Categoria: Europa

Viagens pela Europa

  • Mont Saint-Michele, Normandia

    Mont Saint-Michele, Normandia

    Símbolo da identidade nacional francesa, o Mont Saint-Michele é a perfeita transformação de um culto num conjunto monumental único que ainda hoje nos transporta à sua origem.

    Mont Saint-Michele
    Mont Saint-Michele, a abaria no topo

    Localizado na Normandia, no departamento de Manche, deve o seu nome à ilhota rochosa dedicada a São Miguel Arcanjo onde, no século X, monges beneditinos começaram a construir a abadia.

    Reza a lenda que no século VIII, São Miguel Arcanjo  apareceu em sonho a Aubert, bispo de Avranches, pedindo-lhe que erguesse um santuário em sua homenagem. Após a terceira aparição, e depois do Anjo lhe tocar na cabeça, Aubert decide mandar construir um santuário em seu nome.

    Rua no Mont Saint-Michele
    Rua no Mont Saint-Michele

    A pedido do duque da Normandia, a abadia começou a ser construída mais tarde, no século X, por monges beneditinos, e com ela floresceram a fortaleza e o casario que harmoniosamente se aninharam no rochedo a seus pés.

    Durante a Guerra dos Cem Anos a ilha foi utilizada como forte contra as forças inglesas que, apesar das diversas tentativas de invasão,  nunca a conseguiram dominar, elevando-a a símbolo da resistência francesa.

    Claustros da Abadia
    Claustros da Abadia

     

    Igreja da abadia do Mont Saint-Michele
    Igreja da abadia do Mont Saint-Michele

    Séculos mais tarde, e depois dos monges terem deixado a ilha (em 1790) o Mont Saint-Michele foi classificado Património Mundial da UNESCO em 1979 e hoje é um dos locais mais visitados de França.

    O acesso à ilha é feito a pé ou de autocarro, as “navetes”, por uma ponte que em alguns dias do ano fica inacessível devido às marés altas (águas grandes) que a submergem. A chegada à porta de entrada transmite-nos uma sensação de chegada a um cenário de filme medieval. Para chegar à abadia basta subir por qualquer uma das ruas e escadarias que serpenteiam por entre casas. Lá do alto, na majestosa abadia avista-se até ao infinito.

    Casario no Mont Saint-Michele
    Casario no Mont Saint-Michele

    Na abadia visitam-se quase todos os aposentos onde os monges viveram durante séculos. As cozinhas, refeitório, oratórios, claustros e a igreja mantêm-se praticamente inalterados. De uma destas salas sairam muitos manuscritos reproduzidos pelos monges que lhe davam o nome de “cidade dos livros”.

    Visitar o Mont Saint-Michele é uma experiência única de história, beleza e misticismo.

    Para evitar filas demoradas convém fazer a visita logo pela manhã e comprar as entradas para a abadia com antecedência.

     

  • Terceira, a ilha da Terra Brava

    Terceira, a ilha da Terra Brava

    Uma das portas de entrada dos Açores, a Ilha Terceira, passa muitas vezes despercebida à maioria de quem visita o arquipélago. Recortada por altas ravinas, fustigadas pelo Atlântico, é no seu interior que a ilha guarda as melhores surpresas.

    Paisagem do centro da Ilha Terceira
    Paisagem do centro da Ilha Terceira

    No centro da ilha fica a Terra Brava, uma área acidentada maioritariamente coberta por pedra vulcânica, inclui o vulcão do Pico Alto, o vulcão central mais recente da ilha (com cerca de 100 mil anos), e uma floresta muito rica em vegetação endémica, típica da Macaronésia.

    Em plena Terra Brava, o ex-libris da ilha, o Algar do Carvão. Entramos literalmente dentro de um vulcão e constatamos como um lugar que à partida seria tão inóspito se transforma num magnífico cenário natural. As paredes do cone estão cobertas com vegetação, na sua maioria, endémica, e lá no fundo uma lagoa, alimentada por águas pluviais e de pequenas nascentes que chega a ter 15 metros de profundidade. Esta é das poucas oportunidades no mundo para descer ao interior de um vulcão.

    Algar do Carvão
    Algar do Carvão

    As belezas vulcânicas não ficam por aqui. Não precisamos ir muito longe  para visitar a gruta do Natal. A formação destas grutas apontam para tubos de lava formados aquando de uma erupção.

    Não muito longe ficam as Furnas do Enxofre. Através de um pequeno circuito pedestre podemos visitar as fumarolas de onde sai o vapor do interior da terra.

    Já pela costa, percorrendo a estrada que circunda toda a ilha, vislumbram-se grandes penhascos que mergulham no mar. Em cada localidade por onde passamos vão aparecendo os coloridos Impérios do Espírito Santo, pequenas capelas/templos à volta dos quais acontece uma das tradições mais enraizadas dos Açores, as festas do Espírito Santo, com cerimónias e oferendas à coroação do Menino Imperador.

    Costa da Ilha Terceira
    Costa da Ilha Terceira

     

    Império na Serreta
    Império na Serreta

     

    Igreja da Misericórdia, Angra do Heroísmo
    Igreja da Misericórdia, Angra do Heroísmo

    A zona antiga de Angra do Heroísmo, faz-nos recuar muitos anos atrás, e mesmo não tendo vivido nessas épocas, lembra-nos postais antigos e de certa forma a cidade de  São Salvador no Brasil (ou será São Salvador que faz lembrar Angra?!). A arquitetura das casas, as igrejas, cada uma de sua cor, e o empedrado das ruas é singular.

    Subindo ao Monte Brasil tem-se um panorama sobre a cidade (infelizmente estava a chover e não deu para desfrutar da vista tanto quanto apetecia).

    Ao longo da ilha podem-se visitar vários miradouros, há que desfrutar de cada um deles: Monte Brasil, Serra do Cume, Serra do Facho, Serra da Ribeirinha entre outros.

    Com tanto para ver, há que fazer algumas pausas e aproveitar a gastronomia riquissima desta ilha, desde o famoso queijo da ilha, á tenra carne de vaca, os famosos bolos D. Amélia e o vinho de Biscoitos.

     

  • Tavira, o Algarve é mais do que praias

    Tavira, o Algarve é mais do que praias

    Ao longo de milénios, Tavira foi ocupada por várias civilizações: fenícias, muçulmanas e por fim os cristãos. Durante cerca de 650 anos (até 1910) fez parte do Reino do Algarve, um reino dentro do Reino de Portugal, e foi a primeira localidade algarvia a ser elevada a cidade, em 1520.  Situada no litoral algarvio, em pleno Parque Natural da Ria Formosa, Tavira foi durante muito tempo um importante porto intermédio entre o Atlântico e o Mediterrâneo dando à cidade um grande prestígio e parte da fortuna que ostentava. Hoje, ao visitarmos esta cidade, estamos a reviver também a sua história.

    Vista sobre Tavira
    Vista sobre Tavira

    O castelo é uma boa sugestão de início da visita. Do alto vislumbra-se, praticamente, toda a cidade, do rio até ao mar. Conquistado aos mouros no século XIII, pelos cavaleiros da ordem de Santiago, ainda preserva alguns vestígios dessa época e a torre octogonal é disso um exemplo. Dentro do castelo está a igreja de Santa Maria do Castelo, onde foi sepultado D. Paio Peres Correia (mestre da ordem de Santiago) o conquistador da cidade. Este templo é o resultado da conversão da mesquita aí existente aquando da conquista. Ainda conserva alguns elementos do estilo gótico aplicados na sua transformação em igreja cristã.

    Igreja Santa Maria do Castelo
    Igreja Santa Maria do Castelo em Tavira

    Logo abaixo está a igreja de Santiago, também ela uma antiga mesquita transformada em igreja cristã, deve o seu aspeto actual à reconstrução feita depois do terramoto de 1755.

    Igreja de Santiago
    Igreja de Santiago em Tavira

     

    Museu de Tavira
    Palácio Galeria, Museu de Tavira

    Outro edifício curioso é o Palácio da Galeria (também perto do castelo) que hoje integra o Museu Municipal de Tavira. Este palácio, de meados do século XVI, que foi galeria (daí o seu nome), era posse de um nobre senhor que tinha vindo do Brasil e o transformou no que hoje se conhece. Aqui podemos visitar exposições de história e património concelhio.

    Convento da Graça
    Convento da Graça

    Ainda nas imediações do castelo, junto ao jardim está o Convento de Nossa Senhora da Graça, convertido em Pousada, fundado pela Ordem dos Agostinhos no século XVI.

    Para quem gosta de história e apreciar um pouco de arte, não deve perder a oportunidade de visitar a Igreja da Misericordia, considerada o melhor monumento renascentista do Algarve.

    Vale a pena passear pela marginal do rio Gilão, passar pela ponte romana e apreciar a o núcleo histórico da cidade lá no alto.

    Mas ali perto também há praias e a do Barril, com o seu extenso areal, é uma delas. O seu acesso pode ser feito a pé ou através de comboio turístico. Nesta mesma praia, encontra-se a antiga Armação de Atum que remonta ao ano de 1842. O seu estado de conservação é muito bom, tendo o espaço sido convertido em área comercial. Próximo da Armação encontra-se o famoso “Cemitério das Âncoras”.

    Praia do Barril
    Praia do Barril

     

    A gastronomia é um ponto interessante,  que deve ser explorado, desde as conquilhas, choco, ao pescado fresco, às papas de xarém não esquecendo a doçaria tipica, como o morgado de figo ou a delicia algarvia, acompanhadas com um licor de medronho.

  • Trilho da Carrasqueira na aldeia da Comporta

    Trilho da Carrasqueira na aldeia da Comporta

    Em plena Reserva Natural do Estuário do Sado, por entre os arrozais e sapais do rio, este trilho é ideal para aproveitar o melhor que a natureza nos dá: ar puro, silêncio, que apenas é interrompido pelo chilrear das aves.

    Qualquer lugar é bom para começar o percurso. Um deles é o cais palafítico da Carrasqueira. A poucos quilómetros da Comporta, na aldeia da Carrasqueira fica o pequeno porto piscatório tradicional, onde gerações de pescadores foram construindo passadiços sobre estacas, que se estendem pelo rio adentro,  como tentáculos de um polvo, resolvendo assim o problema do acesso dos barcos durante a maré baixa. Este é um exemplo perfeito de como a arquitectura humana se pode integrar com a natureza.

    Cais Palafítico da Carrasqueira
    Cais palafítico da Carrasqueira

    A paisagem do estuário vai mudando. A “estranha” beleza dos sapais (imagem de capa) vai dando lugar aos arrozais, alguns já desactivados.

    Aves nos arrozais
    Aves nos arrozais

    Para além dos arrozais, o trilho passa por pequenas lagoas, terras de cultivo e pastagens onde é habitual ver aves de várias espécies (dependendo da altura do ano), que se alimentam. Em algumas alturas do ano é possível ver flamingos.

    Trilho da Carrasqueira
    Trilho da Carrasqueira

     

    Barco na Carrasqueira
    Barco na Carrasqueira

    Ali perto aproveite para ir às praias da Comporta, Carvalhal ou Tróia, onde os areais se estendem a perder de vista.

     

     

      Trilho

    Tipo: Circular
    Extensão: 7,2 Km
    Dificuldade: Fácil
    Informações: ICNF

    Normas de conduta

  • Rota do vale Glaciário, Manteigas

    Rota do vale Glaciário, Manteigas

    O vale glaciário do Zêzere , na Serra da Estrela, é único e a sua grandiosidade e beleza merecem ser contemplados com todo tempo e calma ao longo de uma caminhada. Fazer a Rota do Glaciar é a melhor maneira de desfrutar a paisagem de um dos maiores vales glaciários em forma de “U” da Europa.

    O trilho começa na vila de Manteigas, percorre o vale do Zêzere e termina no Covão d’Ametade (tem continuidade para a Nave de Santo António). Tem cerca de 10,5 Kms mas para quem não quer fazer toda a distância pode ser feito em trechos mais pequenos, começando-o em um dos dois locais: ponte das Caldas (ponto 1 no mapa – perto das Termas de Manteigas ou INATEL) ou a meio do percurso em pleno vale do Zêzere (ponto 2 no mapa – na corte da ASE, sensívelmente a meio do vale).

    Começando na vila irá percorrer a área urbana de Manteigas, passando pela Senhora dos Verdes (aqui poderá também visitar umas das fábricas de burel) e pelas termas do INATEL até chegar à ponte das Caldas. Daqui (ou começando daqui) faz-se uma subida íngreme seguida de curva e uma ponte. Logo a seguir passamos pelas Lameiras, uma antiga comunidade pastoril e agrícola onde, até há poucos anos atrás, viviam alguns pastores e, em suas casas, as esposas faziam o genuíno Queijo da Serra artesanal.

    Um pouco mais acima passa-se pelo Poio da Oliveira, um aprazível local de piqueniques e onde pode aproveitar para dar um mergulho no rio.

    Vale do Zêzere
    Vale do Zêzere

    Chegando à “corte da ASE”, onde existe uma pequena ponte de cimento, pode usufruir de um dos melhores locais para se fotografar o vale em todo o seu esplendor, tanto para poente como para nascente.

    A rota continua pelo caminho de terra batida que nos trouxe até aqui, mas do lado oposto do rio. Ao longo de todo o percurso vamos passando por casas de granito com telhados de zinco, antigas cortes de pastores. Mais adiante o trilho começa a ficar mais irregular e com pedras e, dependendo da época do ano, poderá ter de atravessar alguns pequenos riachos que se atravessam no caminho.

    Trilho do Glaciar
    Trilho do Glaciar

    Já perto da estrada, que dará acesso ao Covão d’Ametade, vislumbram-se as grandes formações rochosas, que formam o planalto superior, a que se dá o nome de Cântaros.

    Cântaro Magro
    Cântaro Magro

    Finalmente chegamos ao Covão d’Ametade, local onde se pensa ter existido uma lagoa glaciária, e onde nasce o rio Zêzere. É hoje um magnífico parque de merendas, talvez o local mais fotografado da Serra da Estrela, onde se pode usufruir da natureza e de onde partem vários trilhos.

    Covão d'Ametade
    Covão d’Ametade

    Qualquer época do ano é boa para fazer este trilho, desde que não seja em época de neve ou com chuva, no entanto recomendamos faze-lo no verão.

     

      Trilho

    Tipo: Linear
    Extensão: 10,5 Km
    Dificuldade: Média
    Informações: Manteigas Trilhos Verdes

    Normas de conduta

  • Vale Glaciário do Zêzere, Serra da Estrela

    Vale Glaciário do Zêzere, Serra da Estrela

    Durante os períodos frios do Pleistoceno (entre 2,588 milhões e 11,7 mil anos) e principalmente no Último Glaciar, o planalto superior da Serra da Estrela esteve coberto por um enorme campo de gelo. Este campo de gelo, no Último Máximo Glaciário, abrangia uma área de 66 Kms2, incluindo grande parte do planalto superior da serra. Esta massa de gelo alimentava um conjuto de sete glaciares de vale principais cujos gelos deslizavam em direcção à base da montanha arrastando com ele tudo o que se encontrava no seu caminho, moldando a paisagem e formando estes vales. Um deles é o vale do Zêzere, aquele que é o maior vale glaciário da serra da Estrela e um dos mais bem preservados desta tipologia (em “U”) a nível internacional/europeu.

    Vale Glaciário do Zêzere
    Vale Glaciário do Zêzere

    Com uma extensão de cerca de 13Kms, estende-se desde o Covão Cimeiro, a montante do Covão d’Ametade, até à vila de Manteigas.

    Em todo o vale é possível ver vestígios da última glaciação que criou impressionantes formas e depósitos glaciares, especialmente se tivermos em consideração a baixa altitude da Estrela e a sua localização geográfica no oeste da Península Ibérica. No extremo Sudoeste, no cimo da encosta, junto à Nave de Santo António, pode ver-se o “Poio do Judeu”, um bloco de granito com cerca de 150m3, o maior bloco errático da Estrela, trazido para aquele local pela força do glaciar.

    A cabeceira do Zêzere surge enquadrada pelos imponentes Cãntaros Magro, Gordo e Raso (com 1928 metros de altitude) e no seu sopé o Covão d’Ametade onde, após a fusão do gelo, poderá ter existido uma lagoa de génese de origem glaciária que foi sendo depósito de sedimentos ao longo do tempo formando o local de incrível beleza que representa um dos mais visitados e fotografados locais da serra.

    Cântaros
    Cântaros

    Hoje a presença humana funde-se na paisagem, é local de pastoreio e alguma agricultura no verão. Aqui vêm-se antigas “cortes”, casas de granito com telhados de colmo (que na maior parte foi substituída por chapas de zinco) onde os pastores guardavam o gado, que entretanto foram recuperadas e transformadas em casas de férias. No Inverno é normal verem-se fortes riachos e cascatas que rompem das vertiginosas encostas, fruto da fusão da neve no cimo das montanhas.

    Cortes no Vale do Zêzere
    Cortes no Vale do Zêzere

     

    Encosta do Zêzere
    Encosta do Zêzere

    No fundo deste vale corre o rio Zêzere que ali nasce, aos pés dos imponentes Cântaros, no belíssimo Covão d’Ametade. Vai desaguar no Tejo, já longe da Serra, em Constância.

     

    Agradecimentos a José Conde (CISE) e Gonçalo Vieira (IGOT)

     

  • Viajar pela história de Budapeste

    Viajar pela história de Budapeste

    Buda, Obuda na margem direita do Danúbio, e Peste na margem oposta, são as três cidades que se uniram e deram origem à magnífica Budapeste.

    O rio Danúbio, um dos maiores da Europa, separa o lado de Buda e de Peste e inconscientemente é esta a separação que se faz nas visitas à cidade. Começamos pelo lado de Buda e depois passamos para Peste.

    O Castelo de Buda é sem dúvida o ponto central  da visita a Buda e do alto da colina onde se ergue, temos uma vista magnífica sobre a cidade, principalmente da margem de Peste onde se vislumbra o magnífico edifício do Parlamento Húngaro. Caminhando em direcção à Igreja de São Matias passamos pela residência oficial do primeiro-ministro da Hungria, um antigo convento das Carmelitas, construído em 1736 no mesmo local de uma antiga mesquita destruída em 1686.

    Castelo de Buda
    Castelo de Buda

     

    Convento das Carmelitas
    Convento das Carmelitas

    A Igreja de São Matias fica logo à frente. Esta igreja foi construída entre os séculos XIII e XV e foi durante muitos anos o templo principal da cidade onde se coroavam reis e realizavam os casamentos da corte. A última coroação foi de dom Carlos IV o último Habsburgo que governou também a Áustria. A característica que salta à atenção é o seu telhado colorido.

    Igreja de São Matias
    Igreja de São Matias

    Logo atrás desta igreja fica o Bastião do Pescador, cujas suas sete torres homenageiam as tribos fundadoras do país. Aqui, existe um magnífico miradouro de onde se podem avistar as pontes sobre o Danúbio, entre elas a Ponte das correntes (Széchenyi Lánchíd), que infelizmente estava tapada em restauro. A sua escadaria leva-nos até à zona mais baixa da cidade.

    Bastião do pescador
    Bastião do pescador

     

    Ponte das Correntes
    Ponte das Correntes e o Parlamento ao fundo

    Na outra margem fica o Parlamento da Hungria. A melhor imagem deste imponente edifício talvez seja a partir da margem oposta. É talvez um dos edifícios legislativos mais antigos da Europa. Foi inaugurado em 1896 quando a Hungria celebrou o seu 1000º aniversário.

    Parlamento da Hungria
    Parlamento da Hungria

    O Bairro Judeu também é um local que merece a pena ser visitado. Foi para aqui que muitos judeus, vindos de outros locais da Europa durante as Grandes Guerras, se refugiaram. Aqui construíram a maior Sinagoga da Europa, só a de Nova Iorque a consegue superar.

    Sinagoga
    Sinagoga

    A sul da cidade, próximo da ponte de ferro (uma das pontes mais conhecidas da cidade) está o Mercado Central, construído em 1897, é o maior mercado coberto da Hungria. Aqui, podem-se encontrar vários quiosques de venda de produtos e no 1º piso zona de restaurantes e lojas de souveniers.

    Ponte de Ferro
    Ponte de Ferro

    A Basílica de Santo Estevão na margem de Peste, é uma das maiores do país e homenageia Estevão I, o primeiro rei da Hungria e difusor do cristianismo neste país. No seu interior, para além da mão direita de Estevão I, podem admirar-se os belíssimos afrescos que retratam a vida do santo.

    Basílica de Santo Estevão
    Basílica de Santo Estevão

    Outro ex-libris de Budapeste são as Termas. Conta com mais de 30 espalhadas por toda a cidade.

    A vida noturna é bastante agitada e apesar do ambiente pandémico, à noite vêem se imensas pessoas nas ruas, nos bares, restaurantes e esplanadas. Como não poderia deixar de acontecer, visitamos o “Ruins Bar”, nada mais nada menos de um aglomerado de bares, com uma decoração ….algo peculiar.

    A simpatia dos húngaros não é a melhor (ou não estamos habituados a este tipo amistoso de tratamento) mas a cidade é bonita e vale a pena conhecer.

  • Conhecer o bairro de Trastevere em Roma

    Conhecer o bairro de Trastevere em Roma

    O bairro de Trastevere é muitas vezes associado à vida boémia de Roma. Realmente, é onde os mais jovens se concentram à noite, principalmente no fim-de-semana, mas o bairro tem muito mais do que diversão nocturna, está cheio de história e muito para descobrir.

    Rio Tibre
    Rio Tibre

    Do outro lado do rio Tibre, ou Tevere em italiano (do latim Tiberim), fica o bairro Trastevere, um dos bairros mais típicos e históricos da cidade, onde ainda se pode ouvir o sotaque romano.

    Vai desde a Porta Portese a Sul até ao Vaticano a Norte e desde o rio a Oeste ao monte Gianícolo a Este. Ao longo do rio, do lado do bairro, existe uma via onde se pode caminhar, andar de bicicleta e desfrutar do Tibre. Durante o fim-de-semana é frequente ver muita gente a aproveitar da calmaria mesmo ali, uns metros abaixo do centro da cidade.

    Rua em Trastevere
    Rua em Trastevere

    No meio do bairro as ruas estreitas, que quase formam um labirinto, com prédios antigos, em tons de ocre, caracterizam este bairro onde é fácil perder-nos. A vida corre nestas ruas a um ritmo quase normal, não fossem os muitos turistas que nelas se aglomeram. Diz-se que este é uma dos melhores sítios para se comer em Roma, e em parte é verdade. Realmente há muitas trattorias (típicos restaurantes do tipo taberna com comida genuinamente italiana), fornos (onde se comem deliciosas sandes com mozzarela e presunto) e pizzerias onde se pode degustar o melhor da gastronomia italiana (que não tem só pizzas ou massas).

    Santa Maria in Trastevere
    Igreja de Santa Maria in Trastevere

    Mesmo no centro do bairro está a basílica de Santa Maria in Trastevere é a principal de Trastevere e foi à volta dela e da praça à sua frente que o bairro foi crescendo. Esta igreja é um aglomerado de estilos de várias épocas. A sua fachada é decorada com mosaicos dourados, no seu interior destaca-se a abside também decorada com mosaicos dourados e as naves laterais suportadas por colunas dóricas provenientes das termas de Caracalla (na outra margem do Tibre). À esquerda do altar-mor está a capela Altemps em estilo barroco com a Madonna de la Clemenza.

    Santa Cecília in Trastevere
    Basílica de Santa Cecília in Trastevere

    Neste bairro existe também a basílica de Santa Cecília, construída sob a casa onde Cecília vivia, uma mártir cristã do século III. O seu corpo foi inicialmente sepultado na catacumba de são Calisto e mais tarde, em 1599, trazido para esta basílica. Hoje podemos ver a impressionante escultura (de Stefano Maderno) da santa, reproduzida na posição que se diz que o corpo foi encontrado quando abriram o túmulo.

    Rua em Trastevere
    Rua em Trastevere

     

    Beco em Trastevere
    Trastevere

     

    Na extermidade Sul do bairro fica a Porta Portese onde todos os domingos se realiza um mercado de rua com artigos novos e usados e sobretudo velharias e antiguidades.

    A Este do bairro podemos subir até uma das sete colinas de Roma, a de Gianícolo, e apreciar a vista sobre a “cidade eterna”.

    Vista de Roma
    Vista de Roma a partir de Gianícolo

    A vida do bairro cativa e vale a pena perder-se nas ruas e vielas para melhor conhecer.

     


    Onde comer

    O restaurante La Villetta in Trastevere da Gino é excelente. Ambiente familiar com comida caseira e muitos pratos feitos no forno a lenha. Com um pouco de sorte, é possível assistir ao vivo a algumas cantorias típicas.

  • Visitar a histórica cidade de Évora

    Visitar a histórica cidade de Évora

    Évora foi fundada oficialmente na época romana (denominada Ébora) e desde aí atravessou toda a história da Península Ibérica e de Portugal até aos nossos dias. Foi lugar escolhido por  várias ordens religiosas para instalação de conventos e até foi residência da corte no século XV. Évora, hoje Património da Humanidade, é um livro de história onde podemos descobrir em cada rua uma época e estória diferente.

    O centro histórico da cidade está cercado pelas muralhas, do século XIV, e é lá que fica a Praça do Giraldo (fotografia de capa), sem dúvida o ponto central de Évora e o melhor sítio para começar uma visita. Numa das extremidades da praça está a Igreja de Santo Antão e à sua frente o Chafariz de 8 bicas que, segundo se conta, representam as 8 ruas que desaguam na praça.

    Muralha de Évora
    Muralha de Évora

    A Sé Catedral é um dos ex-libris da cidade, a maior catedral medieval do país, é facilmente reconhecida pela torre-lanterna e seu zimbório.

    Sé Catedral de Évora
    Sé Catedral de Évora

     

    Torre da Sé Catedral ao Fundo e Templo romano
    Torre da Sé Catedral ao fundo e Templo romano

     

    A poucos metros está o Templo Romano de Évora, símbolo do culto imperial, conhecido como Templo de Diana, pois durante séculos pensou-se ser dedicado à deusa da caça, na verdade é uma homenagem ao Imperador Augusto. O templo está rodeado pela Biblioteca Pública, o Centro de Arte e Cultura Eugénio de Almeida, o Museu de Évora, o magnífico Convento dos Lóios, hoje transformado em Pousada, a igreja de São João Evangelista e o Jardim de Diana mesmo em frente (de onde se pode avistar o casario típico da parte Norte da cidade).

    O notável Museu de Évora, instalado no antigo Paço Episcopal, merece uma visita. Este museu tem a sua origem na coleção de antiguidades do arcebispo de Évora, o frei Manuel do Cenáculo, e nele estão expostas pinturas portuguesas e flamengas e muitas esculturas que foram sendo recolhidas nas igrejas.

    Templo de Diana
    Templo de Diana

     

    Duas igrejas que não pode deixar de visitar é a Igreja e Convento da Graça, o primeiro monumento renascentista da cidade e a Igreja de São Francisco onde está a famosa Capela dos Ossos. Visitando a Capela dos Ossos vale sempre a pena visitar o museu e exposição dos presépios.

    Igreja da Graça
    Igreja da Graça

     

    Igreja de São Francisco
    Igreja de São Francisco

    Já fora de Évora, na estrada para Arraiolos, também é possível visitar o Convento da Cartuxa, o primeiro da Ordem dos Cartuxos, ou os Cromeleque dos Almendres, a pouco mais de 25 Kms, na estrada para Montemor-o-Novo.

  • Descobrir a bela cidade imperial de Viena

    Descobrir a bela cidade imperial de Viena

    Conhecida por muitos por ser uma cidade de charme de onde fazem parte nomes sonantes como os músicos Mozart, Beethoven e a Princesa Sissi, Viena tem muito mais para mostrar.

    Começando pelo coração de Viena, é visita obrigatória a catedral gótica de Santo Estevão, símbolo e ponto central da cidade. Uma bela igreja construída sob as ruínas do antigo templo romano. É possível subir à torre com 137 metros de altura através de uma escada em caracol e desfrutar do mirante da vista do centro da cidade, infelizmente estava fechada neste dia.

    O seu telhado de Azulejos com cerca de 250 mil azulejos  e a Porta dos Cantores, que não podia ser utilizada pelas mulheres, são duas das características desta catedral. No seu interior é possível ver as catacumbas, o sino feito do ferro fundido dos canhões e a imagem de Cristo crucificado, que segundo a lenda, a barba continua a crescer.

    Numa rua mesmo atrás da catedral fica a casa onde viveu Mozart, hoje transformada num museu dedicado ao músico e compositor.

    Catedral de Santo Estevão
    Catedral de Santo Estevão

    Dali continuamos a percorrer as ruas do centro e fomos dar a uma pequena praça, com uma fonte central, que convidava a sentar numa das esplanadas. Aqui encontra-se uma bela igreja renascentista Franciscana. O interior é muito bonito.

    Igreja franciscana
    Igreja franciscana

    Continuando pelas inúmeras ruas vamos dar à praça de Pestsäule onde está a coluna da Santíssima Trindade (finais do século XVII), construída para homenagear as vítimas da peste. Ali perto está a Igreja de São Pedro, inspirada na Basílica de São Pedro em Roma, vale a pena entrar.

    Nesta praça, no final do dia, é habitual verem-se vários artistas de rua a actuarem com música clássica e ópera.

    Praça e coluna da Santissima Trindade
    Praça e coluna da Santíssima Trindade

    Continuando a andar para Sul vamos dar à Ópera de Viena, considerada uma das melhores e mais famosas do mundo, foi inaugurada em 1869 com a ópera de Mozart “Don Juan”.

    Ópera de Viena
    Ópera de Viena

    Muito próximo,  fica a Galeria Albertina onde se podem ver obras de Renoir, Monet, Matisse, Miró, Cezanne e Picasso.

    Não precisamos andar muito para chegar ao quarteirão dos museus. Dois grandes edifícios, com um jardim no centro, onde estão o Museu de História Natural e o Museu da História da Arte. Em frente a estes está o Palácio Imperial de Hofburg, o centro do poder dos Habsburgo que o utilizavam também como residência de Inverno. O palácio é parte de um vasto complexo composto também pela Biblioteca Nacional Austríaca, a Escola Espanhola de Equitação, gabinetes do presidente da Áustria e alguns museus.

    Kunsthistorisches Museum
    Kunsthistorisches Museum

     

    Palácio de Hofburg
    Neue Burg do Palácio de Hofburg

    O edifício da Câmara municipal de Viena (Rathaus), governo e Assembleia do Estado de Viena, é magnífico. É um edifício de 1872 com uma torre gótica muito ao estilo da Europa do Norte. No interior do Rathause também existe o restaurante histórico “Wiener Rathauskeller”.

    Em frente, um grande jardim e do outro lado da estrada o Burgtheater, ou Teatro Nacional da Áustria,  mandado construir em 1741 pela imperatriz Maria Teresa da Áustria.

    Câmara de Viena
    Câmara de Viena

    Ali perto está a Igreja Votiva de Viena (Votivkirche), com as suas torres gémeas de 99 metros de altura. Esta igreja foi mandada construir, em 1853, pelo irmão do imperador Francisco José, o arquiduque Ferdinand Maximilian, imperador do México, como agradecimento a Deus por salvar a vida do seu irmão. Este templo tem enormes vitrais que o enchem cheio de luz. No seu interior, o altar da Virgem de Guadalupe, onde se destaca a “Vela Barbara” com 4 metros de altura e 3 de largura.

     

    Igreja Votiva
    Igreja Votiva

    Continuando a caminhar na direcção Sudeste encontramos a igreja de São Carlos ou Karlskiriche, uma igreja do século XVIII consagrada ao padroeiro do imperador Habsburgo. São características principais desta igreja as duas colunas frontais que fazem lembrar a coluna de Trajano em Roma.Aqui estão representadas as cenas da vida de São Carlos Borromeu.

    Karlskiriche
    Igreja de São Carlos ou Karlskiriche

    Um pouco mais afastado do centro fica o palácio de Belvedere  – Scholoss Belvedere (fotografia de capa), mandado construir pelo príncipe  Eugénio Francisco de Sabóia, que mais tarde passou para as mãos da imperatriz Maria Teresa. É hoje um museu e galeria onde são exibidas temporariamente várias exposições. A bela sala de mármore central é um ex-libris do palácio. Os jardins podem ser visitados livremente.

    Um pouco distante do centro da cidade ficam o palácio e jardins de Schönbrunn, muito comparados com o palácio de Versalhes em Paris, era o palácio de verão da família real da Áustria.

    Ali bem perto, a cerca de 70 Kms, fica Bratislava a capital da Eslováquia, aproveite e faça uma escapadinha até lá.