Bratislava surpreendeu-nos muito! Estávamos à espera de uma pequena cidade, que poderíamos visitar de passagem e em poucas horas. Enganamo-nos.
As pessoas fazem os locais e no caso da Eslováquia isso é uma verdade absoluta. A simpatia com que as pessoas nos recebem fazem-nos sentir bem e com vontade para apreciar cada rua, praça ou esplanada com mais tempo.
Começamos por visitar a famosa igreja azul ou igreja de Santa Isabel. Fica fora do centro histórico. A sua cor dá-lhe uma imagem simpática e fora do normal nas igrejas católicas.
Igreja Azul
Daqui seguimos para o centro histórico e chegamos à praça Hviezdoslavovi, local central da cidade. Aqui fica, numa das extremidades, o Teatro Nacional da Eslováquia, um dos teatros mais antigos deste país, fundado em 1920. A praça está cheia de esplanadas onde podemos desfrutar do acolhedor ambiente de Bratislava.
Teatro Nacional da Eslováquia
Já que estamos no centro, é só começar a andar. Num cruzamento de ruas fica a Praça Hlavné onde está a Fonte de Maximiliano, um chafariz construído de 1572, mandado erguer pelo rei Maximiliano II (retratado na fonte como um cavaleiro, o protetor do povo) para fornecer água potável à população.
Numa das ruas está a porta de São Miguel (infelizmente estava tapada com andaimes de obras de restauro/manutenção), uma torre com as portas da antiga muralha que protegia a cidade por volta do século XIV.
A igreja de São Martin ou São Martinho também fica perto. É a maior e uma das mais antigas igrejas da cidade.
Igreja de São Martin
No alto de uma pequena montanha, junto à cidade, vê-se o Castelo de Bratislava. É um castelo do século X (início de construção) que foi sofrendo transformações ao longo dos tempos e em 1809 um incêndio deixou-o em ruínas. Alguns anos mais tarde foi reconstruído e hoje é um dos símbolos da cidade e do país.
Castelo de Bratislava
Lá do alto, vislumbra-se o rio Danúbio, e as suas pontes. Entre elas, a ponte UFO (um dos símbolos de Bratislava) ou ponte Nova, como é conhecida, com um ovni no topo da torre onde funciona um restaurante e miradouro da cidade.
Porte UFO
Rua de Bratislava
À noite, as esplanadas enchem-se de gente.
Uma cidade, não muito grande, mas com um ambiente bastante acolhedor. Vale a pena visitar sem pressas.
Bem perto, a cerca de 70 Kms, fica Viena a capital da Áustria, aproveite e faça uma escapadinha até lá.
A Costa Vicentina, juntamente com parte do litoral Alentejano (Sudoeste Alentejano), integra o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, e vai desde Odeceixe até ao Burgau na costa Sul algarvia. É sobretudo caracterizado por imponentes arribas que escondem muitas praias, que geralmente se apelidam de “secretas” pois o caminho para lá chegar é muitas vezes desconhecido e de difícil acesso.
Começamos por Odeceixe, na margem direita da ribeira de Seixe, a pequena e pitoresca aldeia cresceu ao longo de uma encosta sobranceira à ribeira e tornou-se famosa pela sua praia ali bem perto. Sobressaem-se no casario a Igreja e o Moinho de vento. A praia, a pouco mais de 3 Kms da aldeia, fica na foz da ribeira de Seixe que envolve o areal de tal forma que permite ter uma praia de água salgada (virada para o oceano) e outra de água doce (virada para o rio).
Rumando a Sul passamos pelas praias da Baía dos Tiros, da Amoreira e do Monte Clérigo até chegarmos à praia da Arrifana já próximo de Aljezur.
Praia da Arrifana
A Praia da Arrifana, é muito procurada por surfistas.
Muito perto, a Praia da Bordeira fica na foz da ribeira da Carrapateira e marca o início das arribas calcárias que dão cores mais quentes à paisagem costeira. Esta praia é extensa e acaba (a Sul) num grande areal formando uma laguna com as águas da ribeira.
Em direcção à Vila do Bispo, fazendo um desvio de apenas uns minutos, resolvemos fazer uma visita à aldeia de Pedralva.
A aldeia de Pedralva fica aninhada num pequeno vale do interior algarvio. Esta pequena aldeia, com apenas três ruas, depois de ter entrado num processo de abandono natural de uma localidade interior, viu nascer um projecto turístico que a fez renascer. Cerca de metade das casas foram compradas por uma empresa turística que as reconstruiu e deu vida à aldeia.
Vale a pena visita-la pois conserva a arquitectura típica regional e mais do que isso a essência e sossego de uma aldeia interior.
A Vila do Bispo é uma pequena povoação muito pacata onde podemos desfrutar da calmaria e arquitectura tradicional algarvia. Sobressai na vila a Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição em Vila do Bispo
Na ponta mais a Sudoeste de Portugal, e da Europa, fica o Cabo de São Vicente, batizado pelos romanos como o Fim do Mundo até o Infante D. Henrique desfazer o mito. Penhascos, com uma altura de cerca de 60 metros, varridos pelos ventos agrestes e frios que transformam a paisagem.
Farol do Cabo de São Vicente
Vista do Cabo de São Vicente
Ali perto, depois da praia do Beliche, fica Sagres, a vila que deve a sua fama muito à custa dos descobrimentos portugueses e do Infante D.Henrique. Aqui é quase obrigatória a visita à Fortaleza de Sagres e o vislumbre das esplêndidas arribas sobre o mar.
Fortaleza de Sagres
Fortaleza de Sagres e o cabo de São Vicente (ao fundo)
Daqui rumamos até ao limite Este da Costa Vicentina, passando pela praia da pequena aldeia de Salema chegamos ao Burgau, uma aldeia de pescadores, encravada no meio de falésias, com uma enseada onde fica a pequena praia da aldeia. Por força do turismo a localidade foi crescendo e no verão transfigura-se numa estância muito movimentada.
Aqui o Alentejo transforma-se. A calmaria dos campos de cultivo dá lugar à bravura do oceano, as planícies transformam-se em arribas que abruptamente mergulham no Atlântico.
Zambujeira do Mar
O Sudoeste Alentejano, parte integrante do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (considerada a faixa costeira melhor conservada da Europa), vai de São Torpes (Sines) até à ribeira de Seixe, que na outra margem abraça o Algarve.
Os longos areais que juntam as praias entre Tróia e Sines, e fazem destas a maior praia de Portugal, ficaram para trás. A partir daqui “nascem” as escarpas que transformam a paisagem costeira.
Viajando de Norte para Sul encontramos a povoação de Porto Covo, uma pequena aldeia de pescadores que acolhe de braços abertos os muitos surfistas que aqui chegam para surfar as ondas do Atlântico.
Vale a pena visitar a aldeia e o pequeno porto piscatório num pequeno braço de mar encravado entre duas pequenas ravinas.
Porto de Pescadores em Porto Covo
A pouco mais de 4km a Sul, fica o lugar que se tornou famoso depois da música de Rui Veloso, e que talvez seja a imagem mais conhecida de Porto Covo, a Ilha do Pessegueiro. Mesmo em frente à pequena ilha fica a praia com o mesmo nome e o Forte de Nossa Senhora da Queimada (do século XVI), que juntamente com o forte da ilha (hoje em ruínas), fazia parte de uma linha defensiva da costa de Portugal.
Ilha do Pessegueiro
Continuando, a meia hora de Porto Covo encontramos Vila Nova de Milfontes. Na foz do rio Mira, é uma vila virada para o turismo de veraneio. O movimento nas ruas, cheias de restaurantes e casas para alugar, é grande, mas ali bem perto pode-se desfrutar da calmaria das praias mais recatadas: Porto das Barcas e a praia do Malhão.
Foz do rio Mira, Vila Nova de Milfontes
Na outra margem do rio, a sul, começam as praias mais selvagens. São disso exemplo as “secretas” praias da Foz dos Ouriços, a praia da Barca Grande ou as praias do Tonel, Baía da Arquinha e a de Nossa Senhora até chegarmos à Praia do Almograve (depois da praia dos Ouriços) onde na maré alta a rebentação e agitação do mar fazem jus à característica costa alentejana, na maré baixa o areal estende-se mar a dentro formando pequenas piscinas naturais deliciando as crianças (e adultos).
A viagem continua e vale a pena fazer um pequeno desvio até ao Cabo Sardão (fotografia da capa). Chegar no final do dia ao Cabo Sardão tem outro encanto. O sol a desaparecer no horizonte e a refletir a sua luz no mar, faz-nos esquecer a força com que o mar fustiga, lá baixo, os despenhadeiros.
Por do sol no Cabo Sardão
Do alto dos seus 17 metros, está de vigia ao cabo o farol (com visitas às quartas-feiras). Este é o local privilegiado para a observação de aves, é o único sítio do mundo onde as cegonhas brancas nidificam nas rochas, mesmo junto ao mar.
Mais a Sul fica Zambujeira do Mar, uma pequena vila que cresceu em cima das altas falésias, esconderijo dos areais das tão afamadas praias desta zona. Aos pés da vila fica a praia da Zambujeira de onde se avista a capela de Nossa Senhora do Mar, no cimo de uma arriba. No verão, realiza-se o festival de música Sudoeste que tira o sossego desta pacata vila.
Zambujeira do Mar
Até Odeceixe vamos encontrando muitas pequenas praias. Vale a pena visitar as praias da Amália e Azenha do Mar.
Nos nossos dias, ainda é fácil imaginar Belmonte na época do nascimento de Pedro Álvares Cabral (descobridor do Brasil), ruas estreitas e empedradas com casas em granito que iam dar ao castelo no cimo do monte, onde viviam os Senhores de Belmonte (e Manteigas), os Cabrais. Uma óptima oportunidade para viajar no tempo.
Castelo de Belmonte
Na parte cimeira da vila fica o castelo, mandado construir, quase no início da formação de Portugal, por D. Afonso III. Mais tarde, D. Afonso V (1446), doou o castelo a Fernão Cabral, pai de Pedro Alvares Cabral, para que construísse a sua residência. O castelo não é muito grande e tem uma casa que servia de aposento dos Cabrais.
Logo em frente ao castelo podem visitar-se as ermidas do Calvário e de Santo António (ambas do século XIX) e no terreiro lateral da muralha – que pode ser avistado pela bonita janela manuelina do castelo – marcado por uma pequena torre com um sino, fica a igreja de Santiago, do século XV, que tem anexa, na parte traseira, o panteão dos Cabrais.
Capela do Calvário e castelo
Igreja de Santiago
Para qualquer lado do largo empedrado que decidirmos seguir é um bom roteiro. Para o lado da igreja vamos dar às ruas que nos levam ao actual centro da vila, para o lado oposto temos uma vista sobre a Cova da Beira.
Belmonte é também conhecida pela sua comunidade judaica, de judeus sefarditas (a maior do país). A sinagoga fica perto do castelo, basta descer as sinuosas ruas atrás do mesmo e chegamos ao templo.
Sinagoga de Belmonte
Nos arredores de Belmonte, não muito longe, no Colmeal da Torre (na direcção da Guarda pela EN 18) podemos ainda visitar a torre Centum Cellas ou Torre de São Cornélio como era conhecida na zona, é um raro monumento atribuído à presença romana na região cuja sua origem e utilização ainda é um mistério.
Centum Cellas
Vale a pena visitar o Museu dos Descobrimentos e o Museu Judaico de Belmonte.
Fazer a Rota das Faias é como entrar no cenário de um filme passado numa floresta encantada.
Cogumelo na Rota das Faias
Em todas as estações do ano este trilho é bonito, mas é no outono que tem maior encanto. As tonalidades das folhas das faias, carvalhos e castanheiros dão um colorido dourado ao percurso e encostas envolventes.
Este trilho pode ser iniciado na Cruz das Jogadas – um cruzamento que nos leva ao Vale da Castanheira (em frente), ao Campo Romão (direcção das Penhas Douradas) ou à serra de São Lourenço (início do trilho) – é um circuito circular, não muito exigente, e como é curto (aprox. 6 km) podemos demorar mais tempo e usufruir melhor do momento e da natureza.
Logo no início, optamos fazer a parte do trajecto que sobe e que nos leva ao ponto mais alto. Chegamos ao topo da serra de São Lourenço, encimada pela capela de São Lourenço. Daqui a vista para a vertente Este da montanha é magnífica, perde-se no horizonte. Lá em baixo as aldeias de Sameiro e Vale de Amoreira, ao fundo a serra da Bezerra.
A capela de São Lourenço é guardiã desta montanha há mais de meio século, encerrando histórias e lendas que fazem parte da vida dos pastores da Estrela e das gentes de Manteigas que atravessavam a serra diariamente.
Capela de São Lourenço
Capela de São Lourenço
Conta a história que os noivos de Manteigas vinham aqui passar a noite de núpcias. Quem os esperava e dava guarida era o eremita da capela. Assim que os noivos chegavam, depois de subirem toda a montanha a pé, o eremita acendia uma fogueira que avisava, quem estava na vila, que os noivos tinham chegado e estavam bem.
Continuando no cume, chegamos ao posto de vigia. Daqui, a vista prolonga-se até Sul, e vislumbra-se Manteigas, as Penhas Douradas e o vale Glaciar do Zêzere até ao Maciço Central onde se conseguem distinguir os três cântaros, o Magro, o Gordo e o Raso.
Posto de vigia
Manteigas vista de São Lourenço
A descida começa aqui. Entramos nos bosques de faias, e algumas Pseudotsugas (pinheiros gigantes). As faias são as estrelas desta encosta, exibem folhas de várias tonalidades amarela e laranja que juntamente com a luz transformam o bosque num fabuloso cenário.
Bosque de São Lourenço
Ao longo de todo o restante percurso vão aparecendo alguns carvalhos cujas folhas ficam com cores mais carregadas como que em competição com as restantes árvores.
Faias de São Lourenço
Como chegar lá
Vindo de Manteigas, subimos em direcção às Penhas Douradas pela N232. Aproximadamente 4,5Km depois viramos, no cruzamento, em direcção ao Vale da Castanheira/Folgosinho. Paramos na primeira bifurcação (cruzamento) – Cruz das Jogadas.
Vindo de Seia/Gouveia, passamos as Penhas Douradas pela N232 e viramos à esquerda no cruzamento, em direcção ao Vale da Castanheira/Folgosinho. Paramos na primeira bifurcação (cruzamento) – Cruz das Jogadas.
Onde ficar
A Casa do Cerro da Correia, a meio caminho entre o trilho e a vila de Manteigas é o local ideal para ficar hospedado. A hospitalidade e atenção da Inês e do Miguel, que não deixam nenhum detalhe ao acaso fazem-nos sentir como se estivéssemos na nossa casa. O ambiente da casa e sua envolvência são acolhedores. Vale a pena passar dias assim.
À volta de uma lenda nasce um dos monumentos religiosos mais extraordinários do nosso país. O Convento da Arrábida, símbolo da harmonia entre a humanização da paisagem e a mãe natureza.
Subimos a Arrábida em direcção do topo. De repente, a seguir a uma curva mais apertada, já no alto da serra, afigura-se numa das encostas um salpicado de casas brancas que se assomam no meio da vegetação. É o Convento de Nossa Senhora da Arrábida.
Fundado em 1542 por Frei Martinho de Santa Maria, religioso castelhano da Ordem de São Francisco, a quem D. João de Lencastre, primeiro duque de Aveiro, cedeu as terras da Arrábida para que aqui pudesse fazer a sua vida eremita (juntamente com outros três freires).
A visita começa no largo mesmo em frente ao memorial a São Pedro de Alcântara (um dos freires que juntamente com Martinho de Santa Maria vieram fundar o convento). Num mote aos caminhos labirínticos que iremos percorrer, a simpática guia sugere que escolhamos um dos lados do memorial para iniciarmos a visita.
Memorial São Pedro de Alcântara
Do outro lado, depois de percorrermos um pequeno caminho e descermos algumas escadas chegamos à Igreja do Convento. Na sua fachada principal uma estátua original de um franciscano com toda a simbologia que marcava a vida destes religiosos.
Igreja do Convento
Entramos na igreja, é pequena, tal como eram todas as da mesma ordem. Por cima do altar-mor uma pintura que simboliza a lenda de Nossa Senhora da Arrábida e que de certa forma deu origem, 300 anos depois, a este convento. Seguimos por dentro da igreja, por corredores que fazem lembrar cavernas e saímos num pequeno terraço com uma magnífica vista para o Atlântico e toda a encosta da serra.
Um dos terraços do Convento da Arrábida
Continuamos pela encruzilhada de caminhos, escadas e corredores do Convento. Notam-se as várias intervenções feitas ao longo de mais de 500 anos. Em 1863 o Duque de Palmela comprou o convento e fez algumas construções e restaurações. Estas são visíveis nas decorações com pequenas rochas e conchas que ornamentam os arcos, as portas e os fontanários.
Recantos do Convento da Arrábida
Ao longo do percurso vamos entrando em pequenas capelas de oração, nas minúsculas celas que davam abrigo e permitiam o recolhimento dos frades. É interessante ver algumas pequenas levadas que fazem parte de um discreto sistema hidráulico bastante elaborado que aproveita a água das pequenas nascentes que brotam dentro do recinto do convento e da chuva, que serviam depois para o consumo pessoal e rega dos jardins e o hortas.
Estas águas eram também aproveitadas no lavadouro ou na cozinha onde se confeccionavam as refeições e que ainda hoje podemos visitar. Ao lado da cozinha o refeitório e mais acima a biblioteca que possuía um espólio muito importante de edições que hoje, por questões de conservação, estão na Fundação Oriente.
Perto da biblioteca está uma das poucas peças de valor a que os frades se permitiram ter. É o relógio de corda (do século XVIII) que ainda hoje funciona.
Do convento fazem parte também as ermidas que se vêm mais acima na serra, mais acima, o chamado convento velho. São visíveis sete ermidas ao longo do cume que desce a encosta.
Convento velho
O Convento da Arrábida fica a cerca de 20 Kms de Setúbal.
“Viver faz todo o sentido, quando se conheceu Roma” (António Mega Ferreira)
Roma é aquela viagem que queremos que nunca acabe. As pessoas, o movimento, as cores, as ruas, as pedras… em cada esquina e em cada canto se respira história, sente-se a arte e vive-se o esplendor imperial de outros tempos. Quanto mais conhecemos Roma mais nos apaixonamos por ela.
Visitar Roma deve ser feito a pé. Esta cidade é um museu a céu aberto. O melhor local para iniciar esta visita é a Noroeste, mais precisamente no Vaticano. O melhor transporte para ir até lá é de Metro. Embora seja sempre muito movimentado é o meio de deslocação mais rápido a partir de qualquer local da cidade.
Descemos na estação de Ottaviano e saímos na Via com o mesmo nome. Seguimos em direcção ao Vaticano, são uns 10 minutos a pé (nas calmas). Passamos as muralhas e logo de seguida estamos às portas da Praça de São Pedro.
Basílica de São Pedro
Assim que se entra na Praça de São Pedro, somos apanhados com surpresa pela imponência da basílica, não fosse ela a maior igreja católica do mundo. A escadaria, as colunas, a majestosa fachada e sobretudo a cúpula de grandes dimensões desenhada por Michelangelo.
A visita à basílica (e subida à cúpula) é gratuita, basta esperar alguns minutos na fila para poder entrar.
Perto do Vaticano fica o Castelo de Sant’Angelo, uma fortificação de forma circular implantada junto ao rio Tibre e em frente à ponte com o mesmo nome – Ponte de Sant’Angelo – que liga o centro da cidade de Roma ao castelo.
Ponte e Castelo de Santangelo
Atravessando a ponte entramos no Corso Vittorio Emanuele II. Nesta avenida fica a Chiesa Nuova ou Igreja de Santa Maria in Vallicella. É uma igreja barroca, a principal dos oratorianos, uma congregação religiosa de padres seculares fundada em 1561 por São Filipe Néri. Vale a pena visitar o seu interior, quer pela arquitectura, quer pelas pinturas de grandes artistas expostas.
Continuando pelo Corso Vittorio Emanuele II e virando na Piazza di San Pantaleo (com a estátua de Marco Minghetti, primeiro-ministro de Itália no século XIX), pela Via Cuccagna vamos dar à Piazza Navona. Símbolo da Roma barroca, é uma das praças mais bonitas da cidade eterna.
Piazza Navona
Ao centro da praça fica a esplêndida Fontana dei Quattro Fiumi, de Bernini, ou a Fonte dos Quatro Rios. A fonte representa quatro grandes rios, de quatro continentes: o Nilo, o Ganges, o Rio da Prata e o Danúbio.
Muito perto fica também a Piazza della Rotonda onde está o Panteão de Roma, uma das maiores e mais incríveis maravilhas da arquitectura romana.
Panteão de Roma
Caminhando para Este, pelas estreitas ruas, chegamos à Fontana di Trevi. Esta fonte, está literalmente encravada no meio do bairro de Trevi – localizada num espaço exíguo entre casas e ruas – é uma construção barroca muito bonita.
Fontana di Trevi
É tradição lançar uma moeda para a Fontana e pedir um desejo. Esta tradição teve origem no filme “Three Coins in the Fountain” (em português, “A Fonte dos Desejos”) de 1954. Conta a história que, se atirar uma moeda por cima do ombro para dentro da fonte, regressará um dia a Roma. Se atirar duas, encontrará o amor da sua vida. Três moedas garantem que se case com um(a) romano(a).
Mais a Sul fica o Altare della Pátria. O tamanho deste monumento impressiona. Construído em puro mármore branco, e inaugurado em 1911, é uma verdadeira homenagem a Vittorio Emanuele II, aquele que foi o primeiro rei de Itália, pai da pátria e da unificação da península Itálica.
Altare della Pátria
Logo atrás fica o Fórum Romano e o Mercado de Trajano, ruínas, vestígios e preciosidades arqueológicas onde é possível ver o Arco de Septímio Severo (século VII), as oito colunas que suportam o friso que ainda restam do templo de Saturno (ano de 497 a.C.), o templo de Antonino e Faustina, a basílica de Cosme e Damião dedicada aos dois irmãos, doutores, mártires e santos gregos (século II) entre muitos outros templos, igrejas, arcos e basílicas. Não deixe de ver a impressionante coluna de Trajano junto ao Forum.
Continuando a via dei Fori, no centro do Fórum Romano chegamos àquele que é o símbolo de Roma e da Itália, o Coliseu de Roma.
Coliseu de Roma
Mandado construir pelo imperador Vespasiano em 72 d.C. e concluído em 80, servia de “estádio” de espetáculos, onde chegavam a haver demosntrações aquáticas com embarcações, podia receber até cerca de 90.000 pessoas.
Vale a pena visitar o seu exterior e, nas proximidades, o arco de Constantino construído para comemorar a vitória de Constantino na Batalha da Ponte Mílvio, em 312 d.C.. Perto do Coliseu, caminhando para Sul, visite a arquibasílica de São João Latrão, a igreja-mãe de todas as igrejas católicas.
Outro local que deve visitar é a famosa Praça de Espanha. A praça com a sua magnífica escadaria que sobe até à igreja Trinitá dei Monti é local de encontro de muitos turistas e locais.
Praça de Espanha
A Sul ainda pode ir até ao Campo dei Fiori, onde se faz um mercado de rua com produtos alimentares típicos italianos. Atravessando o rio está o bairro cosmopolita de Trastevere, um pitoresco bairro medieval onde está a Basílica de Santa Maria em Trastevere, uma das mais antigas da capital italiana.
Como ir do aeroporto para o centro de Roma
De qualquer um dos aeroportos, Fiumicino ou Ciampino a melhor alternativa de transporte é o autocarro que para numa das laterais do Termini (estação central de comboios) mesmo no centro da cidade.
Onde comer
Na estação Termini, mesmo no centro de Roma, existe um mercado onde se podem provar todas as especialidades de Itália a preços acessíveis, é o Il Mercato Centrale
Onde ficar
O melhor local para ficar alojado em Roma é entre a estação central, o Termini, e a basílica de Santa Maria Maior. Ao contrário do que se possa dizer e pensar, é uma área perfeitamente segura, além disso tem acessos e transportes para todo os pontos da cidade (para além de ser ponto de partida – a pé – para o Coliseu, Forum Romano, Santa Maria Maior, Quirinale, e muito mais).
Este trilho surpreende pela beleza enaltecida pela elevada inclinação das ravinas por onde passa. O percurso dá-nos a oportunidade de descermos às falésias onde antigamente os pescadores arriscavam a sua vida para tirarem do mar o seu sustento.
Percurso do Calhau Cova
O trajecto é linear, no entanto no regresso podem fazer-se algumas variantes no percurso sem nos perdermos. Começa-se junto à estrada de Argeis, na direcção Nascente de Sesimbra. Por entre vegetação caminha-se num percurso plano com subidas e descidas muito suaves.
Paisagem do trilho do Calhau da Cova
A meio do trajeto de ída, encontramos ruínas de casas que contam histórias de gentes que outrora as habitaram.
Ruínas
Depois de passar as ruínas o caminho começa a estreitar até chegarmos a uma zona de cascalho. As ravinas impressionam e, embora seja seguro, deve caminhar-se com algum cuidado. Ao olhar para o horizonte o Atlântico perde-s de vista.
Por do sol na Arrábida
Chegamos ao ponto em que começamos a descida até ao mar. Aqui a paisagens prende-nos a respiração. Avistamos a espantosa falésia da Serra do Risco, há quem diga que é a mais alta da Europa continental. É também a partir daqui que o trajecto se torna mais duro, uma descida muito inclinada, com pedras soltas. Há que ter muito cuidado.
Paisagem do trilho Calhau da Cova
Descemos muitas (muitas mesmo) escadas (há quem lhe chame trilho dos 120 degraus) até chegarmos à pequena baía chamada Calhau da Cova. Esta pequena baía servia de abrigo aos barcos dos pescadores que outrora frequentavam este local para largar as armações.
Este trilho, embora curto, vale a pena, pela magnífica paisagem!
Como chegar lá
Vindos de Sesimbra ou Lisboa (pela EN 379) na rotunda em Sampaio seguimos em direcção às pedreiras, Sesimbra Nascente.
Trilho
Tipo: Linear Estensão: 6 Km Dificuldade: Média Informações:
Inadvertidamente, quem visita Milão, procura em primeiro lugar o Duomo, a majestosa Catedral de Milão situada no centro da cidade na Piazza del Duomo. A verdade seja dita, é um dos melhores sítios para começar uma visita por esta bonita cidade.
Catedral de Milão, Duomo
Esta catedral gótica é monumental. Levou quase 500 anos a ser concluída, começou em 1386 (com o arcebispo Antonio da Saluzzo) e finalizou em 1813. Passou pelos Sforza, família governante de Milão, pelo Grande Cisma do Ocidente e por Napoleão, que invadiu o norte da Itália, e posteriormente mandou prosseguir com as obras do Duomo.
Nave central da Catedral de Milão
A beleza e grandiosidade exterior é proporcional ao interior: cinco naves com uma altura que 45 metros, sustentadas por 40 grandes pilares. Vale a pena visitar o seu interior e se puder, suba ao telhado (tem que comprar bilhete, e as senhoras não podem ir com os ombros descobertos).
Na mesma Piazza del Duomo ficam as icónicas Galerias Vittorio Emanuele. Construídas em 1865, são um centro comercial com lojas, restaurantes e um hotel, visita obrigatória dos turistas que procuram pelo melhor ângulo para a selfie.
Galerias Victor Emanuele
Atravessando as galerias saímos numa pequena praça (piazza della Scala) marcada no seu centro pela estátua de Leonardo Da Vinci, ladeada pelos seus ajudantes e numa das laterais do famoso Teatro della Scala.
Estátua de Leonardo em Milão
Caminhando por entre as ruas, chegamos ao Castelo Sforzesco. Um grande castelo-fortaleza, construído em terracota no século XIV, transformado mais tarde num palácio ducal, foi residência dos Sforza, umas das famílias reinantes do ducado de Milão. Hoje alberga alguns museus.
Castelo Sforzesco
Entre Castelo Sforzesco e o Arco da Paz fica o parque Giardini Pubblici di Porta Venezia, um jardim onde os milaneses aproveitam as tardes de sol para passear em família.
Fontana di Piazza
Basta cruzar algumas ruas e chegamos à Basílica de Santa Maria delle Grazie, criado por Donato Bramante. Faz parte do complexo o convento da Ordem Dominicana, mandado construir por Francesco Sforza no mesmo lugar onde estava a pequena capela de Santa Maria da Graça. Esta igreja é ainda mais especial por albergar a Última Ceia, o famoso afresco que Leonardo Da Vinci pintou em 1496. Convém reservar bilhete de entrada com alguma antecedência.
Basílica de Santa Maria delle Grazie
Mas Milão não é só o centro. Mais a sul situam-se os canais do bairro de Navigli, outrora utilizados como vias de comunicação sobretudo para transporte de mercadorias.
Como se deslocar na cidade
O Metro é sem dúvida o melhor meio de transporte para nos deslocarmos para todos os lugares de Milão.
Frankfurt é a segunda maior região metropolitana alemã, é o maior centro financeiro da Europa, sendo também um centro de ligações aéreas na Europa e para o resto do mundo. Aqui chegam e partem, todos os dias, aviões vindos de todo o mundo, por isso é normal que muitos voos de ou para Portugal , para destinos sem ligação directa, passem pelo aeroporto desta cidade.
Foi numa destas ligações, vindos de Riga (Letónia), que aproveitamos as horas de escala para fazer uma breve visita a Frankfurt.
Apanhamos o comboio que vai do aeroporto, directo até ao centro e saímos na estação central de Hauptbahnhof.
Estação central de Hauptbahnhof
Chegar ao centro histórico é muito fácil. Basta seguir a Kaiserstraße, a avenida mesmo em frente à estação. Chegamos ao centro financeiro, cercados de grandes arranha-céus, e passamos mesmo em frente ao Banco Central Europeu, onde os turistas tiram a selfie da “praxe”.
Banco Central Europeu
Continuando para Este, chegamos à praça medieval de Römerberg um dos pontos centrais e mais importantes da cidade, coração da cidade velha. A praça é muito bonita, rodeada de casas de traça típica, entre as quais o Römer, a câmara de Frankfurt. Numa das laterais encontra-se a igreja de São Nicolau. Nesta praça realizam-se durante o ano, diversas feiras e mercados, entre os quais o de Natal.
Praça de Römerberg
Câmara de Frankfurt
Continuando na mesma direcção, por entre ruas estreitas, descobrimos a Catedral de Frankfurt (Catedral Imperial de São Bartolomeu) que já nos acenava com a sua torre de longe. Este templo também designada por Dom, presenciou várias coroações imperiais da Sacro Império Romano-Germânico (que também aconteceram na praça Römerberg), dos imperadores do Império Romano e dos Kaisers alemães.
Catedral de Frankfurt
Se ainda tiver tempo, aproveite para visitar a Ópera de Frankfurt, o edifício da Bolsa de Valores, e a igreja de São Paulo (Paulskirche), todos estes monumentos não ficam muito longe da catedral.
Vale a pena visitar Frankfurt nem que sejam apenas meia dúzia de horas. Aproveite um stopover!