar os aposentos de Napoleão III (sobrinho de Napoleão Bonaparte), presidente (primeiro presidente francês eleito por voto direto) e posteriormente  imperador da França.

     


    Outros museus a visitar em Paris

    Musée D’Orsay – nesta antiga estação ferroviária, as colecções são compostas principalmente por pinturas e esculturas de arte ocidental de entre 1848 e 1914 onde é possível ver obras míticas de Van Gogh (o seu auto-retrado), Gustave Courbet (A Origem do Mundo) e Cézanne, entre outros.

    Centro Georges Pompidou – Composto pelo Musée National d’Art Moderne e a Bibliothèque publique d’information

    Museu do Grand Palais – Não tem uma exposição permanente mas temporárias e temáticas, acontecimentos, desfiles de moda, concertos de música clássica e eletrónica.

    Museu Marmottan Monet – como o nome indica alberga obras de Monet.

    Museu Carnavalet – este museu retrata a história da cidade, onde podem ser vistos documentos, objectos, quadros e salas de época.

    Museu Picasso – aqui pode ser visitada a maior colecção do mundo de obras de Picasso.

    Museu Rodin – este museu alberga a colecção deixada por Rodin.

     

     

  • Descobrir Paris, uma capital multicultural

    Descobrir Paris, uma capital multicultural

    A multiculturalidade em Paris vai muito para além das pessoas. As ruas, os hábitos e a arte demonstram-no muito. A cidade luz e da moda está hoje muito mais voltada para quem a visita do que no passado (assim o contam os franceses). A simpatia e disponibilidade dos franceses é cativante.

    Começamos a nossa visita no histórico bairro Quartier Latin, na margem esquerda do rio Sena. Neste bairro, onde na Idade Média se falava latim (daí o nome), existem as universidades mais antigas do país. Caminhando no sentido da foz do rio (para oeste) visitamos o Panteão, monumento em estilo neoclássico, construído no século XVIII, onde estão sepultadas as figuras maiores de França: Voltaire, Dumas, Rousseau e Marie Curie. Na altura da sua construção, deste local, avistava-se toda a cidade.

    Panteão de Paris
    Panteão de Paris

    Basta descer a avenida em frente ao Panteão para chegarmos aos magníficos Jardins do Luxemburgo. O palácio e jardins foram mandados construir em 1615 por Maria de Médicis, esposa de Henrique IV, segundo as memórias de infância da sua casa em Florença.

    Palácio dos jardins do Luxemburgo em Paris
    Palácio dos jardins do Luxemburgo

    Nestes jardins está o Museu do Luxemburgo, o mais antigo de Paris, inaugurado em 1715. Espalhados pelo parque estão estátuas de rainhas, artistas e escritores franceses.

    Entre os Jardins e o rio passa a boulevard de Saint-Germain, uma avenida ícone da vida parisience, onde se situa a igreja mais antiga da cidade, Saint-Germain de Prés. Uma antiga abadia medieval da qual hoje apenas resta a igreja.

    Já nas margens do Sena está o Museu D’Orsay, uma antiga estação ferroviária de 1900. Continuando a seguir o rio chegamos aos jardins e Palácio de les Invalides, construído para albergar inválidos. As principais figuras do exército francês, incluindo Napoleão, estão aqui sepultados na Igreja du Dôme.

    Mais a sul está o símbolo da cidade e do país, a Torre Eiffel.

    Torre Eifel vista das margens do Sena
    Torre Eifel vista das margens do Sena

    Na Ile de la Cité está a espetacular catedral gótica de Notre-Dame de Paris cuja construção começou em 1163 e só terminou quase 200 anos depois, em 1345, e que infelizmente esta semana ardeu.

    Notre-Dame de Paris
    Notre-Dame de Paris

    Atravessando a ponte para a margem direita do Sena estamos no Hotel de Ville (câmara de Paris), um magnífico palácio renascentista que alberga o governo municipal.

    Hotel de Ville de Paris
    Hotel de Ville de Paris

    O Museu do Louvre, outro símbolo de Paris e do mundo da arte, fica a poucos quarteirões de distância. Começado a construir em 1546, sob as fundações da antiga fortaleza, para residência real, hoje é um dos museus mais visitados do mundo. Alberga peças que vão desde a pré-história até aos nossos dias.

    Museu do Louvre
    Museu do Louvre

    Um dos edifícios emblemáticos de Paris é também o Grand Palais, construído para a Exposição Universal de 1900. Fazem parte do mesmo complexo o Petit Palais (mesmo em frente) e pela ponte Alexandre III, considerada por muitos a mais bela da capital francesa.

    Grand Palais
    Grand Palais e ponte Alexandre III

    Mesmo ao lado dos Grand e Petit Palais estão os Campos Elísios (Champs Elisé), a grande avenida que vai desde a Praça da Concórdia, com o seu obelisco de Luxor, até ao Arco do Triunfo. Aqui pulsa o estilo de vida parisience.

    Arco do Triunfo
    Arco do Triunfo visto dos Campos Elísios

    A norte de Paris, o Sacré Coeur (basílica do Sagrado Coração) impõe-se no monte de Martre ou Montmartre de onde é possível ter uma panorâmica de Paris (infelizmente no dia que a visitamos estava nublado).

    Sacré Coeur
    Sacré Coeur

     


    Onde comer

    Espalhados um pouco por toda a cidade os restaurantes Paul são uma excelente opção em conta para fazer algumas refeições. Desde as famosas baguetes até aos pratos típicos franceses.

    Como ir do aeroporto de Orly para o centro da cidade

    Pode apanhar o Orly Bus, com um custo de 8,70 €, que o levará até ao centro de Paris. Em alternativa pode ir pelo Tramway 7 que o levará até à estação terminal de Villejuif Louis Aragon onde poderá apanhar o Metro (linha 7) para qualquer parte do centro de Paris, com um custo total de cerca de 5 euros.

    Utilizamos o cartão Revolut nas compras e levantamentos e não pagamos nenhuma taxa.

  • Trilho do Chã dos Navegantes, Cabo Espichel

    Trilho do Chã dos Navegantes, Cabo Espichel

    A paisagem é simplesmente magnífica. É esta a melhor forma de descrever o percurso do trilho do Chã dos Navegantes.

    Mapa Chã dos Navegantes
    Mapa Chã dos Navegantes

    O inicio deste trilho começa num caminho perpendicular à estrada que dá acesso ao Cabo Espichel.

    O percurso começa em terreno praticamente plano. Ao fim de aproximadamente 1 Km fizemos um desvio para contemplar a vista sobre as falésias que caem até à Praia da Baleeira, apenas acessível por caminhos a pé ou de barco.

    Baleeira
    Baleeira

    Voltando ao trilho começamos a descer lentamente até chegarmos à beira das falésias onde vislumbramos o oceano Atlântico a perder de vista. Mais adiante chegamos às ruínas do Forte de São Domingos da Baralha. Este forte, que dominava a baía da Baleeira, era em pleno século XVII a primeira defesa da costa da Arrábida integrando a linha defensiva que se estendia de Albarquel a Sesimbra e que defendia o importante porto e povoação de Setúbal.

    Trilho Chã dos Navegantes
    Trilho Chã dos Navegantes

    Continua-se a caminhar junto ao mar e quando já estamos desviados deste, pois o trilho vai-nos encaminhando para o interior da encosta. Desviamos aproximadamente 400 metros para ver a magnífica formação rochosa do Arco da Pombeira, onde o mar entra bravio e se atira contra as paredes rochosas de uma câmara interior.

    Arco da Palmeira
    Arco da Palmeira

    Regressando novamente ao trilho subimos uma encosta íngreme, com um piso muito irregular mas que felizmente é curta até atingirmos a parte do trajecto mais plana que nos encaminhará até ao final.

    Lá longe, começamos a avistar o Farol do Cabo Espichel e o que resta da bataria de defesa mesmo na ponta do cabo. Seguimos em direcção ao farol.

    Farol do Cabo Espichel
    Farol do Cabo Espichel

    Um pouco mais a norte encontramos o Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel. Este santuário é composto pela igreja, por hospedarias, Ermida da Memória, casa de Ópera, em ruína, Hortas dos Peregrinos, Casa da Água e aqueduto.

    O enquadramento paisagístico deste monumento, num planalto que termina em escarpas para o mar, torna-o monumental.

    Convento da Senhora do Cabo
    Convento da Senhora do Cabo

    Na fase final do percurso, já a caminho do ponto inicial vamos acompanhando o aqueduto do Santuário do Cabo Espichel que, em outros tempos, fornecia água ao convento.

     

     

    Trilhos  Trilho

    Tipo: Circular
    Estensão: 7.7 Km
    Dificuldade: Média
    Informações: C.M.Sesimbra

    Normas de conduta

  • Trilho do Alto do Formosinho, Arrábida

    Trilho do Alto do Formosinho, Arrábida

    A Arrábida é sem dúvida uma serra cheia de encantos e paisagens espetaculares. Percorrer a Serra a pé é a melhor forma de a sentir.

    Trilho do Alto Formosinho
    Trilho do Alto Formosinho

    O trilho para o Alto do Formosinho inicia-se em frente à entrada para o Convento da Arrábida (ponto azul no mapa).

    Mariolas
    Mariolas

    Começamos por subir pelo interior da vegetação através da qual se forma um “túnel” até sairmos num caminho de vegetação mais baixa onde, em alguns pontos, podemos ver o mar e toda a magnífica envolvência.

    Troia
    Troia visto do alto da Arrábida

    Alguns metros depois (aproximadamente 500m) entramos num bosque, onde em dias de calor é um dos locais mais frescos do percurso, aproveitamos para almoçar. As árvores dominantes nesta área são as azinheiras.

    Arrábida com vista para o oceano
    Arrábida com vista para o oceano

    Assim que se sai deste bosque começa o trajecto mais duro, o desnível é muito acentuado mas é compensado pela vista que se tem para Sul.

    Depois de chegar ao alto, pode vislumbrar-se também a vista para norte. Daqui pode ver-se toda a península de Setúbal, o Tejo, Lisboa e a serra de Sintra.

    Península de Setúbal e Lisboa
    Península de Setúbal e Lisboa

    O final do percurso é feito pela estrada que nos leva ao ponto inicial.

     


    Como chegar lá

    Vindos de Setúbal, pelas praias, passa-se o cruzamento do Portinho da Arrábida e depois do cruzamento para Sesimbra/Lisboa, vira-se à direita para Setúbal até chegar ao Convento da Arrábida. O Início do trilho fica mesmo em frente, numas escadas.

     

    Trilhos  Trilho

    Tipo: Circular
    Estensão: 6,2 Km
    Dificuldade: Alta
    Informações: Wikilok

    Normas de conduta

  • Trilho Serra do Risco na Serra da Arrábida

    Trilho Serra do Risco na Serra da Arrábida

    Poucos são os territórios em Portugal que foram tão estudados como a Serra da Arrábida, no entanto continua por ter muito a descobrir e a conhecer, é “um berçário da ciência”, como foi apelidada numa das edições da revista da National Geographic.

    Fizemos alguns trilhos pela Serra. Os trajectos na Arrábida, uns mais exigentes do que outros, não estão marcados e tem-se a vantagem, e o privilégio, de percorrer locais num estado muito selvagem. As poucas marcações que existem são “mariolas” (conjuntos de pedras sobrepostas) que indicam qual o trajecto a seguir.

    Trilho da Brecha da Arrábida
    Trilho da Brecha da Arrábida

    Este trilho, muito perto da serra do Risco, é curto e pouco exigente, com menos declive incialmente, e um pouco mais desnivelado no regresso mas nem por isso inadequado a crianças (fizemos com 4 crianças dos 1 aos 13 anos :)).

    A floresta não é muito densa e o caminho está definido (na sua maior parte feito pela marcação de um riacho seco), só necessitamos prestar atenção ao trajecto e dar “corda aos sapatos”.

    Vegetação do trilho
    Vegetação do trilho

    Ao chegar ao final, encontramo-nos a meio de uma magnífica ravina onde vislumbramos o oceano Atlântico. No dia em que fizemos o trilho pudemos assistir à escalada desta ravina por um grupo de alpinistas que estava no local.

    Ravina
    Ravina

    No regresso pelo mesmo caminho, sensivelmente a meio do percurso, cortamos à esquerda (para Oeste) para subir a encosta do pequeno vale.  A última parte do percurso é feita pela estrada que liga Sesimbra/Lisboa a Setúbal. Daqui tem-se um panorama magnífico do enquadramento da Serra com o oceano.

    Vista da estrada
    Vista da estrada

     


    Como chegar lá

    Vindos de Setúbal, pelas praias, passa-se o cruzamento do Portinho da Arrábida.

    Depois de uma longa subida (com curvas), antes do cruzamento para Sesimbra/Lisboa, do lado esquerdo, existe uma entrada para o miradouro da Brecha da Arrábida. Logo a seguir (ponto azul à esquerda no mapa) tem o início do trilho.

     

    Trilhos  Trilho

    Tipo: Circular
    Estensão: 3,2 Km
    Dificuldade: Média
    Informações: Não disponível

    Normas de conduta

  • Rota da Peninha e Adrenunes

    Rota da Peninha e Adrenunes

    Fizemos a rota da Peninha na serra de Sintra, um pequeno percurso, que encanta pela beleza natural.

    O melhor local para iniciar este trilho é num pequeno parque de estacionamento logo abaixo do Santuário da Peninha. Foi aqui que começamos o percurso e fizemo-lo no sentido dos ponteiros do relógio.

    Começamos por subir um caminho muito curto até ao Santuário. Daqui tem-se uma vista fantástica que chega à serra da Arrábida passando por toda a costa atlântica que vai do Cabo da Roca ao Cabo Espichel.

    Vista a partir do alto da Peninha
    Vista a partir do alto da Peninha

     

    Santuário da Peninha
    Santuário da Peninha

    É possível subir um pouco mais até à capela envolvida numa série de outros edifícios. Daqui, e em dias limpos, a vista alcança muito mais, sendo possível verem-se as Berlengas.

    A partir deste ponto entramos num bosque, tão característico desta Serra, onde algumas espécies de árvores nativas da América do Sul (com origem em algumas tentativas de reflorestação da serra) se misturam originando a Laurissilva (tipo de floresta húmida subtropical).

    Bosque (floresta Laurisilva)
    Bosque (floresta Laurisilva)

    Depois de descer, encontramos entre as árvores, um local para merendar com algumas mesas de madeira.

    Um pouco mais adiante fizemos um desvio para as antas de Adrenunes, um monumento megalítico a 422 metros de altitude, de onde é possível ter uma visão sobre toda a região.

    Placas indicativas dos percursos
    Placas indicativas dos percursos

     

    Anta Adrenunes
    Anta Adrenunes

    Voltando (atrás) ao percurso da Peninha continuamos, agora com vegetação mais aberta até encontrarmos uma subida ligeira mas longa.

    Acabando de subir chegamos à estrada, no meio de árvores, que nos levará até ao final/início do percurso.

     


    Como chegar lá

    Pela Estrada Nacional 247, no sentido Sintra – Colares, pouco antes do cruzamento para a Azóia e cabo da Roca, virar no cruzamento à esquerda para a Peninha. Ou pela Estrada Nacional 9, antes da Malveira da Serra seguir à direita em direcção ao Santuário.

     

    Trilhos  Trilho

    Tipo: Circular
    Estensão: 4,5 Km
    Dificuldade: Média
    Informações: C.M. de Sintra

    Normas de conduta

  • Basílica de São João Latrão, Roma

    Basílica de São João Latrão, Roma

    Ao contrário do que se possa pensar, a arquibasílica de São João Latrão ou basílica di San Giovanni in Laterano  é a “igreja-mãe” de todas as igrejas católicas romanas do mundo, e não a basílica de S. Pedro no Vaticano.

    Tal como a basílica de São Pedro, a de Santa Maria Maior e a de São Paulo Extramuros (a Sul de Roma) é uma das 4 basílicas papais em Roma e a mais antiga.

    Arquibasílica de São João Latrão

    Situa-se a Sudeste de Roma, junto à porta Asinaria da muralha de Aurelio.

    Apesar da sua importância é um monumento com poucos turistas (ao contrário das multidões da basílica de S.Pedro), talvez por não ser um ícone da cidade o que contrasta com a sua magnificência exterior e interior.

    Foi no palácio de Latrão, anexo à basílica que foi assinado o tratado de Latrão entre o Reino de Itália e a Santa Sé, dando o reconhecimento de total da soberania da Santa Sé no estado do Vaticano entre outros.

    No interior da basílica, para além da grandiosidade da nave central, destaca-se logo o magnífico baldaquino, do século XIII, no centro do templo, projectado por Giovanni di Stefano.

    Baldaquino
    Baldaquino

    Magníficos são também os tectos decorados com baixos relevos e o abside decorado com mosaicos que representam cenas religiosas. Sobressai-se muito, em toda a basílica, a cor dourada.

    Abside da basílica
    Abside da basílica

    Podemos ver também o túmulo do papa Leão XIII, o último papa a ser sepultado fora da Basílica de S.Pedro.

    No exterior, no átrio da entrada principal, podemos ver a estátua do imperador Constantino que originalmente estava nas termas de Constantino.

    Atrás da Basílica, na Piazza San Giovanni in Laterano, mesmo em frente à entrada do palácio está o obelisco egípcio (obelisco Laterano) do séc. 15 a.C., fazendo dele um dos obeliscos mais antigos do mundo.

    Obelisco Laterano
    Obelisco Laterano

    É também possível ver, no exterior da basílica, o batistério de Latrão onde teria sido batizado Constantino I e a Escada Santa (Scala Sancta).

    Esta escadaria com 28 degraus de mármore emoldurados a madeira, leva-nos à capela pessoal dos primeiros papas (capela de São Lourenço), instalada num edifício do outro lado da rua, mesmo em frente à basílica, uma das propriedades extraterritoriais da Santa Sé. Segundo a tradição, estes são os degraus transladados de Jerusalém para o Palácio Laterano no séc. IV, que levaram Jesus até ao seu julgamento final. Em 1589 o papa Sisto V recolou-os para a posição actual em frente à antiga capela palatina.

    Os peregrinos devotos sobem esta escadaria de joelhos.

    Escada que dá acesso à capela dos papas (ao lado da Scala Sancta)

    A basílica de S. João Latrão é uma das mais bonitas de Roma.

     

    Basílica da Santa Cruz em Jerusalém

    Muito perto fica a basílica da Santa Cruz em Jerusalém, e o nome não é engano, é mesmo “em” Jerusalém. Quando da sua construção no ano 325 a imperatriz Santa Helena, mãe do imperador Constantino I, mandou trazer terra de Jerusalém para que sobre ela fosse construída esta igreja que iria albergar as relíquias (da crucificação) trazidas da Santa Terra: dois espinhos da coroa de Cristo, um dos pregos da cruz e pedaços da cruz.

    Basílica de Santa Cruz em Jerusalém

    Hoje ainda é possível ver estas relíquias numa capela – Cappella delle Reliquie – dentro da basílica.